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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

CNBB enfatiza "santidade" do domingo

No penúltimo dia da Semana Nacional da Família, sexta, 17, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou um texto redigido a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias. A mensagem trata da família e a festa e aborda a importância da festividade no ambiente familiar, para união e celebração entre seus membros. O objetivo do texto é ser mais um instrumento de reflexão, sobre a família, entre as comunidades da Igreja.

O ser humano moderno criou o tempo livre e perdeu o sentido da festa. É necessário recuperar o sentido da festa, e de modo particular do domingo, como “um tempo para ser humano”, aliás, “um tempo para a família”. Voltar a encontrar o centro da festa é decisivo também para humanizar o trabalho, para lhe atribuir um significado que não o reduza a ser uma resposta às necessidades, mas que o abra ao relacionamento e à partilha: com a comunidade, com o próximo e com Deus.

Atualmente, a festa como “tempo livre” é vivida no contexto do “fim de semana”. Em vez do descanso e da santificação privilegia-se a diversão, a fuga das cidades, e isto influi sobre a família, principalmente se tem filhos adolescentes e jovens. Os membros da família têm dificuldade de encontrar um momento de relacionamento familiar. O domingo perde a sua dimensão de dia do Senhor e é vivido mais como um tempo “individual” do que como um espaço “comum”.

O tempo livre no domingo torna-se com frequência um dia “móvel” e corre o risco de não ser mais um dia “fixo”, dificultando o encontro familiar. As pessoas não descansam somente para voltar ao trabalho, mas para fazer festa. É mais oportuno do que nunca que as famílias voltem a descobrir a festa como lugar do encontro com Deus e da proximidade recíproca, criando a atmosfera familiar, sobretudo quando os filhos são pequenos. As realidades vividas nos primeiros anos na família de origem permanece inscrita para sempre na memória do ser humano. Também os gestos da fé, no dia do domingo e nas festividades anuais, marcam a vida da família, sobretudo no encontro com o mistério santo de Deus e contribui para reforçar os relacionamentos familiares. [...]

O dies Domini (dia de Deus) deve se tornar, inclusive, um dies hominis (dia do homem). Se a família se aproximar deste modo da festa, poderá vivê-la como o “dia do Senhor”.

Para experimentar a “presença” do Senhor ressuscitado, a família é exortada aos domingos em especial a deixar-se iluminar pela Eucaristia. A missa torna-se a celebração central, viva e pulsante do dia do Senhor, da sua presença de Ressuscitado aqui e agora. A eucaristia concede-nos a graça de celebrarmos o mistério santo de que vem ao nosso encontro. No domingo, a família encontra o sentido e a razão da semana que se inicia. [...]

Desde crianças, os filhos têm o direito de serem educados para a escuta da palavra, para descobrir o domingo como “dia do Senhor“. A memória do Crucificado Ressuscitado marca a diferença do domingo em relação ao tempo livre: se não nos encontrarmos com Ele, a festa não se realiza, a comunhão é apenas um sentimento e a caridade se reduz a um gesto de solidariedade, que não constrói a comunidade cristã e não educa para a missão. A eucaristia do domingo enquanto nos introduz no coração de Deus, faz a família, e a família, na comunidade cristã, faz de um certo modo a Eucaristia. [...]

(Rádio Vaticano)

Nota: Praticamente todos os argumentos para a guarda do domingo são válidos – fortalecimento das famílias, recuperação da Terra, cura do consumismo, etc. –, o que está errado é o dia escolhido para isso. O verdadeiro dia de repouso, dia da família, memorial da criação foi escolhido por Deus e é o sétimo dia da semana, o santo sábado. E o sábado é santo porque Deus descansou nesse dia (deu exemplo), abençoando-o e santificando-o (Gn 2:2, 3). Jesus também guardou o sábado (Lc 4:16), no que foi seguido por Sua mãe e Seus discípulos, incluindo o apóstolo Paulo. Domingo é um dia comum de trabalho e atividades seculares; é o primeiro dia da semana e, de forma alguma, foi separado para comemorar a ressurreição. Deus não mudaria Seus mandamentos escritos em pedra, vigorantes desde sempre e para sempre (o sábado será guardado inclusive na Nova Terra – Is 66:22, 23). O problema é que aqueles que escolherem ser fieis à Palavra de Deus em detrimento de tradições humanas serão vistos como inimigos da maioria, “fundamentalistas” que não querem salvar a Terra e promover os valores da família. A confusão será estabelecida e essa minoria será cada vez mais hostilizada por sua fidelidade à Lei de Deus.[MB]

 
* Esta matéria foi escrita pelo jornalista Michelson Borges da Casa Publicadora Brasileira.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que mudou no mundo após o maior atentado terrorista da História


Terça-feira, 11 de setembro de 2001. Era uma manhã comum de trabalho na redação da Casa Publicadora Brasileira. A rotina seguia seu curso: textos para revisar, matérias para escrever, decisões editoriais. Até que alguém gritou da sala de reuniões: “Venham ver isso aqui!” Quando entrei na sala, o relógio marcava nove horas e a TV estava ligada. A imagem que vi parecia a de um desses filmes apocalípticos hollywoodianos, mas o logotipo da emissora norte-americana CNN deixava claro que não se tratava de ficção. Uma das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York estava pegando fogo! Assentei-me numa das cadeiras e fiquei sabendo, instantes depois, que um avião da American Airlines (voo 11) havia atingido o arranha-céu fazia poucos minutos. Nem os repórteres (muito menos nós que estávamos ali naquela sala a mais de oito mil quilômetros de distância) sabiam exatamente o que estava acontecendo. Teria sido um terrível acidente? Às 9h03, com os olhos ainda grudados na tela da TV, tivemos certeza de que aquilo não se tratava de acidente: outro avião, agora da United Airlines (voo 175), acabava de atingir a torre sul. Em duas horas, tudo o que sobrou dos dois edifícios foi uma montanha de entulhos e muita poeira. Meus colegas e eu emudecemos. As imagens eram dramáticas e as informações, escassas. Pairava no ar a sensação de que aquele dia mudaria os rumos da história em nosso planeta. E mudou.

Conforme ficamos sabendo depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 foram, na verdade, uma série de ataques suicidas coordenados pela organização terrorista Al Qaeda. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais. Além dos dois que foram lançados contra as torres gêmeas, um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e o quarto deveria atingir a Casa Branca ou o Capitólio, não tivessem os passageiros se insurgido e tentado retomar o controle da aeronave, que acabou caindo num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia. O total de mortos nos ataques foi de quase três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores.

