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quarta-feira, 1 de abril de 2015

#APaixãodeCristoéVocê: Ele chorou por você

Jesus não sabia o que era murmurar. Todos apreciavam sua alegre companhia, mas Ele sentiu tristeza em sua alma. Viu quão terrível era o domínio do pecado no coração dos homens. Em profunda contrição, Jesus chorou. Chorou pelos que sofrem, chorou pelos que morrem, Ele chorou por você!
Assista ao terceiro episódio da série "A paixão de Cristo é você", com Ivan Saraiva:
Jesus não sabia o que era murmurar. Todos apreciavam sua alegre companhia, mas Ele sentiu tristeza em sua alma. Viu quão terrível era o domínio do pecado no coração dos homens. Em profunda contrição, Jesus chorou. Chorou pelos que sofrem, chorou pelos que morrem, Ele chorou por você!
Assista ao terceiro episódio da série "A paixão de Cristo é você", com Ivan Saraiva:

 

A Vida e a Obra de Jesus #APaixãodeCristoéVocê: Ele viveu por Você

Introdução

Jesus não disse que veio trazer uma verdade. Ele disse "Eu sou a verdade". Jesus não veio trazer simplesmente uma religião, nem uma filosofia, nem um conjunto de regras como código de conduta. Jesus veio trazer Ele mesmo. Ele é a ressurreição e a vida. Para receber esta vida temos que conhecê-lo devemos saber quem Ele é, de onde veio, o que Ele falou, o que Ele fez, onde Ele está, etc.
"Aquele que diz que está em Cristo, deve andar como Ele andou", como andaremos como Jesus andou, se não soubermos como foi a vida e a obra de Jesus?
"Eu sou o caminho , a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", João 14:6, Jesus é o único que nos leva ao Pai. Por isso devemos conhecê-lo e saber o que ele fez por nós. Esta proclamação que o evangelho faz da pessoa de Jesus, visa trazer fé aos nossos corações.

1) Jesus Existia Antes de Todas as Coisas


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez." Jo 1:1-3
Muitos pensam que Jesus é um ser que nasceu em Belém da Judéia. Mas isso não é verdade. Todos nós começamos a nossa vida quando somos gerados no ventre de nossas mães, antes não existíamos. Mas não foi assim com Jesus. Ele existia muito antes de nascer em Belém. Não como homem, mas como o Verbo de Deus. O Verbo nunca foi criado, Ele era Deus e sempre existiu. Foi ele quem criou todas as coisas.
Cl 1:15-17
"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas."
Grandioso é Jesus ! ( Ver também Hb 1:1-3 )

2) Tornou-se Homem



"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." Jo1:14
"O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." Fp2:6-8
Que tremenda é esta verdade! O Verbo Eterno, criador de todas as coisas, se esvaziou de sua glória e assumiu a forma de homem.
Imagine um homem se transformando num verme. Isto ainda seria pouco para comparar com o que aconteceu a Cristo, porque o homem é criatura e o verme também. Mas quando o Verbo se fez carne foi algo muito mais tremendo! Foi o próprio criador assumindo a forma de uma de suas criaturas. A humilhação de Jesus não começou na cruz, mas sim em Belém, quando tomou a forma de um simples homem.
Nunca é demais salientar que nossa fé é no Deus-homem Jesus Cristo, .Quando o Verbo se fez carne Ele se esvaziou de sua glória de Deus (Jo 17:5), isto é, Ele se esvaziou dos atributos (qualidades e capacidades) de Deus, mas nunca deixou de ser a Pessoa do Verbo. Ele continuou sendo o Verbo, mas agora em carne humana esvaziado de sua glória, mas não totalmente. Ele tinha em sua humanidade toda glória possível da verdade e da graça de Deus (Jo1:14). Isto é um mistério.
Maravilhoso é Jesus ! ( Leia também 1Jo 4:2-3 1Tm 3:16 Rm 8:3 )

3) Teve uma Vida Perfeita e Irrepreensível



"Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" I Pe2:22
Primeiro Jesus se esvaziou tornando-se homem. Depois, como homem, continuou se esvaziando. De que forma? Não fazendo nunca a sua própria vontade.
O texto de Fp 2:6-8 diz: " ... se humilhou, sendo obediente até a morte... ". Qual foi o pecado de Adão ? Fez sua própria vontade. Agora, Jesus, o ultimo Adão (I Co 15:45) veio para fazer sempre a vontade do Pai ( Jo 4:34 ; 8:29 ). Por isso as Escrituras dizem que Ele nunca cometeu pecado. Porque nunca fez a sua própria vontade.
O diabo tentou Jesus desde o princípio para que Ele fizesse a sua própria vontade, mas Jesus sempre permaneceu obediente ao Pai até a morte e morte de cruz.
Santo é Jesus ! ( Leia também Hb 4:15; 7:26 I Jo 3:5 )

4) Fez uma Obra Tremenda e Grandiosa



"Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele." At 10:38
Na vida de Jesus não admiramos somente a sua santidade, mas também o poder que se manifestou no seu ministério. Ele fez muitos milagres prodígios e sinais At2:22. Ele curou enfermos, deu a vista aos cegos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou alimentos, pregou às multidões, fez discípulos e ensinou-lhes a agradar o pai.
Com que poder Ele fez isto? Ele não fez nada como Deus, pois havia se esvaziado da forma de Deus e vivia como homem. Portanto ele precisava do poder do Espírito Santo para fazer a obra de Deus. Por isso o Pai se alegrou tanto no seu batismo, porque naquele momento veio sobre Ele o Espírito Santo (Mt 3:13-17).
Tudo que Jesus fez foi pelo poder do Espírito Santo de Deus.
Era novamente um esvaziamento de Jesus, assumindo as limitações de homem e a sua necessidade do Espírito Santo para cumprir o seu Ministério.
Tremendo é Jesus ! ( Leia também Jo 20:30-31 )

5) Morreu Pelos Nossos Pecados



"Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2Co5:21
"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós." Is 53:5-6
Todas as pessoas falam e até mesmo os incrédulos sabem que Jesus morreu pelos nossos pecados. Mas não teremos revelação espiritual enquanto não soubermos por que foi necessária esta morte. Por que Deus exigiu a morte de seu único filho?
Para conhecermos o amor de deus é necessário conhecer também sua santidade e justiça. Deus é perfeitamente santo e perfeitamente justo. Não pode suportar nem mesmo aquilo que para nós seria um "pequeno erro". Sua santidade se ofende com qualquer forma de pecado e sua justiça exige punição (Rm1:18 ). Assim é Deus.
Se a exigência é assim tão grande, e se só um homem totalmente perfeito pode agradar a Deus, então quem poderá agradá-lo? Será que existe alguém que preenche tais condições? A resposta clara da Escritura é NÃO.
"Não há justo, nem sequer um ..." (Rm 3:10)
"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 5:23).
E qual a conseqüência disto?
"...o salário do pecado é a morte ... " (Rm 6:63).
Esta é a morte eterna, o castigo eterno. Quem está sujeito a este castigo ? Toda a raça humana.
Quando o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo, então entendemos como estamos mal diante de Deus e como é grande a nossa dívida para com Ele. Conhecemos a nossa culpa e perdemos a paz. Só então começamos a compreender porque Jesus morreu. Ele morreu para satisfazer a justiça de Deus e aplacar a sua ira. Nós merecemos ser castigados pelos nossos pecados, mas Jesus aceitou ser castigado em nosso lugar. Assim Deus satisfez sua justiça. Por isso Isaías diz que ". . . O Senhor agradou moê-lo" (Is 53:10)
Se nós somos culpados diante de Deus, como podemos ter paz com Ele? Só temos quando entendemos que Jesus pagou o nosso castigo: " . . . o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele " ( Is 53:6 ) . Jesus pagou a nossa dívida. ALELUIA !!!
Vejamos abaixo um quadro completo do significado amplo da morte de Jesus:
Conseqüências do Pecado A morte de Jesus como solução
1) O homem ofendeu a santidade de Deus e provocou a sua ira. (Rm1:18)1) A morte de Jesus foi propiciatória (Rm3:25 Hb2:17 IJo2:2 IJo4:10), ou seja satisfez a justiça de Deus. ( Não significa que a justiça de Deus foi eliminada, mas sim satisfeita )
2) Por causa disso o homem está condenado ao castigo eterno. (Rm6:23)2) A morte de Jesus foi um sacrifício (Ef3:24 Ef 1:7). Isto quer dizer que sua morte foi substitutiva, Ele morreu por nós. (IPe2:24;3:18) . Foi uma troca, o justo pelos injustos. Significa que o nosso castigo já foi pago.
3) O homem também se tornou escravo de Satanás e do pecado. (Ef2:2-3)3) A morte de Jesus foi redentora (Rm3:24 Ef1:7). Isto significa que Ele nos resgatou (Gl 3:13). Ele que não era escravo de Satanás, foi até o "mercado de escravos" e nos livrou (Hb2:14-15) , nos comprou pagando o preço do resgate: Seu precioso sangue. ( At 20:28 Ap 5:9 ).
4) O homem perdeu a comunhão com Deus e nâo pode mais se relacionar com Ele. (Is 59:2)4) A morte de Jesus foi reconciliadora (IICo 5:18-21) Cl1:21-22). Reconciliar quer dizer " fazer a paz". Quer dizer que afastadas as barreiras o homem pode novamente estabelecer relações com Deus. Como já houve propiciação, sacrifício, e redenção, agora Deus reaproxima o homem d'Ele e faz com que ele goze novamente de sua amizade.

Existe um outro aspecto da morte de Jesus: O fato de que fomos incluídos na sua morte. ( Isto é tratado no assunto Batismo ).
Amado é Jesus !

6) Ressuscitou



"Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela." At 2:24
Se a morte de Jesus está coberta de glória, quanto mais a sua ressurreição! As Escrituras nos mostram vários aspectos da ressurreição e seu amplo significado. Vamos ver os principais:

a) A ressurreição de Jesus é a sua vitória sobre a morte.