A resposta dos Estados Unidos não demorou muito e ficou conhecida como Guerra ao Terror. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al Qaeda, e declarou guerra ao Iraque de Saddam Hussein, com a acusação falsa de que ali havia armas de destruição em massa. Essa ação militar imprópria (para dizer o mínimo) diluiu muito da simpatia mundial com a tragédia americana. Além disso, milhares de vidas e bilhões de dólares foram perdidos na empreitada – mesmo assim, o mundo aceitou tudo. O foco da nação mais poderosa do planeta se tornou a guerra contra o terrorismo e houve descuido em outras áreas, como a econômica. Resultado: o mundo entrou numa época de turbulência econômica sem precedentes e que já dura uma década.

Turbulência econômica

Para o analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, o crescimento da economia desde o pós-guerra incentivou o consumismo e, a partir dos anos 1980, emergiu uma geração de jovens moralmente insensíveis, agressivos e ávidos, obcecados por fazer fortuna a qualquer preço, preferencialmente antes de atingir os 30 anos de idade – os yuppies. A compulsão pelo ganho fabuloso e imediato encontrou sua melhor expressão no mercado de ações das empresas de novas tecnologias, as chamadas pontocom. “A farra durou até o fim do milênio, quando o estouro dessa bolha ameaçou lançar o mundo em gravíssima recessão. A solução, se é que pode ser assim chamada, foi baixar paulatinamente os juros dos papéis da dívida norte-americana para patamares impensáveis. Isso gerou outra bolha de especulação devido ao crédito fácil, sobretudo no mercado imobiliário. Esse crédito acabou sendo diluído cavilosamente para dentro de diversos setores da economia. Pessoas que estavam pagando hipotecas viáveis dentro de suas expectativas financeiras e profissionais refinanciavam suas dívidas passando a comprar imóveis duas e até três vezes mais caros que o valor da hipoteca inicial. A situação perdurou até 2008, quando essa nova bolha estourou”, avalia e relembra Dourado.

A “solução” do governo Obama? Aumentar o endividamento americano para além da ionosfera. “Como não existe dinheiro no planeta para desmontar essa bolha, os aficionados por ETs creem que apenas auxílio alienígena possa reverter o quadro”, brinca Dourado (embora saiba que o assunto é muito sério, conforme demonstra o
gráfico comparativo publicado no site da revista Veja).

O que se espera para os Estados Unidos é o mesmo que aconteceu com o Japão: lenta decadência causada por endividamento, inflação e queda do PIB. “Os efeitos políticos e sociais desse cenário tendem a ser devastadores”, prevê Dourado. “Isso vai complicar em muito a política externa. Quando o pragmatismo desbanca a diplomacia vale a lei do mais forte sem paliativos, sem concessões. Quando um peixe grande abaixa o padrão, os demais seguem na cola. Tendemos à década de 1930, substituindo o conflito ideológico pela agenda ambiental. Não faltarão atores laterais querendo se aproveitar para aumentar sua influência. O Vaticano já desponta nesse sentido. Alguns fatores agravantes (ex.: desastres naturais), se combinados, certamente acelerarão o quadro”, conclui.

O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, Maurício Santoro, também relaciona os atuais problemas econômicos com o 11/9: “Para evitar uma desaceleração econômica naquela época o governo dos Estados Unidos reduziu os juros e estimulou o consumo da população. Com baixas taxas de retorno, a população começou a consumir e a procurar opções mais rentáveis de investimentos, como a bolsa de valores. Muitos compraram casas com financiamento a juros baixos, pegaram empréstimos colocando imóveis como garantia e foram investir em ações e consumir mais, alimentando o descontrole sobre as finanças pessoais e o sistema financeiro como um todo. Construíram um castelo de cartas que ruiu com a crise financeira de 2008.”

Mas os maus ventos não sopraram apenas contra a economia.

Ameaça à liberdade

Em seu artigo
“O fim da democracia norte-americana”, o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf mostra que a mídia norte-americana mudou seus valores e que as práticas vigentes enfraquecem cada vez mais o perfil histórico dos Estados Unidos como nação defensora das liberdades de imprensa, expressão e consciência. Holdorf menciona pesquisa segundo a qual apenas 47% das pessoas leem algum jornal nos Estados Unidos. Além disso, “um americano médio investe somente 99 horas anuais na leitura de livros, enquanto torra 1.460 horas em frente a um televisor; e ridículos 11% são os leitores de jornal diário, cujos quadrinhos e classificados de carros usados se demonstram os prediletos”. Nesse cenário de medo e alienação, fica bem mais fácil para uma elite ditar os rumos da política.

Holdorf lembra que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante que “o Congresso não fará nenhuma lei... que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa”. Mas, para ele, “algo de anormal” ocorre nos bastidores da mídia norte-americana, e isso vem enfraquecendo um sólido fundamento de mais de 200 anos. “A rivalidade entre o governo e a imprensa se iniciou logo após os atentados de 11/9, quando a conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, solicitou à imprensa nacional evitar qualquer notícia prejudicial à ordem no país. Os chefes de redação, Ron Gutting e Dan Guthrie, dos jornais City Sun e Daily Courier, respectivamente, ousaram cumprir a Primeira Emenda e criticar o presidente. Amargaram a demissão. Configurava-se aí o princípio da derrocada da Primeira Emenda e o primeiro abalo contra a democracia”, lembra o jornalista.

Para Holdorf, outro fator que atenta contra a diversidade de pensamento é o monopólio da informação. “Quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação. Os Estados Unidos têm hoje apenas seis grandes empresas de comunicação. E já foram cerca de mil. O número de cidades norte-americanas com pelo menos dois jornais concorrentes é de reduzidos 34 locais”, contabiliza.

Em seu artigo, Holdorf cita estudiosos segundo os quais a morte da democracia na América começa a partir do momento em que os Estados Unidos justificaram ataques militares e invasões a países suspeitos de terrorismo.[1] Após destronarem a democracia, surgiu um Estado fascista e teocrático. E quase ninguém parece se importar, pois talvez não se dê conta de onde isso pode terminar.

Segundo matéria publicada na revista Superinteressante de setembro, para combater o terrorismo (ou com essa justificativa), “os Estados Unidos tomaram medidas radicais. O governo passou a grampear secretamente e-mails e telefonemas da população. Criou cadeias à margem da lei (como a de Guantánamo, que não obedece às regras jurídicas do país) e usou tortura contra suspeitos de terrorismo – que podem ser presos por tempo indeterminado, mesmo sem provas ou sequer uma acusação concreta. Por tudo isso, há quem diga que os Estados Unidos se tornaram um Estado policial”.



A crescente apatia política do povo norte-americano está abrindo as portas para as ações da Nova Direita, maior movimento religioso dos Estados Unidos, simpatizante do Partido Republicano e que defende a união do Estado com a Igreja. Inclusive a pré-candidata republicana
Michele Bachmann chegou a afirmar que o terremoto e o furacão Irene (que atingiram Estados americanos em agosto deste ano) teriam sido provocados por Deus para chamar atenção sobre os problemas da nação. Estariam esses políticos sugerindo o retorno à fé como solução para esses problemas? Mas o retorno a que tipo de fé?

Holdorf aponta a consequência dessa mistura entre política e religião: “Se a condição laica de Estado ruir, com certeza a liberdade de imprensa será a próxima vítima desse poder autoritário”, e, “caso essa configuração continue tomando forma, a previsão quanto aos destinos do planeta nas próximas décadas não é nem um pouco otimista. Ao contrário do que se projeta, a ruína da imprensa vai desencadear uma série de fatos que podem conduzir as principais democracias do Ocidente a sua derrocada e ao retrocesso a uma nova ‘Idade Média’”.

Nada mais profético!

Cenário profético

Na opinião do teólogo e blogueiro Sérgio Santeli, de São Paulo, algumas liberdades civis foram atropeladas depois do 11/9. Com a aprovação da Lei Patriótica, o governo americano passou a ter o direito de investigar qualquer cidadão norte-americano ou estrangeiro que resida nos Estados Unidos, sem necessidade de ordem judicial – basta desconfiarem que alguém esteja ajudando os terroristas. “Quem garante que os ‘inimigos políticos’ (ou religiosos) do governo não serão colocados no mesmo barco?”, pergunta Santeli.

Ele lembra que, em 2006, foi aprovado também o Ato das Comissões Militares, que dá ao presidente norte-americano autoridade para instituir tribunais militares à parte do sistema judicial, com o propósito de julgar “combatentes inimigos ilegais”. Detalhe: qualquer cidadão americano pode então ser considerado “combatente inimigo ilegal”.

Mas, afinal, como o maior ataque terrorista da História se encaixa no cenário profético? Para o criador do blog Minuto Profético, o 11/9 antecipou a chegada do quadro profético de Apocalipse 13:15-17, segundo o qual os “combatentes inimigos ilegais” do governo norte-americano não poderão comprar nem vender se não tiverem o sinal da besta.[2] “O evento também mostrou claramente que, diante de uma tragédia de grandes proporções, as pessoas abrem mão de sua liberdade em troca da promessa de segurança”, avalia o teólogo. “A pergunta é: Não poderia também a lei dominical ser imposta em outro futuro cenário de uma tragédia de grandes proporções, quando a segurança mais uma vez fosse trocada pela liberdade?”
Ensaios para essa lei já estão sendo feitos na Europa...

Embora existam muitas
teorias conspiratórias relacionadas ao 11/9, algumas parecem ter um fundo de verdade. Para Santeli, o atentado teria sido um evento “falsa bandeira” com o propósito de criar leis para subtrair liberdades civis dos americanos e criar um pretexto para atacar países não alinhados com Washington. “O status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo. O que mudou depois do 11/9 foi a definição de inimigo. Antes eram os comunistas, agora são os ‘terroristas’ e os ‘combatentes inimigos ilegais’. Ao mudar o inimigo, muda-se a causa pela qual lutar, mas a submissão ainda permanece e o status quo continua. Só que agora o mundo está bem mais próximo de cumprir a profecia da crise final”, conclui Santeli.

A atuação da nação profética


Como a arte imita a vida e dela se alimenta, não faltam exemplos de produções cinematográficas e televisivas que, de certa forma, reproduzem a sombra que paira sobre nossa cabeça. Dois exemplos entre muitos: em “O Cavaleiro das Trevas”, o personagem Batman vai a Hong Kong atrás de um criminoso, captura o bandido e o leva de volta a Gotham (Nova York?) sem dar satisfação a ninguém. Jack Bauer, da série de TV “24 Horas”, é um agente do governo que não se submete a leis internacionais ou a acordos bilaterais entre países. Ele faz o que julga ser necessário para “fazer justiça”.

Para o blogueiro português Filipe Reis, em lugar de o ataque ao território americano em 2001 abalar a grande nação profética, tornou-a, na verdade, mais dominadora, seja de forma visível (agora os americanos invadem qualquer nação sem ser objeto de grandes críticas, pelo menos no Ocidente) ou camuflada (diversas leis e projetos de lei têm sido elaborados para condicionar liberdades). “É engraçado verificar que aqui na Europa, em meio a países profundamente afetados pela crise, os governantes parecem mais concentrados nos esforços para manter a união que supostamente existe entre as nações e se esquecem um pouco dos Estados Unidos”, diz Filipe. É assim que “Bauer” e “Batman” gostam...

Além da atuação externa da superpotência do norte, deve-se considerar, também, o que vem acontecendo internamente por lá – ao lado do que já vimos sobre o controle da mídia e o descontrole da economia. Segundo matéria publicada no
Último Segundo, do portal iG, “nas últimas semanas, menções negativas ao islamismo foram feitas por Newt Gingrich, Michele Bachmann, Herman Cain e Mitt Romney, os quatro principais concorrentes à nomeação republicana para a disputa contra o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Obama. Cain, por exemplo, disse publicamente que jamais consideraria contratar um muçulmano como parte da sua equipe. Dias depois, foi elogiado e defendido por Gingrich, que comparou os muçulmanos aos nazistas”.

Segundo Sherman Jackson, professor de estudos islâmicos da Universidade de Michigan, citado na matéria, a atual crise econômica americana dá combustível aos movimentos conservadores nos Estados Unidos, que tendem a criticar e oprimir as minorias, incluindo os muçulmanos. De 2010 para cá, pelo menos dois Estados norte-americanos, Oklahoma e Tennessee, aprovaram medidas constitucionais para banir o uso das regras islâmicas nos tribunais americanos.

É bom lembrar, também, que, antes de 11/9, ateus militantes como Dawkins, Hitchens e Harris quase não tinham espaço na mídia. Mark Juergensmeyer, em seu livro Terror in the Mind of God, defende a ideia de que a religião naturalmente induz à violência. Livros com esse tipo de conteúdo e ações da militância neoateísta eram raros antes de 2001. Mas, de lá para cá, esse tipo de discurso se tornou comum e surge justamente nesse mar revoltoso contra as religiões (não apenas o Islã).