( I Co 15:54-57 )
O que é a morte ? A morte não é deixar de existir. A morte física ocorre quando o espírito e a alma deixam o corpo. Quando se quebra a unidade entre o espírito, a alma e o corpo então acontece a morte física.
Para vencer a morte, Jesus precisava de uma ressurreição física, ressurreição do corpo. Um corpo de carne e osso e não um espírito (Lc 24:39-40). Para provar isso Jesus comeu na presença dos discípulos ( Lc 20:20;24-27). Entretanto era um corpo transformado. Não estava preso a espaço nem ao tempo. Podia aparecer e desaparecer. ( Lc 24:31 Jo20:19;26).
Com a ressurreição física Jesus passou a ter novamente a unidade entre seu corpo , alma e espírito. Desta maneira Ele venceu a morte. ( ICo 15:54 )

b) A ressurreição é que produz a fé no Senhor.



( Rm 10:9 )
A fé dos discípulos "entrou em parafuso" depois da morte de Jesus ( Jo 20:19;25 Lc 24:21-22 ). Esta fé foi restabelecida quando Jesus ressurreto apareceu aos discípulos (Jo 20:8;20). Sem a ressurreição física, quem creria no crucificado? Mas pela sua ressurreição ele foi comprovado como Filho de Deus ( Rm 1:4 At 13:33 ) e como juiz universal ( At 17:31)

c) A ressurreição de Cristo é o fundamento de nossa união com Ele.


A nossa fé em Jesus não é um simples pensamento de nossa mente, nem é uma mera aceitação mental das coisas que ouvimos sobre Ele. Nossa fé Nele é poderosa porque nos une a Ele. Toda a nossa vida é " em Cristo" (Paulo usa esta expressão 164 vezes). O pecador só pode ser abençoado pela obra de Cristo quando é unido a Ele.
Entretanto nós somos homens, e a igreja, apesar de ser um organismo celestial, é um organismo humano. Para que Jesus se tornasse o cabeça deste organismo humano era necessário ser homem para sempre. Por isso necessitava de um corpo humano. Sem a ressurreição do corpo, Cristo teria deixado de ser humano. Pela ressurreição física o Senhor tornou-se homem eternamente, com um corpo transfigurado e glorificado. Ele agora é o "homem do céu" ( I Co 15:47 ) é o Filho do Homem que está no meio dos candeeiros ( Ap 1:13 ) , é o cabeça de uma nova raça ( Ef 1:22-23 ).
A ressurreição de Cristo é, portanto, aquilo que faz a grande diferença entre a fé cistã e a religião dos homens. Homens como Buda, Maomé, Alan Kardek e outros, fundaram suas religiões. Mas onde estão hoje? Estão mortos. Isto prova que não venceram o salário no pecado. Os seguidores destes homens não tem nada mais do que um livro de regras e doutrinas. Eles estão sós. Se este livro não salvou seus escritores, muito menos salvará seus seguidores. Mas nós não temos uma religião, um livro de regras e doutrinas morto e sem poder. Temos uma pessoa viva que vive em nós e nós Nele. Esta é a esperança da glória (Cl 1:27)

d) A Ressurreição de Jesus é a base de nossa ressurreição.



A ressurreição do corpo só é possível pela ressurreição do Senhor Jesus. Pela sua ressurreição ele glorificou e transfigurou a humanidade Nele. Ele é "as primícias" ( I Co 15:20;23 Cl 1:18 ). Sua vitória sobre a morte garante a nossa própria ressurreição ( Rm 8:11 ITs 4:14 ). Seu corpo de glória é o padrão dos nossos futuros corpos (Fp3:20-21 ICo 15:48:49) .
Glorioso é Jesus !

7) Foi Exaltado



"Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Fp 2:9-11
Que verdade gloriosa ! Como gostamos de ler falar, repetir e até cantar esta palavra !
Os homens do tempo de Jesus, inclusive os sacerdotes, o julgaram como criminoso e o desprezaram. Mas Deus tinha um julgamento totalmente oposto ao dos homens.
Que dia tremendo foi aquele quando Pedro se levantou e disse: "Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo".
Há entretanto uma verdade que deve ser lembrada e bem aclarada: Antes de vir ao mundo, o Verbo tinha toda a glória de Deus; era Deus e não um homem. Agora pois o Verbo encarnado em Jesus, depois do sofrimento da crucificação e da ressurreição física, é recebido nos céus como homem. Como homem Ele é exaltado. Como homem Ele se assenta a direita de Deus Pai e recebe um nome acima de todo nome.
ALELUIA! Há um homem sentado no trono do universo ! Jesus, o Filho do Homem, o cabeça de uma raça redimida.
No entanto, nunca esqueçamos do mistério ( I Tm 3:16 ). Jesus é nosso Deus-homem. Ao ser exaltado ele recebeu de volta toda a glória como Deus ( Jo 17:5 ). Ele tem toda a divindade ( Cl 2:9 ). Ele tinha afirmado que somente Deus poderia ser adorado e cultuado ( Mt 4:10 ), entretanto Ele aceitou essa adoração ( Mt 14:33;15:9 Jo 20:28 Hb 1:6 Ap 5:8-14 ).
Ele é onipresente, está em todo lugar ( Mt 18:20;28:20 ); é onisciente, sabe todas as coisas ( Jo 21:17 Cl 2:2-3 ); é onipotente, trem todo o poder (Ap 1:18). Ele é Deus ( Tt 2:13 Rm 9:5 Cl 2:2 IJo 5;20 ).
Que coisa incompreensíveis acontecem neste grandioso mundo desconhecido que chamamos céu! Nossa mente não pode imaginar que coisas tremendas acontecem do outro lado do véu. Mas basta que a igreja compreenda uma coisa: tudo o que se opera ali, é feito pela autoridade de seu Senhor e nada se faz sem a sua iniciativa.
Majestoso é Jesus ! ( Leia também At 2:33-36 )

8) Voltará!



"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." Mt 24:30
Que bendita esperança! o Senhor glorificado virá e se mostrará ao mundo. Este será sem dúvida o dia mais tremendo que esta terra terá conhecido. Para muitos será um dia de terror e lamentação. Para nós, porém, será um dia de júbilo e alegria incomparável.
O que a bíblia ensina sobre este dia? O Assunto é tão amplo e com tantas implicações, que alguns textos são motivo de discussão, e dão origem a interpretações diferentes. A maior parte do ensino, entretanto, se refere a coisas claras e indiscutíveis. São estes textos claros e sem discussão que queremos apresentar aqui.
Leia cada texto com atenção e alegre-se no Senhor.

a) A vinda do Senhor foi predita ( profetizada )


Pelos profetas ( Zc 14:3-5 )
Por João Batista ( Lc3:3-6 )
Por Jesus Cristo ( Jo 14:2-3 )
Pelos anjos ( At 1:11 )
Pelos apóstolos ( Tg 5:7 I Pe 1:7;13 ITs 4:13-18 )

b) A vinda do Senhor será:


Pessoal ( e corporal ) ( Jo 14:3 At 1:10-11 )
Visível ( Ap 1:7 IJo 3:2-3 )
 Literal ( real ) ( ITs 4:16 )
·Repentina ( de surpresa ) ( Mt 24:42-44 ITs 5:1-3 )

c) O Senhor virá para:


Ressuscitar os mortos em Cristo ( ITs 4:16 ICo 15:22-23 )
Transformar os vivos a imortalidade ( ICo 15:51-53 )
Arrebatá-los para encontrá-lo nos ares ( ITs 4:17 )
Julgar e recompensar os santos ( II Co 5:10 ICo 3:12-15 )
Casar com a noiva ( Ap 19:7-9;21:2 )
Destruir o anti-cristo ( IITs 2:8 )
Julgar as nações ( Mt 25:31-33 )
Julgar a todos ( IITm 4:1 )
Acorrentar Satanás por mil anos ( Ap 20:2-3 )
Estabelecer seu reino milenar. ( Ap 20:4-6 )
"Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus."
Ap 22:20.

Veja este vídeo preparado com muito carinho pelo Pastor Ivan Saraiva. E saiba que "A Paixão de Cristo é você", meu querido amigo. Deus te abençoe muito...

 

Astrònomo Diz Que Jesus Pode Ter Nascido em Junho

Pesquisa realizada por um astrônomo australiano sugere que Jesus Cristo teria nascido no dia 17 de junho e não em 25 de dezembro. De acordo com Dave Reneke, a “estrela de Natal” que, segundo a Bíblia, teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, em Belém, não apenas teria aparecido no céu seis meses mais cedo, como também dois anos antes do que se pensava. Estudos anteriores já haviam levantado a hipótese de que o nascimento teria ocorrido entre os anos 3 a.C e 1 d.C. O astrônomo explica que a conclusão é fruto do mapeamento dos corpos celestes da época em que Jesus nasceu. O rastreamento foi possível a partir de um software que permite rever o posicionamento de estrelas e planetas há milhares de anos.

Baseando-se no Evangelho de Mateus, que descreve a aparição de uma “estrela” como sinal do nascimento de Jesus, Reneke identificou a conjunção dos planetas Vênus e Júpiter, que teriam emitido uma forte luz que poderia ter sido confundida com uma estrela. “Vênus e Júpiter chegaram muito perto no ano 2 a.C refletindo muita luz. Não podemos dizer com certeza que essa era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até agora esta é a explicação mais plausível que já vi sobre isso”, disse Reneke à BBC Brasil. “A astronomia é uma ciência tão precisa, que podemos apontar exatamente onde os planetas estavam. E há uma grande probabilidade de que essa conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus no Evangelho.”

O australiano diz que a pesquisa não é uma tentativa de contestar a religião.
“Quando misturamos ciência e religião há sempre a chance de chatear as pessoas. Neste caso, esses resultados podem servir para reforçar a fé, porque mostram que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo.”