A atitude e os métodos da Al Qaeda são deploráveis, não resta dúvida. Mas, quando analisamos a teologia e as ideologias de seus aderentes, algumas coisas chamam a atenção: (1) existe aversão ao materialismo e ao secularismo da cultura ocidental, (2) a condenação da sensualidade e da imoralidade, (3) um sentimento contrário ao Vaticano e aos Estados Unidos, e (4) o temor de uma possível união entre esses dois poderes. Se nos lembrarmos de que muçulmanos não comercializam bebidas alcoólicas, vestem-se com modéstia e não comem carne de porco, certamente um grupo de cristãos virá à mente e será mais fácil antever a oposição mundial ao remanescente fiel de Apocalipse – à primeira vista, ele se parece muito com um inimigo em comum para boa parte do mundo ocidental (os fundamentalistas islâmicos), embora nada tenha que ver com seus métodos e propósitos.

Em matéria especial sobre os dez anos do 11 de Setembro, a revista Veja do dia 7 de setembro abre assim o texto: “Momentos históricos decisivos ocorrem por uma combinação de fatores – mudanças demográficas, decisões políticas e econômicas e desastres naturais, por exemplo podem confluir para que uma sociedade siga por um novo rumo.” Isso me faz lembrar as palavras de Ellen White, no livro
Eventos Finais: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. [...] Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (p. 9).

Veja também dá sua definição de “fundamentalismo”: “Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.” Se nos lembrarmos de que, em 2001, um mês antes dos atentados do dia 11 de setembro, a revista Galileu chamou os criacionistas de “fundamentalistas” e que, em 8 de fevereiro de 2006, a revista Veja afirmou que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos é “treva”, poderemos concluir que a definição geral de “fundamentalismo” abarca outros grupos religiosos, especialmente aqueles que aceitam a literalidade do relato de Gênesis, a semana literal da criação e a observância do sábado bíblico como memorial dessa criação literal. Diferentemente dos radicais islâmicos, esses cristãos são um grupo pacífico. Mas alguém está interessado em conhecer a diferença?

Então, ponha no liquidificar a crise econômica, a apatia política dos norte-americanos, o cerceamento das liberdades individuais, a mídia amordaçada, o fortalecimento de grupos que torcem pela funesta união entre Igreja e Estado e a aversão pelas minorias consideradas “fundamentalistas”, e tente imaginar no que vai dar essa receita...

Na opinião da escritora especialista em temas religiosos Karen Armstrong, expressa no primeiro capítulo de seu livro Em Nome de Deus, “fundamentalistas cristãos rejeitam as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam que o livro do Gênesis é cientificamente exato em todos os detalhes”. Não é mais ou menos isso o que os criacionistas defendem? Não é mais ou menos nisso que creem os guardadores do sábado, mais especificamente?[3]

Creio que, finalmente, se cumprirá a profecia segundo a qual “os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem [combatentes inimigos ilegais?], como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra” (Ellen G. White,
O Grande Conflito, p. 592).[4]

Então, como nunca antes visto neste planeta, o cordeiro falará como dragão.

Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia



1. Em seu ótimo artigo
“Um messias judaico-americano”, o jornalista e doutor em teologia Vanderlei Dorneles sustenta que, provavelmente, a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista norte-americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana.

2. Em janeiro de 2001, na revista Sinais dos Tempos, o teólogo e jornalista Marcos De Benedicto explicou: “Apocalipse 13 descreve dois poderes, os quais seu autor chama de ‘bestas’ ou ‘monstros’, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos e perseguir as minorias que discordarem de sua política global. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. Como o Vaticano tem influência moral, mas não poder militar, os Estados Unidos emprestariam sua autoridade para a cúpula da Santa Sé levar seus planos adiante.”

3. “Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa que, sediada em Washington, afirma que os Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a ideia que os islâmicos mantêm acerca de Tio Sam? O livro O Grande Conflito, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos Estados Unidos com a segunda besta do Apocalipse, na página 584. Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver O Grande Conflito, p. 593, 629). Diz ainda que, ‘quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...] Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação’ (ibid, p. 635). Essas predições indicam que a intolerância da ‘besta’ chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz” (Vanderlei Dorneles, artigo citado).

4. Segundo Dorneles, pode estar se tornando intrigante o que o jornalista Clifford Goldstein escreveu no livro O Dia do Dragão, na página 11, quando afirma que o livro O Grande Conflito, sem dúvida, desencadeará uma tempestade de perseguições contra os que discordam do que está sendo defendido e realizado pelos norte-americanos. O ano de 2012 verá uma distribuição mundial em massa desse livro, como nunca feito antes na história do adventismo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Nova descoberta dá credibilidade a história de Sansão

Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia. Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino. A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo. Biblicamente falando, nessa época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como juízes, e Sansão era um deles. A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.

Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda [sic], tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos. A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo. Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram a trabalhar moendo grãos em Gaza.

De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.

Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão [curiosamente, se fosse o personagem de uma história secular, dificilmente haveria dúvidas sobre as “coincidências” – MB]. “A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso” [!], anunciou o jornal israelense Haaretz.

Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para se diferenciarem dos filisteus [Ou por obedecerem às leis dietéticas da Bíblia? Lv 11].

“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.

*Esta matéria descrita aqui, é do jornalista da Casa Publicadora Brasileira Michelson Borges. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sexo: Vantagens de esperar

Fazia tempo que eu não lia nada sobre virgindade. E soa mesmo antiquado falar do assunto numa época em que adolescentes se despem ao vivo para uma plateia virtual. Mas, por isso mesmo, me chamou a atenção o relato da britânica Sophie Atherton publicado pelo jornal The Guardian. Ela conta que se manteve virgem até os 32 anos – em parte por conta de uma doença grave no início da vida adulta, em parte por escolha, por ter outras prioridades. Mais interessante do que isso, Sophie classifica a sua decisão como uma rebeldia e defende as vantagens por esperar mais. Minha primeira reação foi me perguntar: o que há de errado com essa mulher? Continuo achando que não há necessidade nenhuma de esperar tanto assim – ela até reconhece que, aos 32 anos, estava mais do que pronta –, mas Sophie tem um ponto. Ao passar o início da vida adulta longe de um relacionamento, ela diz que aprendeu a ser mais independente e a esperar (e como ela aprendeu a esperar!).

[Leia aqui alguns trechos do depoimento de Sophie e note como ela menciona razões que dão sentido ao conselho bíblico de esperar pelo casamento para se ter vida sexual ativa. - MB]

"Antes de atingir a idade do juízo, eu estava desesperada para perder minha virgindade enquanto ainda fosse ilegal. Achei que fosse desafiar a autoridade. Quem são eles para me dizer quando eu estava pronta para transar? Mas não aconteceu, embora meu primeiro beijo, aos 15 anos, tenha quase ido longe demais. Ao contrário, acabei fazendo algo muito mais rebelde e incomum: eu me mantive virgem até os 32 anos. [...]