Mas, independentemente da ocasião em que Ele nasceu. Se era Dezembro, Junho ou até algum outro mês do ano. O fato é que Ele nasceu por você. E para que você tivesse oportunidade de hoje ter o privilégio de estar com Ele nos altos céus, quando Ele voltar em Glória e Majestade. (Efraim Mello, autor deste blog: efraimmello.blogspot.com.br). Veja o vídeo que foi preparado para o seu dleite espiritual. E lembre-se do nascimento de Cristo e a diferença que isso faz em sua vida e na minha vida. Assista este vídeo preparado pelo Pastor Ivan Saraiva.


 


(Terra)

Nota: Ellen White escreveu que a estrela de Belém, na verdade, era formada por anjos e não se tratava de uma “estrela” real ou cadente. Portanto, por mais que alguns astrônomos se esforcem para identificar que astro era aquele, não poderão fazê-lo. Mas, quanto ao nascimento de Jesus, de certa forma, Reneke tem razão: Ele não nasceu a 25 de dezembro. Nessa época, dificilmente os pastores estariam ao ar livre, à noite, com seus rebanhos, pois faz muito frio naquela região. Embora não seja possível precisar a data do nascimento de Jesus, Mateus 2:1 nos dá uma pista: Jesus nasceu antes da morte de Herodes. Assim, de acordo com os historiadores, o Filho de Deus deve ter nascido nos primeiros meses do ano – nem em dezembro, nem tampouco em junho. É interessante que os cristãos que viveram perto da era apostólica, segundo a Enciclopédia Barsa, comemoravam o Natal ora no dia 6 de janeiro, ora em 25 de março. O dia 25 de dezembro foi fixado no ano 440, mas o primeiro Natal foi celebrado em 325, em Roma. O objetivo era “cristianizar grandes festas pagãs realizadas nesse dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos); que celebrava o natalis invicti solis (nascimento vitorioso do sol)”


(Enciclopédia Barsa).[MB]

O Homem Que é Fraco, Porém Mais Que Vencedor

No capítulo 7 algumas questões poderiam ainda ser levantadas, como por exemplo, no versículo 14: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal; vendido à escravidão do pecado." E mais adiante no versículo 18: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum."

O apóstolo Paulo fala sobre a natureza carnal, a natureza pecaminosa. Alguém poderia levantar a seguinte pergunta: Então, isso quer dizer que nós temos DUAS NATUREZAS? Temos nós a natureza carnal e a natureza espiritual? Muitas pessoas crêem e porque alguns pregadores têm ensinado do púlpito que quando nós somos batizados, nós recebemos uma nova natureza, que nos é implantada. Mas Paulo mostra que isso é impossível. Nós não temos duas naturezas.

O que é que nós temos, então? Nós temos dois princípios, ou duas tendências, numa só natureza. Notamos isso no capítulo 7: 22 e 23: "Porque no tocante ao homem interior (a mente) tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros."

Há um princípio na mente gravado pelo Espírito Santo. Este princípio é o princípio da lei de Deus. É o Espírito Santo que atua na mente e nós passamos a ter prazer na lei de Deus. Mas há um outro princípio nos nossos membros, há uma outra lei, há uma tendência na mesma natureza: esta é a tendência pecaminosa. E estas duas tendências – tendência espiritual e tendência carnal – estão em conflito, estão em guerra. O princípio do pecado e o princípio da lei de Deus, estes dois princípios estão em conflito.
Mas com quem acontece este conflito? Vimos que Rom. 7 se refere ao homem que foi convicto pela lei. Mas no capítulo 8, nós vemos que o cristão também tem este conflito, o homem regenerado também trava esta batalha. E todos nós sabemos disso por experiência. O homem convicto da lei e do pecado, mas que não tem a Cristo, ele tenta vencer, mas sempre fracassa (Rom. 7); o homem cristão, ele luta e se apega a Cristo como o seu Salvador e se torna um vencedor (Rom. 8).

Às vezes, ocasionalmente, o cristão peca porque, naquele momento, ele não entregou a sua vontade integralmente a Deus, ele foi distraído por alguma atração mundana. Mas quando o cristão peca – esta é uma outra grande questão – será que ele deixa de ser justificado? Será que naquele momento, ele volta à estaca zero? Será que toda a sua experiência cristã acaba quando ele comete um pecado? Será que ele deixa de ser um filho de Deus? Não, ele apenas necessita de perdão.

Há uma diferença palpável entre Justificação e perdão. Na Justificação, ele é colocado no caminho de Deus, no reino de Deus, ele é transplantado do reino das trevas para o reino da luz, e isso aconteceu já no passado quando ele aceitou a Cristo, e acontece uma vez só. Mas o perdão, ele necessita todos os dias, a todo momento. E isso é uma indicação da sua dependência contínua de Deus para ser o homem vitorioso.

Temos nós duas naturezas? O apóstolo Paulo diz que isso é impossível. "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus". (Rom. 6:22). De que somos constituídos? Temos uma só natureza, e esta natureza é transformada. Portanto, o boa nova é de transformação e não de implantação de uma nova natureza. E o apóstolo no cap. 12, versículo 2 nos ensina de que modo somos transformados: "Transformai-vos pela renovação da vossa mente".

Quando a nossa mente é transformada pela Palavra de Deus, então, toda a natureza é subjugada e transformada paulatinamente. Portanto, a nossa mente que antes era carnal, agora é renovada pelo Espírito Santo, a vida espiritual que estava morta é ressuscitada, nós somos renovados para a vida espiritual; e então nos tornamos filhos de Deus.

Mas eu estou ansioso para apresentar o capítulo 8, mesmo que em forma resumida – O homem que é fraco, porém é mais do que vencedor. O capítulo 7 não é um quadro do cristão em desespero; pois à luz do capítulo 8, o cristão é exatamente o contrário daquilo que acontece no capítulo 7. A declaração que ele faz (7:24): "Desventurado homem que sou!" não corresponde ao cristão que diz: "Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor" (Sal. 112:12); "Bem-aventurado o homem que (. . .) não se detém no caminho dos pecadores" (Sal. 1:1). Ele diz: "Bem-aventurado"; ele não diz: "Desgraçado que sou! Não tenho salvação, não sei onde consegui-la". Não, pelo contrário.

Conheci um pastor bem intencionado, mas teologicamente mal orientado que cumprimentava os seus membros dizendo: "Bom dia, amigo e irmão desgraçado!" "Até logo, seu desgraçado!" Então, ele justificava a sua atitude com as palavras de Rom. 7:24, chamando a todos os seus membros de desgraçados. Veja a que ponto pode chegar uma falsa interpretação das Escrituras. O capítulo 7 e 8 são exatamente o oposto e o cristão não pode ter duas experiências contrárias ao mesmo tempo. Um deles está apenas convencido; o outro está convertido. Um está preso; o outro está liberto. Os cristãos não são desgraçados; eles são bem-aventurados.

Mas, passemos então ao capítulo 8:1: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." A palavra "pois" é uma conexão com o capítulo 5:1: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo". Ele continua este grande e magno assunto – a Segurança da Salvação – assunto que foi interrompido nos cap. 6 e 7, para responder a duas objeções, sobre a graça, primeiramente, e depois sobre a lei.

Ele agora afirma a sua proposição segundo o seu costume, segundo o seu método. A proposição é lançada para retomar o pensamento anterior do capítulo 5. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." E ele passa, então, a provar aquilo que está dizendo, apresentando SETE ARGUMENTOS para provar a sua tese de que não há condenação, mas segurança de salvação. Esta é a sua proposição nesse grande clímax: "Não há condenação para os que estão em Cristo!" ou, colocado em forma positiva: "Há segurança de salvação em Cristo Jesus!"

Certa vez um protestante perguntou a um jovem adventista: "Você tem certeza de salvação?" Ele disse: "Bem, eu estou tentando, eu estou me esforçando; e se algum dia, Deus achar que eu tenho merecimento, eu vou me salvar, eu vou entrar no Céu." Disse o protestante: "Mas como? Vocês guardam o sábado, devolvem o dízimo, evitam os lugares mundanos; vocês praticam assistência social, tem escolas, universidades, assistem à igreja, lêem a Bíblia, fazem oração, e ainda não têm certeza de salvação?" Há três erros aqui: 1º erro: Não ter certeza; 2º erro: Julgar que isso poderia ser pelas obras; 3º erro: Jactância do interlucutor.

Mas o apóstolo Paulo nos dá a segurança de que nós podemos ter certeza. Portanto, vamos considerar os Sete Grandes Argumentos da Segurança da Salvação. E ao apresentá-los, ele reúne todos os temas apresentados desde o início da epístola aos Romanos e ajunta-os num grande clímax. Portanto, não se admire, se você encontrar os mesmos assuntos, mas agora colocados em palavras extraordinárias e tão impressionantes, que este se tornou famoso como um dos mais belos capítulos da própria Bíblia.

1) Primeiro argumento: A SALVAÇÃO É CERTA, PORQUE TEMOS O PODER DO ESPÍRITO

Lendo o versículo 2, temos esta declaração, o 1º argumento: "Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte." O que significam estas palavras? Quais são estas duas leis? A lei do Espírito é o princípio através do qual o Espírito de Cristo nos liberta. Aqui temos o poder libertador do Espírito Santo habitando na vida do cristão, a fim de capacitá-lo com poder e libertação. Ele é chamado de "Espírito de vida" porque Ele tem vida em Si mesmo e é também o Criador da vida, juntamente com Cristo. A salvação é garantida, não só pela libertação de Cristo na Cruz, mas também porque o Espírito nos liberta.

Mas qual é a libertação do Espírito Santo? Ele nos liberta da lei do pecado e da morte. O que significa esta "lei do pecado e da morte"? Alguns dizem que é a lei de Deus, a lei dos Dez mandamentos, porque é a lei que está relacionada ao pecado, porque "o pecado é a transgressão da lei", e porque ela condena ao pecado e gera a morte. E ainda se argumenta que Paulo está falando de justificação, e não de santificação. Entretanto, segundo o contexto do capítulo anterior, Paulo ainda tem em mente as últimas palavras de 7:25: "Com a mente, sou escravo da lei de Deus; mas segundo a carne, da lei do pecado." Paulo aqui faz um nítida distinção entre a lei de Deus e a lei do pecado; uma está na sua mente; a outra está na sua carne, ou nos seus membros (7:23). Em outras palavras, ele se refere à lei ou princípio da corrupção, ou tendência pecaminosa, ou "pendor da carne" que "dá para a morte" (8:6).

Embora Paulo use a palavra "porque", ele não está dando uma razão, mas uma prova da justificação. Ele não está dizendo: "Você foi justificado porque você foi santificado!" Não, porque você foi justificado por causa da sua fé na Cruz de Cristo. Em verdade, ele está dizendo: "Não há mais condenação, você está justificado, 'porque' agora você tem o Espírito Santo que opera a santificação, e serve de uma prova a mais para a segurança da salvação." De fato, sem justificação, não há santificação; mas a prova de que alguém foi justificado é "porque" ele foi santificado. A diferença é muito sutil, mas verdadeira.

A prova da Justificação é a Santificação. Um homem pode dizer que está justificado; mas como podemos saber se isto é verdade? Pela santificação operada pelo Espírito Santo. Foi o que Tiago enfatizou: Como você pode saber se a minha fé é verdadeira? Pelas obras. "Mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé." (Tia. 2:18).

Você já está justificado? Como você pode saber? Isso acontece pela fé. Você crê em Cristo e Deus o justifica. Mas o que acontece na sua vida, logo após a justificação e o perdão? Se a Cruz de Cristo o libertou da condenação judicial, agora, o Espírito Se revela experimentalmente, porque é Ele que o livra da "lei do pecado e da morte" que é a tendência da carne pecaminosa. Paulo confirma isso dizendo logo a seguir que o Espírito o livra do "pendor (inclinação, tendência) da carne" (8:6). Esta é a "lei do pecado e da morte" (7:25;8:2), da qual somos livres, e portanto, santificados, dia a dia.

Separamos justificação de santificação, didaticamente; mas estas realidades se encontram tão estreitamente ligadas que é impossível separá-las na vida do cristão: o judicial se revela imediatamente no experimental. No exato momento em que o homem aceita a Cristo, ele se torna um cristão, e o Espírito Santo passa a operar na sua vida imediatamente. A justificação é seguida pela santificação. A prova de que você foi justificado está no fato de que você foi igualmente santificado, separado, e liberto não só da pena do pecado, mas do seu poder. Você recebeu não só a justiça imputada na Justificação, mas também a justiça comunicada na Santificação. Então, o Espírito Santo Se manifesta para a libertação experimental, dando-nos poder para vencermos a tendência carnal. E isso nos dá segurança de salvação, porque é uma prova de que fomos aceitos por Deus.

De que modo isso foi feito? Por que podemos afirmar esta realidade? Versículo 3: "Porquanto" – ele dá agora uma razão, recapitulando e repetindo – "o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado."

Você compreende estas palavras? Estas são palavras difíceis; mas podem ser compreendidas. Ele está repetindo tudo que disse no capítulo 7. É impossível a lei santificar, é impossível a lei justificar. A lei porque estava "enferma" ou seja, impossibilitada "pela carne", era impossível que a lei nos ajudasse, nos salvasse, nos justificasse, nos santificasse, e muito menos, nos glorificasse.

Mas isso que era impossível à lei, Deus tornou possível; de que maneira? Enviando a Jesus Cristo "em semelhança de carne pecaminosa". Jesus Cristo foi enviado, assumiu a natureza humana, a fim de que pudesse morrer por nós, e em nosso lugar.

Mas há uma expressão difícil aqui. Diz ele: "e no tocante ao pecado". A outra versão (RC) diz: "pelo pecado condenou" Deus "o pecado na carne". Mas como? Parece confuso. O que significa isso: Deus "pelo pecado condenou o pecado"? Isso é um problema de tradução. A minha tradução (RA) diz: "no tocante ao pecado". É uma maneira de traduzir um pouco melhor, mas ainda não pode satisfazer o nosso desejo de compreensão.

Examinando o texto grego, vemos que esta expressão "pelo pecado" é um termo da Septuaginta, que era o Antigo Testamento traduzido do hebraico para o grego, a versão que o apóstolo Paulo usava; daí, ele retirou esta expressão que ele repete em muitos lugares nas suas epístolas, especialmente em Hebreus (10), onde ele repete esta expressão "pelo pecado" que significa "a oferta pelo pecado". Este era um hebraísmo já conhecido entre os eruditos judeus. Então agora as coisas se esclarecem.

Isso significa que Deus enviou a Jesus Cristo "como oferta pelo pecado" (versões LBLA, e NBLH), e por causa disso, Deus condenou os nossos pecados em Cristo – a ira de Deus caiu sobre Ele na Cruz do Calvário – para que fosse possível. O que é que foi possível? Qual o objetivo de todo esse sacrifício?

Versículo 4: "a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Qual o objetivo de tudo isso? A fim de que o homem pudesse praticar a "justiça da lei". Em outras palavras, Jesus Cristo morreu na Cruz, a fim de que o homem fosse salvo da penalidade da lei, e, logo a seguir, pudesse ver cumprida a justiça da mesma lei em sua própria vida, de tal modo que se antes ele andava segundo a carne, agora ele anda segundo o Espírito Santo.

Paulo está ampliando o que ele disse no v. 2. Desse modo, o v. 3 fala de Justificação pela morte de Cristo e o v. 4 fala de Santificação como um resultado da justificação alcançada pela morte do Salvador. Elas estão intimamente tão relacionadas que uma não pode existir sem a outra. Com efeito, não pode haver justificação sem santificação; e se não há santificação, tampouco aconteceu a justificação.

Portanto, não há mais condenação, porque nós fomos libertos das tendências pecaminosas pelo poder do Espírito Santo para não mais andarmos segundo as paixões pecaminosas da carne. E como um outro resultado, temos vida espiritual: "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida". (8:6).

Não há mais condenação, a salvação é segura. Certa vez os fariseus, homens arrogantes, encapsulados dentro de sua própria vaidade religiosa, cheios de justiça própria, eles encontraram uma desgraçada mulher em flagrante adultério. E eles, então, levaram aquela mulher para Jesus. Arrastaram-na atropeladamente diante da presença de Cristo. E ali estava uma mulher humilhada, tiranizada, coberta do opróbrio, a imagem vívida do desespero.

E eles, arrogantes, apresentaram diante de Jesus um dilema, apresentando a seguinte questão: "Esta mulher foi encontrada em flagrante adultério e a legislação ordena o apedrejamento sumário. Tu, Senhor, o que dizes?" (João 8:4,5). A narrativa nos conta que Jesus Se encurvou sobre o solo arenoso para escrever os pecados que iam no coração daqueles homens. E quando viram que os seus pecados eram ali radiografados, condenados saíram.

Mas – eu imagino – Jesus Cristo disse: "Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!"; posso imaginar aquela mulher que se encurvou, tremeu, o coração pulsou descompassadamente, esperando uma saraivada de pedras. Passaram-se os segundos, passaram-se os minutos, e ela ousou levantar a cabeça para ver os seus acusadores. Então, Jesus lhe disse: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? (...) Nem Eu tampouco (...) Vai e não peques mais.” Justiça imputada: "Eu não te condeno!", e justiça comunicada: "Vai, e não peques mais".

2) Segundo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA E SEGURA, PORQUE SOMOS FILHOS DE DEUS.

Versículo 14: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." E agora não temos mais aquele espírito de escravidão. Segundo Paulo, nós estávamos atemorizados, escravizados pelo pecado e atemorizados. Agora nós temos a adoção de filhos, agora nós clamamos: "Aba, Pai" (v. 15) com o coração cheio da alegria da salvação.

E agora um pequeno parênteses para dizer que o apóstolo Paulo no cap. 8 apresenta o seu grande clímax. Eu disse que quando ele escreve, ele faz como numa grande sinfonia musical em que muitos temas são lançados no início, depois ele desenvolve esses temas e então ele reúne a tudo e os apresenta num grande clímax. E o capítulo 8 é o grande clímax da certeza e segurança da salvação; e ele agora está apresentando o clímax. E ele diz que você é um filho de Deus; você não é mais escravo, você foi libertado, porque agora você é um filho de Deus, um filho do Rei do universo.

Cristo é o Filho legítimo de Deus, e, portanto, Ele possui a natureza divina; mas nós somos filhos adotados na família celestial. Mas filhos adotivos tem um grande significado, porque eles foram escolhidos dentre outros filhos que não foram escolhidos. Ele nos escolheu dentre outros filhos que andam na sua carne. Mas nós somos guiados pelo próprio Espírito Santo (v.14), o qual "testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (v. 16). Esta é a segurança da salvação. A convicção do Espírito de que somos filhos de Deus assegura a nossa certeza.

O problema dos cristãos quando pecam – e todos somos pecadores – o problema é que os cristãos estão esquecidos do seu novo "status". Qual é o "status"? O "status" de filho de Deus. Mas o cristão quando peca disse o apóstolo Pedro (2Ped. 1:9), ele está esquecido da libertação dos seus pecados. Não mais é um escravo, agora é um filho.

Há diferença, notou? O escravo e o filho. Disse Cristo: "O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:35, 36). Filhos de Deus, e se somos filhos, também somos herdeiros, "herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (v. 17), herdeiros das mansões eternas. Por que deveríamos duvidar de nossa salvação? Nossa filiação com Deus é uma garantia de que isto é um fato incontestável.