"Como minha virgindade persistia, eu tive a experiência incomum de me desenvolver e crescer sem a influência de um parceiro. Eu não odeio homens – muito pelo contrário; por ter passado tanto tempo sem um homem no meu pé pude apreciar até melhor a companhia deles. Depois de viver com um homem por quase dois anos (eu quero deixar claro que isso não é uma reclamação contra eles!), eu me pergunto que tipo de mulher eu teria sido se tivesse passado as últimas duas décadas de minha vida adulta lidando com todas as situações criadas pelas diferenças entre os sexos. [...] Enquanto minhas amigas lidavam com esse tipo de distração gastei 20 anos fazendo o que queria, vivendo em várias cidades, mudando por causa do trabalho, sem considerar outra pessoa que não eu mesma. Alguns amigos me cumprimentavam por minha independência, o que eu achava desconcertante, mas agora entendo o que eles queriam dizer. Não que eu não ficasse ansiosa nem tivesse dúvidas ao fazer tudo sozinha, decidir sobre todas as oportunidades. Foi o que eu fiz, de todo modo. [...]

"Algumas pessoas pensam que esperar tanto assim significa que havia algo errado comigo. Mas eu ganhei muito ao adiar o início da minha vida sexual. Tenho certeza de que isso foi, em parte, responsável pela minha força de caráter e minha natureza decidida. Tenho que dar crédito aos meus pais por me darem as fundações de uma quase inabalável autoconfiança, mas acho que tudo que construí veio, em grande parte, por eu não estar em uma relação com um homem até que eu completasse 30 anos.

"Para uma mulher, falar ‘não’, e fazer sexo apenas quando ela realmente quer, é um ato básico, mas muito poderoso. Demonstra que ela é independente e livre, e, talvez, quanto mais tempo uma mulher se mantém virgem, mais ela tem respeito por si própria e controle sobre seu próprio corpo.

"O legado de minha longeva virgindade vai além da independência – acho que ela me deu uma resistência extra para lidar com as dificuldades da vida e me ensinou a ter paciência. Nossa cultura pode ser a de ‘tudo agora’, mas eu aprendi a esperar. E uma das melhores coisas foi em relação ao sexo em si. Enquanto algumas mulheres da minha idade perderam seu interesse, eu ainda acho tudo tão excitante quanto a primeira vez."

(Mulher 7x7)

Nota: Percebeu as vantagens? (1) Com a maturidade, a pessoa tem melhores condições de fazer escolhas sem ser movida pelos apelos da mídia e pela pressão do grupo; (2) a rebeldia natural da adolescência pode levar a escolhas infelizes; (3) antes de iniciar um relacionamento amoroso mais sério, a pessoa pode se desenvolver em outras áreas importantes, como os estudos e a carreira; (4) mais madura, a pessoa pode se relacionar de maneira positiva com o sexo oposto e entender as diferenças naturais entre homens e mulheres; (5) dizer “não” para aquilo de que discordamos reforça nossa autoestima e solidifica o caráter; (6) manter a virgindade e o controle sobre o próprio corpo reforça o respeito próprio; (7) adiar a iniciação sexual para o contexto matrimonial ajuda a manter o interesse sadio no sexo, pois ele não foi banalizado antes; (8) [e este é por minha conta] aprender a esperar desenvolve a paciência e a confiança no Deus que supre nossas necessidades.[MB]

* A matéria escrita aqui é do site da globo.com que foi editada pelo jornalista da Casa Publicadora Brasileira, Michelson Borges.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um caminho sem volta: Um colapso à vista


Crise econômica está derrubando Grécia e provoca ameaças na Espanha

Esses dias eu estava dando uma olhada no Jornal O Estado de São Paulo, quando de repente li um artigo do jornalista Jamil Chade, que é correspondente do jornal na Europa, intitulado: “UE já tem plano se Grécia deixar euro”. O Mundo está prestes a passar por um colapso nunca visto antes, na história. Os países que tem o euro como moeda vigente em seu país, estão tentando de todas as formas segurar a Grécia e manter a moeda no país grego. Entretanto, as coisas não estão nada favoráveis para os gregos: Está um verdadeiro caos.
A Grécia teme uma recessão drástica por conta da crise que abalou as estruturas econômicas gregas. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, outro jornal belga, chamado, De Standaard, menciona que: “Há um ano e meio havia um risco de um efeito dominó”.
Pelo jeito esse temor continua. A Grécia está numa situação muito delicada porque ou ela se adapta as propostas européias ou ela opta pelo dracma (moeda grega antes do euro), e assim sendo, a situação ficará ainda mais insuportável. Uma das propostas européias é a de que se a Grécia permanecer na zona do euro, os outros países que mantém a mesma moeda, terá que desembolsar para ajudar a Grécia: 182 bilhões de euro. Agora, caso a Grécia queira sair, ela terá que dar às esses países uma cifra bilionária de: 274 bilhões de euro.
Além disso, se a Grécia resolver, os prejuízos serão enormes. Olha o que diz o comissário de Comércio da Europa, Karel De Gucht, disse: “O caos na Grécia seria tão grande que outros cidadãos de outros países entenderiam que não deveriam seguir o mesmo caminho e que nenhum outro país a sair do euro”.
A segunda proposta caso a Grécia é retornar à dracma e veja o que virá: “salários deixarão de ser pagos; a inflação vai explodir; bancos fecharão as portas; os supermercados ficarão vazio e haverá violência generalizada, descontrolada e emigração em massa.
Meu querido amigo, (a), a história deste mundo está chegando ao seu final. Esse é o reino que Satanás domina, mas Deus em sua infinita misericórdia preparou um lar, algo melhor do que simplesmente esse mundinho pode nos oferecer. Quer conhecer esse lugar? (João 14, Apocalipse 21, 22 Isaías 65, 66). Logo, “Aquele que há de vir, virá e não tardará (Hebreus 10:37). Esse é apenas o “princípio das dores” (Mateus 24:8). Tudo o que a Bíblia menciona de destruição e catástrofe irá acontecer, quer você queira, ou não. Jesus precisa voltar. A única salvaguarda do mundo, está na volta de Jesus. Estamos no limiar da “plenitude dos tempos” (Gálatas 4:4). Ainda não estamos no momento crítico do mundo, mas, também não estamos longe de alcançá-lo.
                Cada dia que passa, estamos avançando em algum aspecto para a decadência moral (veja a lista em 2 Timóteo cáp. 3). Por acaso, não é o que estamos começando a ver hoje? Olha o que diz Ellen White, em O Desejado de Todas as Nações, na página 18 e 19: “Chegara a plenitude dos tempos. A humanidade tornando-se mais degradada através dos séculos de transgressão, pedia a vinda do Redentor. Satanás estivera em operação para tornar intransponível o abismo entre a Terra e o Céu. Por suas falsidades tornara os homens atrevidos no pecado. Era seu desígnio esgotar a paciência de Deus, e extinguir-Lhe o amor para com os homens de maneira que Ele abandonasse o mundo à satânica jurisdição. O pecado se tornara uma ciência, e era o vício consagrado como parte da religião. A rebelião deitara fundas raízes na alma, e violenta era a hostilidade do homem contra o Céu. Ficara demonstrado perante o Universo que, separada de Deus, a humanidade não se poderia erguer. Novo elemento de vida e poder tinha de ser comunicado por Aquele que fizera o mundo".
Esse é um dos maiores objetivos de Satanás: nos afastar da Eterna e redentora graça de Cristo. Hoje, Cristo intercede por você e por mim (Daniel 7:9 e 10). Ele deseja te dar a Vida Eterna. Ele deseja te livrar das garras de Satanás. Ele deseja te dar "a coroa da vida" (Apocalipse 2:10).
Sobretudo, queridos amigos, "Vigiai e orai para que não entreis em tentação" (Mateus 26:41). Amigos, temos que alicerçar nossa fé em Cristo.
"Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima" (Lucas 21:28). Vamos para casa, vamos para o lar povo de Deus!


terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia da Alegria

Quão feliz é seu sábado? Nós, os adventistas do sétimo dia, às vezes, somos acusados de legalistas devido à nossa fidelidade aos Dez Mandamentos, especialmente ao quarto mandamento. Muitas vezes, os membro da igreja alimentam essa ideia por tornarem a observância do sábado um fardo, dando a impressão que alguém pode ganhar a aprovação divina por estar se abstendo de algo no sábado. Esse comportamento nos leva de volta aos tempos da nação judaica, quando o sábado se tornou um fardo tal, que realmente não era um dia feliz.
O sábado deve ser uma das experiências mais felizes que podemos ter. E que experiência! Digo isso, por experiência própria. É um dia de liberação das tensões das atividades do cotidiano: A Bíblia explica essa perspectiva, no próprio quarto mandamento. Ele será o sinal que distinguirá o povo de Deus no tempo do fim. O diabo trabalha com todas as forças contra o sábado, pois ele é o sinal de que Deus é o Criador. O sábado é tão odiado por Satanás, que ele faz de tudo para destruir o seu significado.
O que mais agrada ao inimigo de nossas almas é incentivar os membros da igreja a considerar a guarda do sábado como um meio de ganhar o céu e, melhor ainda, transformá-lo em algo pesado e restritivo para que nossas crianças aprendam a odiá-lo. Mas o sábado deve ser um prazer em todos os momentos, não apenas pela manhã, das nove às doze e meia. O sábado é de "´pôr-do-sol a pôr-do-sol" e foi criado para ser um dia de rejuvenecimento. Quando experimentarmos a alegria do sábado, será difícil aguardar pela chegada do melhor dia da semana.
Já podemos sentir a diferença na sexta feira à noite. Esse dia santificado por Deus; Ele o abençoou e o fez particularmente especial (Gn 2:3).
Devemos nos lembrar disso e pessoalmente lutar contra as frequentes pressões para permitir que elementos externos, como as atividades de trabalho, avancem dentro das horas do sábado. No passado, era mais fácil evitar as intrusões no sábado, simplesmente desligando a televisão ou o rádio, e não pegando o jornal.
Hoje, porém, temos sempre à mão os celulares inteligentes. Neles podemos ter a lição daescola sabatina, mas também acessar qualquer coisa do mundo lá fora. Mais do que nunca, precisamos assumir pessoalmente a responsabilidade de não deixar que nada interfira na alegria de um dia especial com Deus. Precisamos descansar de nosssa rotina. Como a Nancy (esposa do Pastor Ted Wilson), disse a ele: "Você só precisa descansar de tudo isso".
A alegria da observância do sábado, porém, não acontece simplesmente por desligar o computador e dizer: "Está bem. Agora vamos começar o sábado." O sábado não é apenas uma questão do que não fazemos - é também uma questão do que fazemos nesse dia. E uma questão de cultivar sua caminhada com o Senhor. Guardar o sábado como santo e considerá-lo um prazer só é possível por meio de vibrante relacionamento com o Senhor do sábado.
Embora, minha relação com o Senhor seja bem pessoal, entre Ele e eu; as implicações de meu relacionamento serão sentidas por todos com quem convivo. Por exemplo, em lugar de racionalizar o mandamento dizendo: "Sabe, o sábado é o dia de descanso, e como não devo trabalhar, vou comer num restaurante." Devo fazer tudo o que puder para não fazer com que outros trabalhem a mais e para ajudá-los a ver a beleza do sábado. Não podemos considerar o sábado como algo vazio que deve ser observado, ou como uma lista de coisas que devemos fazer ou não fazer. Esse não o princípio do sábado.
O real princípio do sábado é reconectar-nos ao Criador. Assim, em lugar de nos concentrarmos em ações específicas, devemos considerar o sábado como um tempo para nos reconectar com Deus, com a natureza e com os nossos familiares e queridos. Quando fazemos isso, o sábado vai ter um significado diferente, porque se tornará um tipo de passagem entre uma semana e a próxima, e que nos lembra de onde viemos, porque estamos aqui e para onde estamos indo.
Uma boa ideia para as igrejas locais seria desenvolver seminários sobre o sábado, que apresentem maneiras práticas de tornar o sábado um dia feliz, envolvendo as famílias e promovendo o crescimento espiritual. A igreja local desempenha um importante papel sobre qual será a opinião dos membros em relação à observância do sábado, que pode ser um modo legalista de adorar a Deus, ou um tempo de tempo maravilhoso de refúgio. É por isso que até mesmo o princípio e o final do sábado são importantes. O Deus que nos fez, oferece, uma vez por semana, a oportunidade de rejuvenescimento físico e espiritual, ao nos voltarmos para Aquele que nos conhece melhor do que jamais poderemos conhecer.
Alguns podem dizer: "Eu desenvolvo minha vida espiritual caminhando pelas montanhas." E você pode fazer isso, de vez em quando. Tudo bem. Mas, não deve transformar num hábito de todos os sábados, nem mesmo em sábados alternados. Você deve se encontrar com as pessoas que compartilham da sua fé. Para mim, uma das melhores partes do sábado é o estudo da Bíblia e a lição da escola sabatina.
Hoje, a TV e a Internet transmitem cultos das igrejas e outros programas religiosos. Embora isso tenha o seu lugar, a mídia nunca deve substituir a sua frequencia e participação na congregação local durante o sábado. Precisamos estar fisicamente presentes no local do qual somos parte. Todo adventista deve pertencer a uma igreja. A Bíblia aconselha a nos reunirmos aos sábados (Hb 10:25). Não queremos perder a comunhão dos irmãos, pois é ali que encontramos força e incentivo. As pessoas que vão de uma igreja para a outra, ou procuram onde estão os melhores pregadores ou a melhor comida, não receberão a bênção sábatica em sua plenitude. Há algo especial em estarmos em comunhão com nossos irmãos que não encontraremos em nenhum outro lugar. Não desenvolva o hábito de se afastar da comunhão da igreja. Uma vez que você começa a se ausentar, é muito fácil dizer: "Ah, eu não vou para igreja essa semana. Vou assistir ao sermão pela TV." para muitas famílias com filhos pequenos, é um desafio arrumá-los para a igreja e mantê-los ocupados durante o culto. Mas vale a pena o esforço, pois estão estão investindo no futuro eterno das crianças. A casa de Deus deve ser um lugar onde as pessoas são tolerantes com as crianças e não considerem uma interrupção no programa como sendo o fim do mundo. Estamos lá para adorar a Deus e também para comungarmos uns com os outros. Temos que nos apoiar mutuamente e animar aos que estão passando por dificuldades.
Embora o sábado seja um dia de descanso, é também um dia de participação, especialmente no momento do culto, onde o maior número de pessoas deve participar ativamente. A igreja deve ser um lugar dinâmico e ativo, com  muitas mãos para ajudar. Todos devem encontrar seu "lugar", seja ele no momento do culto ou até mesmona cozinha. Os jovens devem ser incentivados a participar.
A música inspiradora é parte importante do culto de adoração no sábado. Música que combine com a sua cultura, mas que não chame a atenção para o intérprete em lugar de glorificar a Deus. Nunca devemos esquecer, ao nos reunirmos aos sábados, de que estamos na casa de Deus, mesmo que esta seja uma sala alugada. Se ela se tornar apenas um auditório, perderá seu significado. É necessário um senso de respeito e decoro nos cultos da igreja, inclusive na escola sabatina, que é mais informal.
Percebo certo respeito em todas as igrejas adventistas, não importa se estão se reunindo numa sala simples, uma igreja de um dia, ou em um lindo edifício de pedras. Isso mostra que o coração das pessoas está  sintonizado com Aquele a quem vieram adorar no Seu dia especial de alegria