3) Terceiro argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE TEMOS A ESPERANÇA DA GLÓRIA

Verso 18: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós." Paulo tira este argumento do anterior. Ele já dissera no v. 17: "se somos filhos, ... seremos glorificados." Agora, ele amplia esse pensamento, apresentando a grande esperança dos cristãos. Os ímpios não tem certeza, porque não tem esperança. Paulo disse no cap. 5:2, que nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus, ou seja, queremos ver a Deus em Sua glória. Mas agora, ele amplia essa ideia, e declara a grande esperança cristã de sermos nós mesmos glorificados.

A própria criação, diz Paulo, está expectante, aguardando "a revelação dos filhos de Deus", porque a criação tem a esperança de ser "redimida do cativeiro da corrupção" (21). No presente, a criação sofre, "geme e suporta angústias até agora". Paulo já antecipara o sofrimento dos filhos de Deus (v. 17), mas então, ele declara que juntamente com a criação, nós gememos também, "em nosso íntimo". Esta é a realidade de cada cristão: todos temos uma natureza pecaminosa, e, embora tenhamos as primícias do Espírito" (v. 23), temos os frutos do Espírito (Gál. 5:22-23), temos o poder libertador do Espírito Santo, sentimos as insinuações do pecado em nossa carne.

E como um resultado, temos de enfrentar um grande embate, um conflito interior porque há duas tendências, há dois princípios lutando dentro de nós, num conflito angustiante, num processo de toda a nossa vida aqui nesse mundo. Entretanto, esta angústia e este sofrimento faz-nos ainda mais ansiosos e mais expectantes, "aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo", a transformação do que é mortal, para experimentar a imortalidade e santidade pelos séculos infindos.

Nós ainda estamos em um mundo de sofrimento e de muita dor. Pode ser que você mesmo esteja passando por uma fase difícil em sua vida agora. Pode ser que você esteja afligido por tantas lutas e angústias. Pode ser que você esteja lutando com um pecado que o persegue, em muitas tentações. Você se sente assediado, tenazmente, pelo pecado? Sente que você é fraco? Mas você não deve desanimar, porque a mensagem de Paulo é de que somos de fato fracos, mas podemos ser vencedores. Há uma grande esperança de glória à nossa frente. E a grande consolação do apóstolo é de que não há comparação: o eterno peso da glória é infinitamente maior do que sequer podemos imaginar, para que fiquemos abatidos com sofrimentos do tempo presente (v.18).

4) Quarto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE O ESPÍRITO INTERCEDE POR NÓS

Veja aqui o verso 26: "Também o Espírito Santo, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis."

O Espírito Santo intercede por nós. Observe que no início do processo da salvação o Espírito Santo nos convencia de que éramos pecadores. Disse Cristo que o Espírito da verdade "convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). Mas este Espírito que antes nos condenava, mostrava o nosso pecado, dizia que nós estávamos perdidos, que nós iríamos para o inferno se nós continuássemos assim nessa situação de perdidos, este mesmo Espírito agora intercede por nós. Espírito de amor que fez este trabalho num processo para alcançar-nos, para salvar-nos, este Espírito que tem amor por nós.

Muitas vezes fico pensando quando alguns cristãos começam a pensar sobre o Espírito Santo, já ficam um pouco sem jeito, às vezes ficam um pouco preocupados porque Ele está relacionado com o pecado imperdoável, e então, dizem: "Será que eu já cometi este pecado contra o Espírito Santo?" Mas enquanto você tiver no seu coração o desejo de alcançar o Céu e de se salvar, o Espírito Santo ainda está atuando na sua consciência.

Mas você não deve temer o Espírito, porque Ele é uma das razões fundamentais através de Quem nós temos a certeza de salvação. O Espírito intercede por nós. Ele sabe, conhece a nossa fraqueza, sabe que às vezes em muitos aspectos nós falhamos, mas Ele Se achega a Deus e apresenta-nos diante de dEle, intercedendo por nós, e nos defende diante do Pai.

Não somos deixados a sós. Temos lutas, tentações, provas, privações, pecado, tentações; o Espírito Santo Se aproxima de nós, traz o amor de Deus, derrama o amor de Deus sobre nós. Ele nos vivifica, Ele nos anima, Ele nos fortalece, dando-nos o amor, a alegria da salvação.

O apóstolo Paulo agora chega a um dos grandes, magnos argumentos pelo qual você pode ter a certeza da salvação. Sabe qual é?

5) Quinto argumento. A SALVAÇÃO É SEGURA PORQUE DEUS NOS PREDESTINOU

Versículo 28: "Sabemos" – isso é certo e seguro, nós sabemos, não estamos na ignorância – "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." V. 30: "E aos que predestinou, a esses também chamou."

É a predestinação. Deus tem o propósito de nos salvar. Será que falhará o Seu propósito? Pelo Seu propósito de nos salvar, Ele nos chamou, e então nos predestinou para a salvação.

Mas o que significa realmente a PREDESTINAÇÃO BÍBLICA?

Muitas pessoas ensinam, especialmente os calvinistas que há uma predestinação absoluta: Deus toma certas pessoas para a perdição e toma outras pessoas para a salvação, de modo que se você estiver naquele grupo de perdidos, você não pode se salvar mesmo que queira vir aqui à igreja, mesmo que se esforce por guardar a lei de Deus, mesmo que você guarde o sábado, entregue os dízimos, você aceite a Jesus como seu Salvador – não importa – fatalmente você vai se perder. Enquanto que no outro grupo de pessoas predestinadas, se ele está predestinado para a salvação, não importa se ele é um grande pecador, e se ele continua nisso – não importa – finalmente Deus vai salvá-lo. Isto está completamente equivocado. A Bíblia não ensina a predestinação absoluta.

O que é que a Bíblia ensina? Eu disse que o apóstolo Paulo já tratou desse tema, e estamos apenas recapitulando. E qual é o ponto que ele menciona? Ele disse o seguinte: só há duas classes de pessoas neste mundo – uma classe de pessoas que estão "em Adão" e outra classe de pessoas que está "em Cristo". Quando nós estamos "unidos a Adão", nós estamos correndo para a perdição; mas quando nós, no meio do caminho, nos voltamos e nos "unimos a Jesus Cristo", nós estamos predestinados para a salvação.

Por isso é certo, é segura a salvação porque Deus nos predestinou em Cristo, em Cristo nos escolheu, em Cristo nos justificou, em Cristo nos santifica; finalmente, em Cristo nos glorificará. E há um aspecto que o versículo 30 nos apresenta em que Ele já nos glorificou. Portanto, o ensino de Paulo é de que todos os homens que estão "em Cristo" são predestinados para a salvação. Ninguém é predestinado para a perdição. Se alguém se perder, isto será porque decidiu permanecer no seu estado de pecado e perdição, por livre e espontânea vontade.

6) Sexto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, É CERTA PORQUE DEUS ARRISCOU TUDO POR NÓS

Versículos 32-34: "Aquele que não poupou o seu próprio filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará: É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à destra de Deus e também intercede por nós."

Deus já arriscou tudo por nós. Este é um dos maiores argumentos. E sempre o maior argumento está em torno da Cruz. O maior argumento se fundamenta, se baseia no fato de que Deus enviou a Jesus Cristo para morrer por nós.

Portanto, quando você está sendo acusado pela consciência, tiranizado pelo remorso, olhe para a Cruz. Esta é a garantia absoluta de que Ele levará ao fim todas as coisas que Ele já começou. É inconcebível que este Deus que é Eterno, é Imutável, é Todo-Poderoso, é inconcebível que este Deus devesse entregar o Seu próprio filho para a morte, e então permitir que alguma coisa abalasse os fundamentos da salvação. Não só temos o caráter, a palavra e o plano de Deus – temos também a Cruz.

Se Jesus já foi entregue por nós, e se isso foi a coisa mais difícil, e se isso provocou um grande sofrimento para Deus, se como sabemos Ele relutou ao entregar o Seu Único Filho para morrer por nós, se isto, de fato, foi a coisa mais penosa para o nosso grande Deus – a dádiva de Seu próprio Filho – como conseqüentemente, Ele não nos dará graciosamente as coisas que lhe são milhões de vezes mais fáceis? Porque daqui, o que parte da Cruz, é tudo mais fácil, é tudo garantido, é tudo certo, é tudo absoluto.

7) Sétimo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA POR CAUSA DO AMOR INALIENÁVEL DE DEUS

O amor de Deus que está em Cristo é exorbitado, infinito e inalienável. Vs. 35 e 37. Aqui está o argumento: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? ...Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou."

Aqui está o homem que é fraco. O versículo 26 disse que nós temos tanta fraqueza que nem sabemos orar como convém. Nós somos fracos – somos fracos em oração, somos fracos em conhecimento, somos fracos em poder, somos fracos em muitos aspectos especialmente na nossa natureza pecaminosa. Mas embora fracos, aqui está o homem que é fraco, mas é mais do que vitorioso, é mais do que vencedor.

A palavra vitória é uma palavra pequena para descrever aquilo que acontece com os cristãos, genuinamente cristãos, aqueles que são justificados e têm o Espírito Santo. Não existe no universo infinito uma só circunstância invencível, uma só situação que não possamos vencer em Cristo Jesus.

Por quê? O que ele diz? Nada poderá nos separar do amor de Deus, ninguém nos poderá separar do amor de Deus, nenhuma situação, porque somos mais do que vencedores através de Jesus Cristo, quem nos amou. É a máxima garantia. Não só a grandeza, a sabedoria, a onipotência, a imutabilidade de Deus; temos também o Seu amor através do qual podemos vencer todas as circunstâncias do Universo. Temos o amor de Deus: um amor incomparável, exorbitado, eterno e inalienável.

Pense nas piores coisas que houver nessa existência de pecado. Pense na pior coisa que pode haver: a morte. Não há nenhuma circunstância que nos separe do amor de Deus. Versículo 38: "Porque eu estou bem certo" – aqui é o grande clímax: Por que a nossa salvação está garantida? Por que podemos nos gloriar na segurança da salvação? Paulo está para dizer agora o máximo de tudo o que ele já disse até aqui: Vs. 38 e 39: "Porque eu estou bem certo – isso é seguro, isso é infalível – de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Depois da Segunda Guerra Mundial uma jovem professora adventista foi para a Europa a fim de lecionar para um número de 40 meninos. Eram meninos, eram crianças cheias de vida, de muita energia, que davam muito trabalho para a professora, muita desordem. Mas ela notou que havia um menino na sua classe que era diferente, bem diferente.

Ah, ele gostava de brincar. Ele era um menino também alegre e cheio de vida. Mas quando havia lá uma briga, ele não estava nela, apenas como pacificador. E quando a professora precisava de alguém para limpar a sala, ele dizia: "– Professora, eu posso ajudar?" E quando ela dava as tarefas, ele era o primeiro a entregá-las, não porque ele era o mais inteligente, mas por causa de sua boa vontade extraordinária.

E um dia, ela chamou o seu aluno favorito, chamado Joãozinho. Disse: "– Joãozinho, você pode ficar até o final da aula? Preciso falar com você." "– Pois não, professora" – ele disse. Então, quando terminou a aula, ele se apresentou e disse: "– O que é professora? Eu estou às suas ordens." E a professora disse: "– Joãozinho, eu tenho notado que você é diferente dos outros meninos que aqui estão. E eu tenho pensado que você tem um pai e uma mãe maravilhosos que ensinam tantas coisas boas para você ser assim um menino tão especial. E eu tenho o desejo no meu coração de conhecer a sua mamãe. Você me leva para a sua casa para conhecer a sua mamãe?"

Ela notou que o menino ficou um pouco perturbado, um pouco sentido com essas palavras. E ele ficou cabisbaixo, em silêncio. E ela ficou um pouco preocupada. "– Será que ele é muito pobre, e ele está agora envergonhado de que eu vá para ver os seus pais?" Então ela continuou o assunto e disse: "– Joãozinho, se eu não posso ir até a sua casa, quem sabe você traz a sua mãe para cá?"

E então ela notou uma lágrima correndo dos seus olhos pelo rosto, na sua face. Mas ela continuou o assunto, e disse: "– Joãozinho, desculpe-me. Se a sua mãe não pode vir, quem sabe ela está doente. Traga o seu pai, eu gostaria de conhecer o seu pai." O menino agora chorando copiosamente, disse: "– Professora, eu sinto muito. Mas eu não posso trazer nem o meu pai e nem a minha mãe, porque ambos morreram; por isso que eu não posso trazê-los."

A professora sentiu por ter entrado no assunto, mas como já havia tocado nele, animou o menino a contar a sua história. E ele disse com lágrimas, continuou contando que ele morava em um palácio. Morava num palácio porque era filho de um pai que era um rei. Mas um dia a guerra com todas as coisas horríveis que traz, também entrou no seu pequeno país. E lá os soldados estrangeiros entraram no palácio e aprisionaram o seu papai e a sua mamãe.

Ele viu quando os soldados o mandaram marchar para a entrada. Viu os soldados apontando suas armas para o papai e para a sua mamãe. E ele correu atrás, sem saber o que fazer, sem saber o que ia acontecer. Eles andaram certa distância quando o seu pai falou uma coisa com o capitão, o comandante daquele batalhão, daquele exército, daqueles soldados; e então o seu pai, ele o ouviu dizer: "– Capitão, eu sei o que vai acontecer comigo, mas eu gostaria de despedir-me do meu filho. Deixe-me despedir-me do meu filho. Me dá apenas cinco minutos." E o capitão, mesmo que fosse um homem tão grosseiro, tão duro pelo rigor da guerra, então permitiu esses cinco minutos.

"– Então, disse Joãozinho, minha mãe quando ouviu a permissão do capitão, veio correndo e chorando e me abraçou. E daí, professora, o meu pai chegou, se colocou diante de mim na posição de sentido. E eu me coloquei na posição de sentido, como ele me ensinara. E ele fez continência para mim e eu continência para ele. E então, ele se ajoelhou diante de mim e disse: '– Joãozinho, nós sabemos o que vai acontecer conosco, comigo e com a sua mãe. Mas possivelmente eles não terão algum interesse numa criança. Mas Joãozinho, você precisa ser homem, você precisa ser forte. Eu gostaria que você se lembrasse de que o seu pai é um rei, e nunca se esquecesse que você é filho de um rei. Você deve sempre se comportar como filho de um rei.'
"– Professora, os soldados então deram um sinal para o meu pai voltar à fila. Ele continuou a sua marcha, e eu correndo atrás para ver o que ia acontecer.
"– Professora, eu vi que o capitão mandou que eles parassem. Vi que os soldados levantaram as suas armas. Professora, eu ouvi os tiros.
"– Professora, eu vi quando meu pai caiu, e a minha mãe caiu.
"– Professora, eu sofri muito, mas achei muitas pessoas que me ajudaram.
"– Professora, a senhora não sabe por que eu sou diferente? Eu sou diferente porque eu sou filho de um rei. Eu quero sempre me comportar como filho de um rei."

Há alguém aqui que gostaria de confirmar o seu voto a Deus de que é filho de um Rei? Não somente um rei de um pequeno país lá na Europa, mas do Rei dos reis, o Senhor dos senhores.

Você gostaria de dizer: "– Senhor, eu creio na Tua salvação. Eu tenho certeza porque não é pelo que eu faço, mas pelo que Jesus Cristo fez por mim. E eu quero me entregar novamente, entregar os meus membros, o meu corpo, os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés como instrumentos de justiça para servir a Deus."

A mensagem de Romanos ficará para sempre em sua memória, de que há segurança nesta salvação. Nunca mais você esquecerá que só em Cristo há segurança. Como disse o grande pregador Moody: "Quando eu olho para mim mesmo, eu não sei como posso me salvar; mas quando olho para Jesus, eu não sei como posso me perder."

Que tempo já faz que falaste com Deus
Contando os segredos da alma?
Que tempo já faz que oraste ao Senhor
E de joelhos ouviste Sua voz?

Que tempo já faz que ajoelhaste a sós
E oraste ao teu Deus lá do Céu?
Que tempo já faz que o teu coração
Se apega aos pecados teus?
- [HASD Nº 425 – Que Tempo Já Faz?]

Você gostaria de se entregar inteiramente a Jesus Cristo neste momento? Se você está sentindo o Espírito Santo a lhe chamar, então diga a Deus: "Senhor, eu tenho certeza da Tua salvação. Eu creio plenamente em Jesus, meu Salvador; e quero me comportar como um filho de Deus, o filho do Rei dos reis."

PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

terça-feira, 31 de março de 2015

O Limite da Vaidade: Maquiagem e Pinturas de Unhas

Não é fácil escrever sobre esses assuntos, pois nosso objetivo é mirar um ponto equilibrado, sem extremos, pois qualquer ênfase exagerada para um lado ou outro é prejudicial para a vida cristã.

Por favor, leia com atenção os textos bíblicos seguintes, e responda para si mesmo, o que a Bíblia diz sobre se enfeitar:

I Pedro 3:3: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior...”


I Timóteo 2:9 e 10: “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)”.

No segundo texto a Bíblia oferece 2 princípios para os enfeites (atavios): modéstia e bom senso. O texto ensina que não devemos usar enfeites de ouro ou pérolas, ou seja, joias. Também não usar vestuário dispendioso: caros e extravagantes. Mas o texto também fala em modéstia e bom senso, que são os princípios que devem ser aplicados para a maquiagem e pintura das unhas.

Sobre o uso de maquiagem, note o que escreveu o Pr. Jonas Arrais, em um artigo que foi publicado na Revista da Afam (Revista da Divisão Sul Americana – Ano 5 – Número 19 – Julho a Setembro de 2005 – pág. 19):

"Quanto ao uso da maquiagem, seria muito bom manter a prudência e o equilíbrio para saber diferenciar entre o exagero ou fruto da vaidade e o que é um simples cuidado da aparência pessoal.


“Não podemos considerar um ato pecaminoso alguém cuidar da estética pessoal ao usar algum produto adequado, que ajuda a corrigir a imagem e a melhorar a auto-estima.

“Afirmar que alguém que usa um pouco de maquiagem ou passa um brilho nos lábios é uma pecadora, é um julgamento que não cabe a nós fazer. Seria entrar na individualidade de alguém, procurando ser a consciência dessa pessoa”.

Maquiagem corretiva e a maquiagem vaidosa
A primeira tem o objetivo de corrigir algumas imperfeições do rosto, para tornar a pessoa melhor apresentável. É muito usada para filmagens, como conhecemos nos programas e outras gravações da nossa própria igreja. Essa forma de maquiagem, usada moderadamente, não podemos julgar pecaminosa.

Todavia, a maquiagem usada de forma exagerada ou simplesmente para adorno é falta de modéstia, tornando-a pecaminosa.

Pintura das unhas moderadas e as exageradas

Pintar as unhas da mesma cor corrigindo imperfeições ou ressaltar seu brilho com uma base não seria quebrar os princípios de modéstia. Mas pintá-las com cores fortes ou desenhos com o objetivo de enfeitar-se sem dúvida quebra os princípios bíblicos, pois se enquadra na mesma questão da tatuagem, seria uma “tatuagem” nas unhas.

Mas não devemos ser juízes! Deus é o juiz! Cuide da sua aparência e julgue suas intenções! Se achar que alguém está exagerando, ore pela vida espiritual sua e da pessoa.

Salmo 32 A Bem Aventurança do Perdão

Vou começar com uma pergunta: Existe Felicidade? Há várias teorias: alguns dizem que felicidade é apenas um sonho, um ideal inatingível e que, portanto, ela não existe. Outros dizem que felicidade é formada por momentos felizes, e que felicidade é a soma desses momentos agradáveis.
Entretanto, a Bíblia afirma que embora existam momentos e tempos de tribulação para todos, podemos ser felizes, e que a felicidade existe.