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Companheiros de Trabalho




Reflexões sobre o Casamento

De Tiago e Ellen White



Poucos dias antes do que seria o sexagésimo aniversário de casamento de Ellen White, ela relembrou com carinho a pessoa de Tiago White, seu esposo, já falecido. “Nos casamos e assim estamos desde então. Apesar de ele estar morto, em minha opinião ele foi o melhor homem deste mundo. A despeito do que [as pessoas] possam dizer [...] em minha viuvez, eu não me uniria minha vida com mais ninguém. Sinto [...] que devo preservar a memória de meu esposo.”

Tiago e Ellen provavelmente se encontraram, pela primeira vez, no verão de 1844. Ambos eram adventistas mileritas, que ansiosamente aguardavam o retorno de Cristo em 1844. A despeito de sua saúde, Ellen falava em reuniões e testemunhava de sua fé para outros. Tiago era um jovem pregador entusiasta, que em uma turnê evangelística de quatro meses, num período de pesadas nevadas no início de 1843, converteu mil pessoas. Em relação às suas crenças, os  dois tinham muito em comum. Poucas semanas após 22 de outubro de 1844, quando Jesus não retornou como esperado, Ellen recebeu sua primeira visão. Quando exatamente foi a primeira vez que Tiago ouviu a respeito dela, não se sabe. No, entanto, ele logo se uniu ao grupo de amigos de Ellen que a acompanhavam nas viagens para testemunhar sobre suas visões. No dia 30 de agosto de 1846, Tiago Spinger White, 25 anos e cerca de 1,83 metro de altura, e Ellen Gould Harmon, 18 anos e com 1,57 m, se casaram diante de Charles Harding, juiz de paz em Portland, Maine. Esse foi o início de quase 35 anos de parceria que terminou com a morte de Tiago, no dia 6 de agosto de 1881.

Como recém-casados, Tiago e Ellen começaram a vida em Gorham, Maine, morando com Robert e Eunice Harmon, pais de Ellen. Eles moravam ali quando ela deu à luz ao seu primeiro filho, Henry Nichols, em 1847. Mais tarde, os White tiveram mais três filhos, James Edson, em 1849, William Clarence, em 1854, e John Herbert, em 1860. Somente o segundo e o terceiro filho sobreviveram até a idade adulta.

Durante alguns anos, Tiago e Ellen viajaram por toda a Nova Inglaterra, o estado de Nova Iorque e Canadá, realizando reuniões e incentivando a fé dos novos conversos. Devido às condições primitivas das viagens naquele tempo, eles deixaram seu filho mais velho, Henry, aos cuidados da família de amigos adventistas, Stockbridge Howland, por cinco anos, em Topsham, Maine (EUA).

No final de 1848, Deus instruiu Ellen White, em visão, que seu esposo deveria começar uma revista. Só no mês de julho do ano seguinte, Tiago, que não tinha dinheiro e pouca educação formal, conseguiu lançar o primeiro jornal da igreja nascente, Present Truth (A Verdade Presente). Essa não foi a primeira vez que Deus falou através de Ellen para o avanço da jovem igreja. Embora nem sempre soubesse qual o melhor modo de agir, Tiago, tanto quanto sabemos, nunca respondia: “Não! Outra visão, não!” Ao contrário, ele sempre o herói de sua esposa, seu defensor e editor.

Com o tempo, Present Truth deu lugar à Adventist Review and Sabbath Herald (Revista Adventista e Arauto do Sábado), conhecida hoje como Adventist Review (Revista Adventista). Mais uma vez, Ellen apoiou o novo empreendimento. Certa vez, quando Tiago chegou a casa, totalmente desanimado por não ter dinheiro para publicar o próximo exemplar da revista, ela lhe entregou uma meia cheia de moedas que havia cuidadosamente poupado para uma futura emergência. Havia exatamente o suficiente para sanar a crise.

Em 1852, Tiago e Ellen se mudaram para Rochester, Nova Iorque. A qualidade de vida era bem primitiva, mas continuavam trabalhando juntos para o avanço da igreja. Eles alugaram uma casa por 175 dólares por ano. A vida do casal não era fácil. Na sala de estar abrigavam  a nova máquina de imprimir e vários jovens que ali trabalhavam, moravam com eles.

De Rochester, os White se mudaram para Battle Creek, Michigan, em 1855, onde compraram sua primeira casa. Durante os anos seguintes, continuaram trabalhando juntos; Tiago pregava pela manhã e Ellen falava pela tarde. Às vezes, eram desafiados por críticas de membros da igreja. . Na verdade, até seus filhos, especialmente o segundo, Edson, foi um grande desafio para eles. Muitas vezes Ellen era a mediadora entre pai e filho. A personalidade, muitas vezes rebelde de Edson, contrastava com a do seu irmão mais novo William, que tendia a ser mais obediente.

Tiago White sofreu, pelo menos, cinco derrames, iniciando em 1865. Toda vez Ellen fazia tudo o que podia para que seu esposo se recuperasse. Quando o tratamento do instituto de saúde de Dansville, Nova Iorque, para o qual ela o havia levado, divergiu do que ela achava que ele precisava, Ellen levou Tiago de volta para casa, em Battle Creek. Mais tarde, foram para Greenville, Michigan. Não querendo que Tiago ficasse inativo, Ellen pediu aos vizinhos que quando ele pedisse ajuda para recolher o feno, deveriam dizer que estavam muito ocupados para ajudá-lo. Ellen carregava a carroça com o feno enquanto Tiago arriava e conduzia a parelha de cavalos. Algum tempo antes, ela fizera uma trilha na neve com os pés, para que ele pudesse caminhar seguindo suas pegadas. Lentamente Tiago recuperou a saúde. Ela ficou muito feliz quando, outra vez, ele pôde voltar ao púlpito para pregar.

Ao longo dos anos, os dois sempre oravam juntos e às vezes escolhiam um bosque perto da sua casa para os momentos de oração em conjunto. Eram generosos em doar seus recursos. Ellen White declara, em 1885, que ela e Tiago haviam doado trinta e mil dólares para a obra de Deus. Eles viajavam a cavalo, de charrete, bote, diligência e, várias vezes cruzaram os Estados Unidos de trem. Eles falavam em escolas, tendas, bosques, igrejas, celeiros, reuniões campais e nas casas das pessoas. Também fundaram instituições, escreveram artigos para as revistas que Tiago iniciara e até acamparam juntos no Colorado. Logo no princípio, quando paravam para comer, Tiago, às vezes, escrevia artigos usando a aba de seu chapéu como escrivaninha, enquanto Ellen preparava a refeição.

Embora nem sempre concordassem em tudo, o amor e respeito de um pelo outro somado ao objetivo comum de preparar pessoas para se encontrar com Jesus, superava tudo. Entretanto, quando Tiago teve a idéia de liderar uma caravana de carroças do Texas ao Colorado, em 1878, Ellen não ficou contente. A despeito de suas reservas, porém, ela o acompanhou para arrumar as camas, todas as noites, e preparar as refeições. Mesmo assim, as chuvas torrenciais não facilitaram a viagem!

A música era parte importante do ministério que Tiago e Ellen compartilhavam. Geralmente, em sua casa, cantar era parte dos cultos em família. Tiago compilou quatro dos primeiros hinários usados pelos pioneiros adventistas. Certa ocasião, Tiago estava presidindo uma assembléia da Associação Geral. A vida era difícil. No intuito de animar as pessoas, ele convidou sua esposa e, juntos cantaram um dueto que alcançou com sucesso o seu objetivo. Em vários aspectos, eles faziam um trabalho de equipe.

Entre 1873 e 1876 Tiago White sofreu vários derrames cerebrais. Eles alteraram em muito seu humor, tanto que ele decidiu ir sozinho a uma viagem de palestras, enquanto Ellen ficou em casa, em Oakland, Califórnia, onde moravam.

Embora Ellen não compreendesse exatamente o que estava causando esse tipo de comportamento no seu esposo, suas cartas revelam uma mulher que amava muito seu marido. Tiago tinha grande consideração pelas mensagens que Deus, às vezes enviava a ele por meio da sua esposa. De fato, após admoestá-la, por carta, para que não lhe escrevesse meros conselhos de esposa, disse-lhe que se Deus lhe enviasse uma mensagem para ele, ela deveria enviá-la! Apesar de estar tremendamente enfermo naquele tempo, Tiago reconhecia sua profunda necessidade da ajuda divina, por isso não queria que sua esposa omitisse nenhuma mensagem especial para ele. Mesmo assim, nos anos seguintes e até sua morte, em várias ocasiões diferentes Tiago e Ellen concluíram que seria melhor trabalharem separadamente, seguido de períodos de esforços combinados.

A despeito do comportamento excêntrico de Tiago, resultante dos derrames, seu amor por sua esposa nunca vacilou. Em 1874, ele recomendou que seu filho Willie desse à sua mãe o que ela precisasse. “Tenha o mais terno cuidado para com a sua querida mãe [...] Não concorde com suas idéias de economia, levando-os a sofrer privações.” Sempre generosa com os outros, Ellen era bem econômica quando precisava gastar dinheiro consigo mesma. Ellen, por sua vez, também expressava sua preocupação e carinho por Tiago. Em 1878, quando o deixou de férias no Colorado enquanto participava de algumas reuniões campais, ela escreveu para ele: “Podemos escrever no inverno. Deixe isso de lado agora. Livre-se de todo fardo e torne-se um garoto despreocupado outra vez [...] Faça caminhadas, acampe, pesque, cace, vá a lugares onde nunca esteve antes, descanse e desfrute de tudo. Volte, então, revigorado para seu trabalho.”

Cerca de um ano antes da morte de Tiago que aconteceu no dia 6 de agosto de 1881, vítima de malária, ele escreveu sobre Ellen: “Ela tem sido minha coroa de regozijo.” Tiago morreu quatro dias após seu aniversário de sessenta anos.

Quando alguém sugeriu a Ellen que um monumento de uma coluna quebrada fosse usado para representar a vida de seu esposo, ela recusou, pois achava que isso desonraria suas notáveis realizações. Eles resistiram às tempestades da vida e nada, além da morte, quebraria essa união. Hoje, 130 anos após a morte de Tiago, seu casamento com Ellen ainda é um exemplo de serviço para a igreja que ajudaram a fundar.