Vamos estudar hoje a base e o fundamento da verdadeira felicidade, em 4 Partes do Salmo 32:

1 - O Homem Feliz (v. 1-2)
2 - O Homem Infeliz (v. 3-4)
3 - Como ser Feliz (v. 5-7)
4 - A Vida Feliz (v. 8-11)

I – O HOMEM FELIZ

Versos 1-2: “1 Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. 2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.”

Aqui temos uma bem-aventurança. Isso significa felicidade. “Bem-aventurado” é o homem feliz. O salmista começa com um glorioso clímax, como era o método do pensamento hebreu. Ele começa com a melhor parte.
Quem é bem-aventurado? Quem é o homem feliz? O homem feliz é o homem que foi perdoado.
Mas De que é que esse homem foi perdoado?

O salmista apresenta 4 palavras que descrevem o caráter desse homem: no v. 1, a palavra é transgressão, (heb. pesha) que significa rebelião contra as leis de Deus; a outra palavra pecado (chatâ-âh = katáh), que significa uma ofensa a Deus; a 3ª palavra é iniquidade (‘âvôn), que quer dizer perversidade, injustiça, ou o contrário de equidade. E temos a 4ª palavra que é dolo, ou engano (remiyâh) que significa traição. Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado da sua transgressão, do seu pecado, da sua iniquidade e da sua traição.

Se eu perguntasse, O que é Pecado? Que resposta você daria?

O apóstolo Paulo faz uma lista dos pecados da carne, que “são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as discórdias, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as glutonarias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais eu vos declaro, como já antes vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gál 5:19-21).

Você tem uma outra lista? O que é pecado para você?
Irreverência é pecado; tomar o nome de Deus em vão é pecado;
Trabalhar ou falar palavras profanas no sábado é pecado;
Reter os dízimos e ofertas é pecado de roubo a Deus ;
Comer demais, tomar cerveja ou vinho é o pecado da intemperança;
Ociosidade, gastar tempo em coisas inúteis, desperdício das horas;
Pornografia, imoralidade, fornicação e adultério é pecado;
Assassinato, homicídio é pecado; mas odiar também dá no mesmo.
Mentira, mexerico, fofoca, falar mal dos outros é pecado;
Orgulho, vaidade, avareza, ciúme, cobiça e inveja – é tudo pecado.

Mas a base de todo o pecado está no egoísmo, no egocentrismo, na egolatria – a adoração do próprio “eu”, em oposição à adoração do verdadeiro Deus.

Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado de qualquer desses pecados ou de todos eles ao mesmo tempo, sem distinção de qualquer um.

Mas Qual é o pecado que Deus não perdoa? Não existe um pecado que Deus não possa perdoar. Alguém poderia contradizer isso  afirmando que a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado que Deus não perdoa. Mas eu respondo que o pecado contra o Espírito Santo é justamente a recusa para obter o perdão. Se alguém não quer o perdão de Deus, então, o problema está com ele, não com o Salvador.

Deus perdoa a qualquer pessoa de qualquer pecado. Você pode imaginar um grande criminoso, culpado das maiores atrocidades, das maiores perversidades e blasfêmias. Imagina a um bandido que entra numa casa de noite e para roubar uma família mata primeiro os filhos na presença dos pais e depois mata a estes também. Pode Deus perdoar a um homem assim? Pode. E ele ainda pode ser feliz pelo perdão divino, enquanto o povo fica admirado ou revoltado diante de tão grande amor.

E, no entanto, Quantos são pecadores? Quantos precisam de perdão? Todos, sem distinção. Imagine uma grande multidão, e você olha para muitas pessoas: vê aquele homem, alto ou baixo; magro ou gordo; bonito ou feio; branco ou negro; rico ou pobre. Você jamais falou com uma pessoa que não fosse um pecador. Você jamais se encontrou com um homem ou uma mulher que não fosse um pecador. Você jamais olhou para um ser humano que não fosse um pecador.
Mas apesar disso, Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado. A transgressão foi perdoada (a rebelião foi esquecida). O pecado foi coberto (a ofensa foi aplacada pelo sangue expiatório de Cristo). A iniquidade não lhe é atribuída, porque Deus, que é o grande Juiz, justificou o pecador. Os registros do livro do Céu foram apagados e nada mais existe para condenar. Esse homem é considerado como se nunca houvesse pecado.

Ora, se não há mais transgressão, pecado, iniquidade e engano, o homem está liberto e será realmente feliz. Esta é a verdadeira felicidade de que nos fala a Bíblia, desde as primeiras páginas.

II – O HOMEM INFELIZ (vs. 3-4)

Versos 3-4: “3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.”

Agora, o salmista descreve o homem infeliz. Davi foi esse homem e aqui ele conta a sua própria experiência. Era um tempo de guerra e os exércitos de Israel estavam em campo aberto enfrentando o inimigo. Mas Davi se encontrava ocioso em uma bela tarde, passeando pelo palácio, quando avistou uma mulher no quintal de sua casa tomando banho e se expondo sensualmente.

A seguir ele mandou que os seus servos trouxessem aquela mulher para o palácio a fim de ele conversar com ela. Então, ele a levou para a sua cama, e adulterou com ela. Daí, achou que tudo estava certo, e que nada haveria de acontecer; afinal, ele era o rei de Israel e tinha certos privilégios!
Mas Bate-Seba mandou lhe dizer que estava grávida, e isso o deixou aturdido; a princípio, não sabia o que fazer. Ele havia cometido um pecado grave e agora precisava esconder o seu pecado. Como ele fez isso? Escondeu o pecado com outro pecado mais grave ainda. Ele planejou a morte do esposo da mulher com quem ele havia adulterado com o propósito de esconder isso dele.

Urias estava no campo de batalha e foi chamado para conversar com o rei no palácio, e Davi o tratou muito bem, com muita gentileza e amabilidade, recebendo-o com um rico presente (já era de se desconfiar que alguma coisa estava mal!) e sugeriu que ele fosse à sua casa descansar um pouco e ver a sua esposa.

Mas o homem era de caráter nobre e não quis descansar nem se alegrar com a sua esposa, enquanto o seu exército estava lutando na batalha. Davi ficou sem palavra, porque Urias demonstrou muita nobreza de caráter e ele ficou sem poder responder a tais argumentos. Falhou o primeiro plano de Davi.

Entretanto, o medo de ser descoberto levou Davi a arquitetar o plano B, cometendo outra perversidade, procurando encobrir um pecado com outro pecado: escreveu uma carta e pediu que Urias a entregasse para Joabe, o comandante do seu exército. A carta dizia o seguinte: “Põe a Urias na linha de frente na maior força da peleja, e deixa-o sozinho, para que seja ferido e morra.” (2Sam. 11:15). Urias conduziu em suas próprias mãos a sua sentença de morte, e morreu como valoroso soldado de guerra.

Davi calou os seus pecados, e calar é esconder, é ocultar o pecado, e isso gera o remorso, e o remorso cria um problema de consciência que vai atacar o seu corpo e atingir até os ossos. A Medicina explica e a Bíblia já afirmava isso muito antes: Há uma íntima relação entre o corpo e a mente; há uma influência da mente sobre o corpo, de tal modo que se a mente sofre, fatalmente o corpo vai padecer.

Um especialista em artritismo e reumatismo fez a seguinte afirmação: "51% dos casos de artritismo, reumatismo e colites em pacientes que tenho examinado no hospital, tiveram sua origem no remorso que lhes estava atormentando a consciência." Davi ficou por um ano inteiro nessa situação. Sua vida foi um desastre, depois desse pecado. Ele sentiu uma angústia muito profunda que carcomia a sua alma e o seu corpo. Até os seus ossos enfraqueceram, e se encheram de dores. Ele gemia de dia e de noite.

Davi entrou em pânico e desespero com receio de ter sido abandonado por Deus. E falando da angústia de sua alma, disse: “Senhor, a tua mão pesava fortemente sobre mim”. Era a lembrança da culpa que tanto o atormentava, mas que lhe parecia ser a mão de Deus, porque era Deus mesmo que conservava essa memória diante dele. E como um resultado, perdeu as forças vitais, e se sentiu em sequidão.

O filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778), quando jovem viveu na cidade de Turin, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões ele escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível fardo de culpa que depois de 40 anos ainda está indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesado é o fardo de minha alma.''
Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando a perda foi descoberta, lançou a culpa sobre a servente da casa, que como resultado perdeu o emprego e a dignidade. Ele continua: "Acusei-a como ladra, lançando assim uma jovem honesta e nobre na vergonha e na miséria. Ela me disse então: 'O senhor lançou a desgraça sobre mim, mas eu não desejo estar no seu lugar.' A lembrança frequente disto dá-me noites de insônia, como se fosse ontem que tal fato aconteceu. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca dantes. Este fardo está mais pesado agora sobre o meu coração; sua lembrança não morre. Tenho que fazer uma confissão."

Este era um homem infeliz. E assim se encontrava Davi.

III – COMO SER FELIZ? (vs. 5-7)

O que fez Davi? Ele disse a mesma coisa que o filósofo francês Rouseau disse, muito tempo antes de ele nascer. Disse Davi: “Tenho que fazer uma confissão!” A diferença entre esses dois homens foi que Rousseau fez uma confissão para homens, enquanto que Davi fez uma confissão para Deus. Disse ele no verso 5.: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.”

Como foi a sua confissão? Deus sabia que ele estava sofrendo e enviou o profeta Natã para falar com ele. Natã era um verdadeiro pastor da alma em pecado. Ele contou a Davi a história de um homem rico que roubou uma ovelha de um homem pobre. A ovelha que era um animal de estimação do pobre homem, ele a roubou para dar um banquete em sua casa.

Davi que era um homem muito sensível respondeu prontamente: “Tão certo como vive o Senhor, esse homem deve morrer!” Davi proferiu a sua própria sentença de morte. E Natã respondeu: “Tu és este homem!” E, profundamente emocionado, Davi reconheceu de imediato: “Pequei contra o Senhor!” Mal ele proferia estas palavras, o profeta lhe dá as boas novas: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!”

Qual é a conclusão de Davi, ao contar a sua dramática experiência para todo o povo de Israel neste salmo e para todo o mundo?

Versos 6-7: “6 Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. 7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.”

“Sendo assim”, ou “portanto”, se Deus me perdoou tão grande pecado, a mim que devido a minha posição como rei, eu sou o mais culpado, “todo homem piedoso te fará súplicas”. Ele será perdoado; ele estará seguro contra as convulsões da natureza; ele poderá se refugiar em Deus como o seu esconderijo e será preservado da tribulação e cercado de alegres cantos de livramento.

Mas note as palavras: “em tempo de poder encontrar-Te”. Sabe quando é o tempo oportuno de encontrar a Deus e ser perdoado? É Hoje. Amanhã poderá ser tarde demais, porque haverá um tempo em que os homens terão fome e sede, não de pão eu sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus, e não a acharão! O tempo da graça vai terminar e muitos que hoje estão deixando de confessar os seus pecados vão correr de uma parte a outra para alcançar uma palavra de alívio e consolação, mas não acharão nenhum consolo. Como são oportunas as palavras de Isaías: “Buscai ao Senhor, enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto.” (Isa. 55:6).

IV – A VIDA DO HOMEM FELIZ (vs. 8-11)

Versos 8-11: “8  Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. 9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. 10 Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. 11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.”.

A seguir o salmista Davi apresenta a vida feliz do homem perdoado.

1 - A vida feliz é uma vida de instrução. Deus nos diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir!”
Os filhos de Deus recebem instrução completa. Deus nos dá abundância de luz espiritual pela Bíblia. Além disso, o Espírito Santo nos orienta dizendo: “Este é o caminho; andai nele”. Ou nos adverte dos perigos do caminho errado, após indicar o caminho certo para a felicidade e o sucesso em nossa vida cristã. O cristão não anda no conselho dos ímpios.

2 - A vida feliz é uma vida de obediência. “Não sejais como o cavalo ou a mula”. A palavra chave é "obedecem". Os animais obedecem apenas quando são dominados por freios e cabrestos. Mas uma pessoa perdoada e feliz obedece voluntariamente, sem constrangimento, sem obrigação. Os cristãos sabem que a Lei de Deus foi dada para ser obedecida e não para ser discutida e negada. Eles obedecem aos mandamentos de Deus.

3 - A vida feliz é uma vida de confiança. “O que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá”. Nossa confiança será depositada no Senhor que é cheio de misericórdia. Essa será a rotina da pessoa que foi perdoada e é feliz: ela viverá sempre confiando em Deus, não importam as circunstâncias. Na alegria, na provação, na dor, na provação, você sempre pode confiar que Deus o ajudará e nunca será desamparado. A vida do ímpio será de sofrimento sem escape; a vida do justo será de confiança, misericórdia e consequentemente gratidão.

4 - A vida feliz é cheia de alegria. “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos”. Há 3 verbos, que fecham o salmo com chave de ouro: Alegrai-vos, regozijai-vos e exultai. Este é o convite, é o imperativo que nos indica como será a vida feliz da pessoa que foi perdoada. Como disse o apóstolo Paulo, repetindo estas palavras: "Alegrai-vos no Senhor, outra vez vos digo: alegrai-vos".
Depois de tudo o que se passou na vida de um cristão, de como ele foi perdoado e transformado, só pode ser esta a sua vida: alegria, regozijo e felicidade.

De fato, ele está cercado de "alegres cantos de livramento" (v. 7):

CONCLUSÃO

Um pregador conferencista recebeu um belo cartão postal de um respeitado advogado e juiz. Ele escreveu:

"Desde que o senhor me ajudou a endireitar minha vida, sinto-me outro. Minha mente é clara e de novo amo minha profissão e meu trabalho. Até meus passeios frequentes no parque pela margem do rio, parece realizarem-se numa atmosfera mudada. Agora encontro prazer em apreciar as belezas naturais. O cântico dos pássaros nas árvores é como confortante música aos meus ouvidos. Antes, eu não tinha prazer em observar as flores e as plantas, nem em ouvir os pássaros cantarem nas árvores. Oh! Muito obrigado. Agora vale a pena viver!"

Você tem um cântico de alegria e gratidão? Ou você ainda não foi perdoado? Está ainda sofrendo com um pecado acariciado?

Busque a Deus e confesse ao Senhor Jesus Cristo. Faça como Davi! E seja feliz!

Arqueólogos Adventistas São Destaque Na Revista ISTOÉ

A revista IstoÉ desta semana traz matéria sobre o trabalho de arqueólogos brasileiros, dois dos quais adventistas: os doutores Rodrigo Silva e Jorge Fabbro. Leia aqui alguns trechos da reportagem: "Fazia 40 graus à sombra, debaixo de uma tela de plástico perfurada em Monte Sião, Jerusalém. Corria o último mês de julho e cerca de 50 titulados acadêmicos de diferentes partes do mundo distribuíam picaretadas nessa porção de terra sagrada, onde ficava a residência de Caifás, o sumo sacerdote que presidiu os dois julgamentos de Jesus Cristo. Todos haviam trocado de bom grado o ar-condicionado de suas salas nas universidades para suar sob o sol escaldante da cidade santa, em busca de tesouros históricos.

No meio dessa turma um brasileiro, professor de arqueologia, com um chapéu à Indiana Jones na cabeça, lutava contra uma tendinite no braço esquerdo provocada por uma inflamação na coluna cervical. Aos 54 anos, o paulista Jorge Fabbro, teólogo com mestrado em arqueologia pela Andrews University (EUA), não queria abandonar a terceira expedição da qual participava em Israel. Além de atender às preces do professor Fabbro, Deus deu o ar da graça a todos os seus colegas de empreitada.

A escavação da qual participavam resultou em uma das maiores descobertas da arqueologia bíblica deste ano: uma taça de pedra, datada do século I d.C., na qual estão escritas dez linhas, possivelmente em aramaico ou em hebraico. Trata-se de um código secreto, ainda misterioso, formado por algumas letras redigidas de cabeça para baixo e frases de trás para a frente. Uma relíquia do tipo, suspeitam os pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte que capitaneavam a missão, pode ter sido usada por Jesus para se lavar ritualmente antes da última ceia.

Não existe na história de Israel nenhum vaso ritual com inscrição tão extensa quanto este. "Infelizmente não fui eu quem deu a picaretada para tirá-lo do chão", lamenta-se, em um primeiro momento, o professor Fabbro. "Mas o prazer de tocar em um objeto que ninguém tinha visto em dois mil anos é indescritível."

Saciar o espírito aventureiro, próprio do herói da série "Indiana Jones", e contribuir com a ciência motivam alguns arqueólogos brasileiros a deixar de lado os livros e o conforto do lar para, no Exterior, sujar as mãos de terra em busca de objetos raros. Não é tarefa fácil. Em 2007, o professor mineiro Rodrigo Pereira da Silva, especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, escavou na Jordânia.

Como os trabalhos em sítios arqueológicos começam cedo por causa do calor, passou um mês acordando às 4h da manhã. Com um turbante na cabeça e munido de trena, pá, picareta, colher de pedreiro, vassoura e pincel, ele dava expediente em uma camada de terra do período persa datada do século VI a.C. até a hora do café, às 8h.

Duas horas e meia mais tarde, Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), almoçava no alojamento próximo dali, onde ele e outros colegas dormiam. À tarde, o sol castigava e não havia escavação. A labuta, porém, não parava. Com um balde de água e escova de dente, os pesquisadores tinham de lavar os achados.

Com algumas poucas mudanças, esse foi o ritual de Silva, 39 anos, nas seis expedições que constam de seu currículo. "É um trabalho gostoso, no qual não existe a síndrome da segunda-feira", afirma o professor, que descobriu uma estatueta datada entre 10 mil a.C. e 5 mil a.C., hoje exposta no museu de Shaar ha Golan, em Israel.

Empoeirar-se em terras sagradas do Oriente Médio - o professor Fabbro conta que a cada dois dias de trabalho joga-se fora uma camiseta e uma calça - custa caro e, na maioria dos casos, é bancado pelo próprio acadêmico. Silva desembolsou cerca de R$ 10 mil na missão da Jordânia. Fabbro, que se inscreveu e foi selecionado pela Universidade da Carolina do Norte, contou com o patrocínio de R$ 20 mil da Universidade Santo Amaro (Unisa), na qual leciona, para passar seis semanas em Jerusalém. (...)

"[O] arqueólogo Fabbro, que chegou a escavar com caças israelenses sobrevoando sua cabeça, brinca ao citar a maior das aventuras dessa profissão fascinante: 'Dividir o quarto com colegas. Até Ph.D. ronca!'"

Jorge Fabbro. Idade: 54 anos. Formação: teólogo e advogado, mestre em arqueologia pela Andrews University (EUA). Expedições: Israel (nas cidades de Tel Dor, Megiddo e Jerusalém). Descobertas: taça de pedra com uma inscrição de dez linhas usada por sacerdotes do primeiro século do cristianismo. É o vaso ritual que apresenta a inscrição mais extensa da história de Israel. Escama de bronze de 700 a .C. que fazia parte da couraça de um guerreiro.



Rodrigo da Silva. Idade: 39 anos. Formação: teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica. Fez pós-doutorado em arqueologia na Andrews University (EUA), além de cursos de arqueologia na Universidade Hebraica de Jerusalém. Expedições: escavações em Israel, Jordânia, Sudão e Espanha. Descobertas: uma estatueta do período neolítico, datada entre 10000 a. C. e 5000 a. C., hoje exposta no museu de Shaar ha Golan, em Israel, e três moedas gregas raras.

Detalhe: tenho o prazer e o privilégio de ter o doutor Rodrigo como meu orientador de mestrado. É compensador ver que a mídia está reconhecendo o relevante trabalho desses pesquisadores brasileiros.[MB]


MICHELSON BORGES. É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo