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terça-feira, 7 de abril de 2015

#APaixãodeCristoÉVocê: Ele morreu por Você.

O plano da salvação

Teria Deus criado o homem para depois deixar o homem morrer? Qual é plano de Deus para o ser humano?
A Bíblia nos revela que Deus criou o homem perfeito, sem mancha e sem mácula, porque Deus é perfeito e as Suas obras são perfeitas. Mas quando o pecado entrou no mundo, nossos primeiros pais - Adão e Eva - se corromperam espiritualmente, arruinaram o seu caráter. Tornaram-se inimigos de Deus e deixaram de lado os santos princípios de Seu reino.
E foram tão longe na degradação, que não conseguiram mudar  a sua condição pecaminosa, por si mesmos. Mais que isto: Como pecadores, passaram a ter sobre si uma sentença de morte. A Escritura diz:
“(...) O salário do pecado é a morte.” - Romanos 6:23
Esta sentença de morte passou a todos os membros da família humana.
Foi em face desta grave condição do homem que Deus pôs em ação o Seu plano de salvação. Na previsão de Deus o plano já estava traçado quando nossos primeiros pais pecaram.
Ele viu que o homem pecaria  e de antemão tomou providências para sanar o mal. São Pedro, falando do sacrifício de Cristo afirmou que Ele foi...
“(...) Conhecido... antes da fundação do mundo,
porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.”
I Pedro 1:19, 20
Assim, tão logo Adão e Eva pecaram, Deus interveio e anunciou o Seu grande plano.
“Porei inimizade entre ti e a mulher [que enganaste],
entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” - Gênesis 3:15
Aí está o plano em resumo: o Filho de Deus viria em socorro do homem.
“O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos. Foi um desdobramento dos princípios que têm sido desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o princípio Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém,
tomou providências para enfrentar a terrível emergência.
Tão grande era Seu amor pelo mundo, que aceitou entregar Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê
não pereça, mas tenha a vida eterna.”
O Desejado de Todas as Nações, pg. 15
Foi para poder salvar o homem que o Filho de Deus Se fez membro da família humana. Nascendo de Maria, ele se fez homem, viveu como homem, sem deixar de ser Deus e sem cometer pecado algum.
Tendo a Sua humanidade unida ao Pai, Ele produziu a vida perfeita que a lei de Deus requer.
Foi um fardo muito grande que Cristo carregou. Ele assumiu os pecados do mundo. Ele assumiu os meus e os teus pecados. Foi julgado  e foi injustamente  condenado.  Levou 39 chibatadas. O Seu corpo ficou todo ferido e pedaços de sua carne foram arrancados, pelas chicotadas, que foram dadas pela vigorosa mão do carrasco. Como se não bastasse, colocaram em Sua cabeça uma coroa de espinhos, que fez o sangue jorrar pela sua face.
A pesada cruz , foi levada por Jesus, pelas estreitas ruas. Ele caiu, mas se levantou. Se levantou porque pensou em você, pensou em mim, e em todos que um dia viriam aceitar o Seu sacrifício. Grandes pregos perfuraram aquelas mãos que só fizeram o bem, e os pés que só caminhavam para cumprir a missão de levar o amor do Pai àquelas almas famintas de sede e de pão.
Quando a cruz foi jogada dentro do buraco escavado na rocha, Jesus estremeceu de dor. Mas, ele suportou, por você e por mim. Teve sede e lhe deram vinagre para beber, e  ao expirar na  cruz o Salvador bradou: “Está  consumado!  Estava cumprida a sua missão no mundo. Os infinitos méritos de Jesus, mais do que cobriram a culpa do mundo. Estava assim aberta a porta da salvação de quantos queiram ser salvos.
“O mistério da cruz explica todos os outros mistérios.
A luz que emana do Calvário, os atributos de Deus que nos encheram de temor e pavor, aparecem belos e atraentes. Misericórdia, ternura e amor paternal são vistos a
confundir-se com santidade, justiça e poder.”
O Grande Conflito, pg. 649
“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que
pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito.
Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça,
na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia,
para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia.
“Pelas suas pisaduras fomos sarados”.”
O Desejado de Todas as Nações,  pg. 21
Como podemos nos apropriar do bem que Cristo nos comprou a tão alto preço? Crendo nEle como nosso Salvador pessoal, recebendo-O  no coração pela fé. Se confessarmos nossos pecados a Deus, não importa quantos e quão graves sejam, com certeza seremos perdoados. A promessa é:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para
nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
I João 1:9
O Salvador muda o nosso coração,  e nos faz cessar de pecar.
Recebendo a Cristo na sua vida você está tornando a Jesus o Senhor de sua existência, recebendo a vida plena, a vida abundante; estará rompendo o muro de separação; estará em comunhão com Deus e será vitorioso sobre o pecado!
Que tenhamos a preciosa atitude de adotarmos Cristo, o amigo divino, que nos amou ao ponto de dar por nós a própria vida, para nos livrar da perdição eterna.
Não há atitude mais valiosa do que esta. Aceitar o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário.
Um dia pela graça de Deus, vamos ver as feridas nas mãos de Jesus.
Talvez até perguntemos: Que feridas são estas?  As feridas representam o plano da Salvação.
Aceitemos Jesus  e Seu sacrifício.


Veja com carinho este vídeo que foi preparado pelo Pastor Ivan Saraiva.


 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

#APaixãodeCristoÉVocê: Ele se Entregou Por Você

O que significa a cruz de Cristo para você? Você compreende realmente a mensagem da cruz?  Ela ocupa seu pensamento em alguma parte de seu dia? Este é o grande assunto da sua vida? O tema de hoje é:

“A MENSAGEM DA CRUZ”.
 
A sombra da cruz estendeu-se do Éden perdido ao Calvário. Ela era vista nos cordeiros imolados da era patriarcal e nos serviços do santuário hebreu. O sacrifícios de animais apontavam para a cruz. A cruz do Calvário, a Cruz de Cristo.
 
Muito cedo, em Sua vida, Jesus entendeu que aqueles sacrifícios simbolizavam a Sua morte. Durante o Seu breve ministério de três anos e meio, Jesus revelou aos discípulos que deveria padecer e ser morto.
 
Toda a obra que  Cristo fez, ensinando e curando, Ele fez com a consciência de que  viera ao mundo,  para o supremo fim de morrer pela humanidade.
Chegou por fim a grande hora. Jesus se dirige para Jerusalém, come a páscoa com os  Seus discípulos, institui a Santa Ceia, discorre sobre importantes temas e então, com alguns discípulos, entra  no horto do Getsêmani.
 
Naquele tranquilo retiro Ele contemplaria o preço a ser pago pela redenção do homem. Ao considerar o sacrifício pelo qual teria que passar, a Sua humanidade como que recua diante de tremenda prova.
 
A Bíblia declara que três vezes Jesus rogou : “Meu Pai: Se possível passe de mim este cálice!” Mateus 26: 36-46. O Salvador sofre intensamente. A agonia que  domina e faz o Seu suor se tornar “como gotas de sangue”. (Lucas 22:44).
 
Alí mesmo no jardim Jesus é preso e levado aos dirigentes religiosos, que numa farsa de julgamento, O condenam à morte. O procurador romano ratifica a sentença. Então Ele é conduzido ao Calvário, pregado numa cruz e levantado entre salteadores.
 
Que quadro impressionante! O inocente Filho de Deus sofrendo num madeiro, entre criminosos comuns! A própria natureza simpatiza com o seu Autor: o Sol se recusa a brilhar e densas trevas cobrem a região; a terra treme e as rochas se fendem.
 
No auge do Seu sofrimento o Salvador exclama: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? ” Mateus 27:46. Esse brado de Jesus vem de sentir-se abandonado por Deus. A luz da presença do Pai fora dEle retirada.
 
Durante aquelas negras horas, na cruz, Jesus se fizera pecado. A Bíblia diz: “Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós.” II Coríntios 5:21. Jesus assumia a culpa do mundo - os pecados de toda a humanidade em todos os tempos, incluindo os teus pecados e os meus pecados também.
 
A Bíblia declara: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos.” Isaías 53:6. E em I Pedro 2:24 nós lemos: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro os nossos pecados, para que nós mortos aos pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados”.
 
O pecado é a rebelião contra o Céu e traz em si a separação de Deus. Assumindo o pecado do homem, Jesus sofreu o que o homem teria que sofrer por ter pecado, ser abandonado por Deus.
 
Esta é a mais tremenda experiência em que pode sobrevir a um ser humano. O afastamento da presença de Deus. A consciência de separação do Pai, e o senso do abandono, envolveram Jesus em densas trevas e produziram nEle angústia tal que jamais será plenamente compreendida pelo homem. Essa dor moral em muito excedia o Seu sofrimento físico, e provocou a morte de Jesus em poucas horas. Ele morreu de coração quebrantado.
 
E isso Ele fez voluntariamente. Não porque os líderes religiosos quisessem. Não porque O forçaram. Quando Pedro usou a espada para defendê-Lo, no Getsêmani, Jesus o repreendeu, com as palavras: “Acaso pensas que não poderia rogar ao meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? ” Mateus 26:53. 
 
Poderosos anjos de Deus - milhares deles - estariam ao Seu lado para o defender, se o quisesse. Mas, por Sua livre escolha, Jesus Se deixou prender, e amarrar e maltratar; deixou-Se pregar à cruz, na qual morreu pelo pecador.
 
Foi por amor que Jesus tudo sofreu. O amor de Jesus transcende o nosso entendimento. Nós amamos os que nos amam. Ele amou seus inimigos. Em Romanos 5:8 nos é dito: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores.”
 
A cruz de Cristo não é só o instrumento de Deus para a expiação do pecado. Nela, Jesus de fato pagou a pena dos nossos pecados.
E se aceitarmos o que Ele fez, se O aceitarmos como Salvador pessoal, Deus considera expiada a nossa culpa; e nos perdoa e nos salva.
 
Mas, a cruz é mais que isto. Ela é o supremo argumento de Deus para que confiemos nEle e para que voltemos a Ele. Pois é o monumento do amor - do amor divino.
 
Toda história sagrada é a história do amor de Deus para com Seus filhos. Mas, na cruz esse amor se sublima. O Calvário foi em nosso benefício. A morte de Jesus não deve ser encarada como um mero acontecimento histórico, para ser conservado nos livros e lembrado uma vez por ano.
 
Sua morte deve ser comemorada cada dia, pelos que amam o Salvador.
Naquele dia escuro, Jesus expiou a culpa de todos os nossos pecados e abriu  a porta do Céu, para você e para mim.
Se você fosse o único habitante da terra, Jesus morreria, faria tal sacrifício de amor, mesmo que fosse  somente por você.
Eu desejo convidar você agora para entregar a Jesus a sua vida, como um  gesto  de amor.
Dê, a Cristo hoje, o seu coração. E Ele verá que o Seu sacrifício não foi em vão. Este é o verdadeiro significado da Cruz do Calvário. É a mensagem da cruz alcançando os corações.
 
Jesus está esperando por você...
 
Assista este vídeo preparado pelo Pastor Ivan Saraiva.






 

 

 
 
 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

#APaixãodeCristoéVocê: Ele sofreu por você

ELE SOFREU POR VOCÊ
INTRODUÇÃO
O texto bíblico base para a mensagem de hoje foi escrito pelo apóstolo
que passou a amar Jesus de todo seu coração, que vimos ontem, Pedro:
“Pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo
para seguirdes os Seus passos” (1 Pe 2:21).
Tentaremos vislumbrar o que foi o sofrimento físico, emocional,
mental que Jesus sofreu em meu e seu lugar. Sofrimento que transcende
o que somos capazes de imaginar e entender. Usaremos isso “como
exemplo para seguirmos os Seus passos”.
“Ele começou Seu ministério sofrendo fome, mas é o Pão da Vida. Jesus
terminou Seu ministério terrestre sentindo sede, mas é a Água Viva.
Jesus se cansou, mas é nosso descanso. Jesus pagou tributos, mas é o Rei.
Foi acusado de possuir demônio, mas expulsou demônios. Jesus chorou,
mas enxuga nossas lágrimas. Foi vendido por 30 moedas de prata, mas
remiu o mundo. Jesus foi levado como cordeiro para o matadouro, mas
Ele é o Bom Pastor. Jesus morreu, mas Sua morte destruiu o poder da
morte”
(Gregory de Nazianzus, D.C. 381).
“O Deus de justiça não poupou Seu Filho. [...] Toda a dívida contraída
com a transgressão da lei de Deus foi requerida de nosso Mediador.
Exigiu-se uma expiação completa. Quão apropriadas são as palavras de
Isaías: ‘Ao Senhor agradou o moê-Lo, fazendo-O enfermar.’ Isaías 53:10.
Sua alma foi feita ‘uma oferta pelo pecado.’ 2 Crônicas 29:24. ‘Ele foi ferido
pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades.’ Isaías
53:5” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, p. 10).
I. O SOFRIMENTO DO CORDEIRO
Em seu livro Sobre a Rocha, o pastor Mark Finley conta que “Anos
atrás, pesquisadores estudaram os efeitos dos golpes da vida no sistema
nervoso central. Eles tomaram um cordeiro e o colocaram, sozinho, no
curral, ligado a dispositivos que provocavam choque elétrico. Quando o
cordeiro ia para um lado, os pesquisadores acionavam o botão, e o animal
levava um choque. Imediatamente, ele estremecia e corria para o outro
lado. Recebia novo choque e, outra vez, corria. Os cientistas descobriram
que o cordeiro nunca voltava para o mesmo lugar que tomara o choque.
Depois de uma série de choques, o cordeirinho ficou bem no meio do
curral, tremendo, sem ter para onde correr. Vencido emocionalmente,
ansioso e estressado, seus nervos cederam. O cordeiro teve o equivalente
a um colapso nervoso e morreu no meio do curral.
Os pesquisadores puseram então o irmão gêmeo daquele cordeiro
no curral. Mas, dessa vez, o animal estava acompanhado pela mãe. Os
choques foram dados, o cordeiro correu para junto da mãe e nela se
abrigou. A mãe lhe transmitia confiança, pois logo o animal se afastou
A paixã o de Cristo é 20
Semana Santa 2015
para comer. Os pesquisadores acionaram o botão mais uma vez, e, de
novo, o cordeiro correu para sua mãe. Ela o consolou e transmitiu-lhe
confiança.
Foi aí que os pesquisadores notaram uma significativa diferença entre
os dois cordeiros. O segundo não teve medo de voltar ao local que
tomara um choque. Não mostrou nenhum sinal de nervosismo, estresse
ou ansiedade que o irmão mostrara em iguais circunstâncias. Por quê? O
cordeiro tinha alguém a quem recorrer; em quem confiar, para lidar com
o estresse” (Mark Finley, Sobre a Rocha, p. 101).
Vejam a promessa que temos diante das situações estressantes da nossa
vida. Temos em quem confiar. E podemos viver seguros e em paz.
“Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-
se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as
coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto,
confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos
misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”
(Hb 4:15,16).
João escreveu seu evangelho tendo em mente o ritual do Santuário.
Ele é o único dos quatro evangelhos que traz esta perspectiva, que
apontava, a cada dia, à igreja do Antigo Testamento (A.T.), quando um
cordeirinho era sacrificado para remissão dos pecados do povo. Quando
João avistou Jesus, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo” ( Jo 1:29). O cordeiro sem defeito que era morto todos os dias
para remissão dos pecados.
Vejam os paralelos com o Santuário do Antigo Testamento de Êxodo
25-30:
Jesus, o Santuário ( Jo 2:21).
Jesus e os verdadeiros adoradores ( Jo 4:23,24).
Jesus, a fonte de água viva ( Jo 7:37) [Havia a pia com água no pátio]
Jesus, o pão da vida ( Jo 6:22) [Tinha a mesa com pães]
Jesus, a luz do mundo ( Jo 8:12) [O candelabro com sete velas]
Jesus, o incenso ( Jo 17) [Representava as orações e o aroma suave]
Jesus e o Seu mandamento ( Jo 15:12) [As tábuas com os 10 Mandamentos]
Jesus, o sacrifício ( Jo 19:28) [O cordeiro sacrificado pela manhã e
á tarde]
“O santuário terrestre e o santuário celestial eram vistos como lugares
da habitação de Deus. Os serviços do santuário eram vistos como
os meios pelos quais Deus conferia a Seu povo as bênçãos salvíficas
do concerto. O velho e o novo concertos eram vistos como tendo seus
respectivos santuários. Como o velho concerto tinha (um santuário
terrestre) (Hb 9:1), assim o novo concerto tem um santuário celestial
(Hb 8:2; 9:11, 23, 24).”
(Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens
Angélicas, p. 245-247).
A paixão de Cristo é você.

Jesus “é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” ( Jo 1:29,
36). No ritual do santuário do A.T., Sua morte na Cruz cumpre totalmente
o sacrifício apontado diariamente no santuário terrestre. Hoje, no
santuário celestial, Jesus é nosso solidário Intercessor e Salvador que se
compadece das nossas fraquezas e nos oferece gratuitamente tudo o que
necessitamos, para ter uma vida vitoriosa nEle.
“Louvemos ao Senhor por termos um compassivo e meigo Sumo Sacerdote
que pode Se compadecer das nossas fraquezas. Não esperamos
ter repouso aqui. Não, não. O caminho para o Céu é uma via crucis; ele é
reto e estreito, mas avançaremos com disposição, sabendo que o Rei da
glória já palmilhou este caminho antes de nós” (Refletindo a Cristo, p. 342).
II. SOFREU POR REVESTIR-SE DA HUMANIDADE
Através da Bíblia, nesta semana, já vimos que o Filho de Deus decidiu
nascer, viver, chorar, Se entregar e sofrer por você. Passou por tudo isso
como um ser humano vitorioso.
Veremos algumas partes de Seu sofrimento cruel.
a. Sofreu quando criança
“José e Maria achavam que os rabinos eram pessoas boas e Jesus
sofreu pressões, as quais foram difíceis de suportar” (Vida de Jesus, p.
26).
b. Sofreu com os pobres
“Jesus quer que os pobres saibam que Ele compreende suas provações.
Sofreu tudo o que eles têm de sofrer. Por isso, simpatiza com
eles e pode ajudá-los” (Vida de Jesus, p. 19).
c. Sofreu com os soldados
“Jesus foi levado, em seguida, para a sala da guarda, onde sofreu
escárnio e abuso dos soldados e da multidão” (Vida de Jesus, p. 90).
d. Sofreu com os líderes e a multidão
“Uma fúria satânica se apossou dos líderes e do povo. A multidão
urrava como feras selvagens. Lançaram-se então contra Cristo,
gritando: ‘Ele é culpado, matem-No!’. Se os soldados romanos não
estivessem presentes, eles O teriam feito em pedaços. Porém, a autoridade
romana se interpôs, e, com a força das armas, reprimiu a
violência do povo” (Vida de Jesus, p. 90).
e. Sofreu com os sacerdotes e príncipes
“Sacerdotes e príncipes se misturaram à multidão e cobriram o
Salvador de insultos. Vestiram-No com um manto surrado e Lhe bateram
no rosto, dizendo: ‘Profetiza-nos, Cristo, quem é que Te bateu!’
(Mt 26:68).
E tirando as Suas vestes, cuspiram-Lhe no rosto.
Os anjos de Deus registraram fielmente cada insulto, olhar, palavra
e ato contra seu amado Comandante. Um dia, aqueles homens vis que
zombaram e bateram no rosto pálido e sereno de Cristo contemplarão
esse mesmo rosto mais brilhante do que o Sol” (Vida de Jesus, p. 90).


É encantadora a forma como Jesus reagia diante dos sofrimentos,
físicos e emocionais; Ele nos ensina muito. E sempre que isso acontecer,
devemos correr para os Seus braços. Veja como Augusto Cury
escreveu sobre as reações de Jesus: “Primeiro, Ele pensava antes de
reagir; segundo, nunca devolvia a agressividade que lhe faziam; terceiro,
era capaz de estimular os seus agressores a penetrarem dentro
de si mesmos e repensarem a sua violência. A maneira como Ele
reagiu, foge completamente às reações previsíveis que temos diante
de situações de risco e de dor, sejam elas físicas ou psicológicas” (O
Mestre da Vida, p. 67).
III. SOFREU EM NOSSO LUGAR
Jesus está familiarizado com todas as suas provações e não o deixou
sozinho a lutar contra as tentações e o mal, para afinal ser esmagado por
fardos e tristeza. Por meio de Seus anjos Ele lhe sussurra: “‘Não temas,
porque Eu sou contigo’ (Is 41:10). Sou Aquele que ‘vive; fui morto, mas eis
aqui estou vivo para todo o sempre’ (Ap 1:18). Conheço as tuas tristezas;
Eu mesmo as suportei. Estou familiarizado com as suas lutas; também as
experimentei. Conheço-lhe as tentações; já as enfrentei. Tenho visto as
suas lágrimas; Eu também chorei. Suas esperanças terrenas estão desfeitas,
mas erga os olhos da fé, penetre o véu e ali ancore suas esperanças.
A eterna segurança será sua, pois você tem um ‘Amigo mais chegado do
que um irmão’” (Pv 18:24). (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 271).
A história registra o sofrimento de Jesus em Sua sentença injusta, por
amor a cada um de nós. Deveria ser como disse Galileu Galilei: “Devemos
inscrever em bronze os benefícios que recebemos e no ar, as injúrias”.
A SENTENÇA DE CRISTO (pode ser apenas mencionado)
CÓPIA AUTÊNTICA DA SENTENÇA DE PILATOS, NO PROCESSO DE
JESUS CRISTO, EXISTENTE NO MUSEU DA ESPANHA. ESTA PEÇA TEM
GRANDE INTERESSE HISTÓRICO

“No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o
mundo, monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada
vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos
Hebreus, quatro vezes; mil cento e oitenta e sete, do progênio do Romano
Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia,
no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia QUINTO
SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente
Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente na baixa Galiléia, HERODES
ANTIPAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS
ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos
da cidade de Jerusalém, QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO
RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente,
A paixão de Cristo é 23

EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro
do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte,
Jesus, chamado pela plebe - CRISTO NAZARENO - e galileu de nação,
homem sedicioso, contra a Lei Mosaica - contrário ao grande Imperador
TIBÉRIO CÉSAR.
Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado
com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando
homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda
a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a
ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo
ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte
da plebe, dentro da cidade de Jerusalém.
Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado
de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva
de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam
conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada,
hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça,
chamado CALVÁRIO, onde crucificado e morto ficará seu corpo
na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz
se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENO, REX
JUDEORUM.
Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição
se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada,
administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis
Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano.
Podemos dizer que Jesus nos ensina a suportar tudo COMO Ele o
fez, mas da mesma maneira, nós não estaremos sozinhos, mas COM Ele,
através da:

• Confiança incondicional.
• Humildade real.
• Entrega total.

CONCLUSÃO

“Mantenham os olhos em Jesus, que começou e terminou a corrida
de que participamos. Observe como Ele fez. Porque Ele jamais perdeu
o alvo de vista – aquele fim jubiloso com Deus. Ele foi capaz de vencer
tudo pelo caminho: a cruz, a vergonha, tudo mesmo. Agora, está lá, num
lugar de honra, ao lado de Deus. Quando se sentirem cansados no caminho
da fé, lembrem-se da história dEle, da longa lista de hostilidades
que ele enfrentou. Será como uma injeção de adrenalina na alma!” (Hb
12:2-3 - A Mensagem).
Enquanto alguém neste mundo não se entregar a Jesus, Ele continuará
sofrendo, e o sofrimento também continuará no coração dessa pessoa.
Jesus sofreu por você, para que você um dia não sofra mais. Breve Jesus
voltará e todo sofrimento deste mundo será erradicado para sempre.
A paixã o de Cristo é 24
Semana Santa 2015
Ele sofreu porque eu e você somos a Sua paixão. Faça valer a pena esse
tão grande sofrimento em Sua vida e entregue-se a Ele de todo o coração.



Veja este vídeo preparado com muito carinho pelo Pastor Ivan Saraiva.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

#APaixãodeCristoéVocê: Ele chorou por você

Jesus não sabia o que era murmurar. Todos apreciavam sua alegre companhia, mas Ele sentiu tristeza em sua alma. Viu quão terrível era o domínio do pecado no coração dos homens. Em profunda contrição, Jesus chorou. Chorou pelos que sofrem, chorou pelos que morrem, Ele chorou por você!
Assista ao terceiro episódio da série "A paixão de Cristo é você", com Ivan Saraiva:
Jesus não sabia o que era murmurar. Todos apreciavam sua alegre companhia, mas Ele sentiu tristeza em sua alma. Viu quão terrível era o domínio do pecado no coração dos homens. Em profunda contrição, Jesus chorou. Chorou pelos que sofrem, chorou pelos que morrem, Ele chorou por você!
Assista ao terceiro episódio da série "A paixão de Cristo é você", com Ivan Saraiva:

 

A Vida e a Obra de Jesus #APaixãodeCristoéVocê: Ele viveu por Você

Introdução

Jesus não disse que veio trazer uma verdade. Ele disse "Eu sou a verdade". Jesus não veio trazer simplesmente uma religião, nem uma filosofia, nem um conjunto de regras como código de conduta. Jesus veio trazer Ele mesmo. Ele é a ressurreição e a vida. Para receber esta vida temos que conhecê-lo devemos saber quem Ele é, de onde veio, o que Ele falou, o que Ele fez, onde Ele está, etc.
"Aquele que diz que está em Cristo, deve andar como Ele andou", como andaremos como Jesus andou, se não soubermos como foi a vida e a obra de Jesus?
"Eu sou o caminho , a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", João 14:6, Jesus é o único que nos leva ao Pai. Por isso devemos conhecê-lo e saber o que ele fez por nós. Esta proclamação que o evangelho faz da pessoa de Jesus, visa trazer fé aos nossos corações.

1) Jesus Existia Antes de Todas as Coisas


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez." Jo 1:1-3
Muitos pensam que Jesus é um ser que nasceu em Belém da Judéia. Mas isso não é verdade. Todos nós começamos a nossa vida quando somos gerados no ventre de nossas mães, antes não existíamos. Mas não foi assim com Jesus. Ele existia muito antes de nascer em Belém. Não como homem, mas como o Verbo de Deus. O Verbo nunca foi criado, Ele era Deus e sempre existiu. Foi ele quem criou todas as coisas.
Cl 1:15-17
"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas."
Grandioso é Jesus ! ( Ver também Hb 1:1-3 )

2) Tornou-se Homem



"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." Jo1:14
"O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." Fp2:6-8
Que tremenda é esta verdade! O Verbo Eterno, criador de todas as coisas, se esvaziou de sua glória e assumiu a forma de homem.
Imagine um homem se transformando num verme. Isto ainda seria pouco para comparar com o que aconteceu a Cristo, porque o homem é criatura e o verme também. Mas quando o Verbo se fez carne foi algo muito mais tremendo! Foi o próprio criador assumindo a forma de uma de suas criaturas. A humilhação de Jesus não começou na cruz, mas sim em Belém, quando tomou a forma de um simples homem.
Nunca é demais salientar que nossa fé é no Deus-homem Jesus Cristo, .Quando o Verbo se fez carne Ele se esvaziou de sua glória de Deus (Jo 17:5), isto é, Ele se esvaziou dos atributos (qualidades e capacidades) de Deus, mas nunca deixou de ser a Pessoa do Verbo. Ele continuou sendo o Verbo, mas agora em carne humana esvaziado de sua glória, mas não totalmente. Ele tinha em sua humanidade toda glória possível da verdade e da graça de Deus (Jo1:14). Isto é um mistério.
Maravilhoso é Jesus ! ( Leia também 1Jo 4:2-3 1Tm 3:16 Rm 8:3 )

3) Teve uma Vida Perfeita e Irrepreensível



"Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" I Pe2:22
Primeiro Jesus se esvaziou tornando-se homem. Depois, como homem, continuou se esvaziando. De que forma? Não fazendo nunca a sua própria vontade.
O texto de Fp 2:6-8 diz: " ... se humilhou, sendo obediente até a morte... ". Qual foi o pecado de Adão ? Fez sua própria vontade. Agora, Jesus, o ultimo Adão (I Co 15:45) veio para fazer sempre a vontade do Pai ( Jo 4:34 ; 8:29 ). Por isso as Escrituras dizem que Ele nunca cometeu pecado. Porque nunca fez a sua própria vontade.
O diabo tentou Jesus desde o princípio para que Ele fizesse a sua própria vontade, mas Jesus sempre permaneceu obediente ao Pai até a morte e morte de cruz.
Santo é Jesus ! ( Leia também Hb 4:15; 7:26 I Jo 3:5 )

4) Fez uma Obra Tremenda e Grandiosa



"Concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele." At 10:38
Na vida de Jesus não admiramos somente a sua santidade, mas também o poder que se manifestou no seu ministério. Ele fez muitos milagres prodígios e sinais At2:22. Ele curou enfermos, deu a vista aos cegos, ressuscitou mortos, andou sobre as águas, multiplicou alimentos, pregou às multidões, fez discípulos e ensinou-lhes a agradar o pai.
Com que poder Ele fez isto? Ele não fez nada como Deus, pois havia se esvaziado da forma de Deus e vivia como homem. Portanto ele precisava do poder do Espírito Santo para fazer a obra de Deus. Por isso o Pai se alegrou tanto no seu batismo, porque naquele momento veio sobre Ele o Espírito Santo (Mt 3:13-17).
Tudo que Jesus fez foi pelo poder do Espírito Santo de Deus.
Era novamente um esvaziamento de Jesus, assumindo as limitações de homem e a sua necessidade do Espírito Santo para cumprir o seu Ministério.
Tremendo é Jesus ! ( Leia também Jo 20:30-31 )

5) Morreu Pelos Nossos Pecados



"Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." 2Co5:21
"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniquidade; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós." Is 53:5-6
Todas as pessoas falam e até mesmo os incrédulos sabem que Jesus morreu pelos nossos pecados. Mas não teremos revelação espiritual enquanto não soubermos por que foi necessária esta morte. Por que Deus exigiu a morte de seu único filho?
Para conhecermos o amor de deus é necessário conhecer também sua santidade e justiça. Deus é perfeitamente santo e perfeitamente justo. Não pode suportar nem mesmo aquilo que para nós seria um "pequeno erro". Sua santidade se ofende com qualquer forma de pecado e sua justiça exige punição (Rm1:18 ). Assim é Deus.
Se a exigência é assim tão grande, e se só um homem totalmente perfeito pode agradar a Deus, então quem poderá agradá-lo? Será que existe alguém que preenche tais condições? A resposta clara da Escritura é NÃO.
"Não há justo, nem sequer um ..." (Rm 3:10)
"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 5:23).
E qual a conseqüência disto?
"...o salário do pecado é a morte ... " (Rm 6:63).
Esta é a morte eterna, o castigo eterno. Quem está sujeito a este castigo ? Toda a raça humana.
Quando o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo, então entendemos como estamos mal diante de Deus e como é grande a nossa dívida para com Ele. Conhecemos a nossa culpa e perdemos a paz. Só então começamos a compreender porque Jesus morreu. Ele morreu para satisfazer a justiça de Deus e aplacar a sua ira. Nós merecemos ser castigados pelos nossos pecados, mas Jesus aceitou ser castigado em nosso lugar. Assim Deus satisfez sua justiça. Por isso Isaías diz que ". . . O Senhor agradou moê-lo" (Is 53:10)
Se nós somos culpados diante de Deus, como podemos ter paz com Ele? Só temos quando entendemos que Jesus pagou o nosso castigo: " . . . o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele " ( Is 53:6 ) . Jesus pagou a nossa dívida. ALELUIA !!!
Vejamos abaixo um quadro completo do significado amplo da morte de Jesus:
Conseqüências do Pecado A morte de Jesus como solução
1) O homem ofendeu a santidade de Deus e provocou a sua ira. (Rm1:18)1) A morte de Jesus foi propiciatória (Rm3:25 Hb2:17 IJo2:2 IJo4:10), ou seja satisfez a justiça de Deus. ( Não significa que a justiça de Deus foi eliminada, mas sim satisfeita )
2) Por causa disso o homem está condenado ao castigo eterno. (Rm6:23)2) A morte de Jesus foi um sacrifício (Ef3:24 Ef 1:7). Isto quer dizer que sua morte foi substitutiva, Ele morreu por nós. (IPe2:24;3:18) . Foi uma troca, o justo pelos injustos. Significa que o nosso castigo já foi pago.
3) O homem também se tornou escravo de Satanás e do pecado. (Ef2:2-3)3) A morte de Jesus foi redentora (Rm3:24 Ef1:7). Isto significa que Ele nos resgatou (Gl 3:13). Ele que não era escravo de Satanás, foi até o "mercado de escravos" e nos livrou (Hb2:14-15) , nos comprou pagando o preço do resgate: Seu precioso sangue. ( At 20:28 Ap 5:9 ).
4) O homem perdeu a comunhão com Deus e nâo pode mais se relacionar com Ele. (Is 59:2)4) A morte de Jesus foi reconciliadora (IICo 5:18-21) Cl1:21-22). Reconciliar quer dizer " fazer a paz". Quer dizer que afastadas as barreiras o homem pode novamente estabelecer relações com Deus. Como já houve propiciação, sacrifício, e redenção, agora Deus reaproxima o homem d'Ele e faz com que ele goze novamente de sua amizade.

Existe um outro aspecto da morte de Jesus: O fato de que fomos incluídos na sua morte. ( Isto é tratado no assunto Batismo ).
Amado é Jesus !

6) Ressuscitou



"Ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela." At 2:24
Se a morte de Jesus está coberta de glória, quanto mais a sua ressurreição! As Escrituras nos mostram vários aspectos da ressurreição e seu amplo significado. Vamos ver os principais:

a) A ressurreição de Jesus é a sua vitória sobre a morte.



( I Co 15:54-57 )
O que é a morte ? A morte não é deixar de existir. A morte física ocorre quando o espírito e a alma deixam o corpo. Quando se quebra a unidade entre o espírito, a alma e o corpo então acontece a morte física.
Para vencer a morte, Jesus precisava de uma ressurreição física, ressurreição do corpo. Um corpo de carne e osso e não um espírito (Lc 24:39-40). Para provar isso Jesus comeu na presença dos discípulos ( Lc 20:20;24-27). Entretanto era um corpo transformado. Não estava preso a espaço nem ao tempo. Podia aparecer e desaparecer. ( Lc 24:31 Jo20:19;26).
Com a ressurreição física Jesus passou a ter novamente a unidade entre seu corpo , alma e espírito. Desta maneira Ele venceu a morte. ( ICo 15:54 )

b) A ressurreição é que produz a fé no Senhor.



( Rm 10:9 )
A fé dos discípulos "entrou em parafuso" depois da morte de Jesus ( Jo 20:19;25 Lc 24:21-22 ). Esta fé foi restabelecida quando Jesus ressurreto apareceu aos discípulos (Jo 20:8;20). Sem a ressurreição física, quem creria no crucificado? Mas pela sua ressurreição ele foi comprovado como Filho de Deus ( Rm 1:4 At 13:33 ) e como juiz universal ( At 17:31)

c) A ressurreição de Cristo é o fundamento de nossa união com Ele.


A nossa fé em Jesus não é um simples pensamento de nossa mente, nem é uma mera aceitação mental das coisas que ouvimos sobre Ele. Nossa fé Nele é poderosa porque nos une a Ele. Toda a nossa vida é " em Cristo" (Paulo usa esta expressão 164 vezes). O pecador só pode ser abençoado pela obra de Cristo quando é unido a Ele.
Entretanto nós somos homens, e a igreja, apesar de ser um organismo celestial, é um organismo humano. Para que Jesus se tornasse o cabeça deste organismo humano era necessário ser homem para sempre. Por isso necessitava de um corpo humano. Sem a ressurreição do corpo, Cristo teria deixado de ser humano. Pela ressurreição física o Senhor tornou-se homem eternamente, com um corpo transfigurado e glorificado. Ele agora é o "homem do céu" ( I Co 15:47 ) é o Filho do Homem que está no meio dos candeeiros ( Ap 1:13 ) , é o cabeça de uma nova raça ( Ef 1:22-23 ).
A ressurreição de Cristo é, portanto, aquilo que faz a grande diferença entre a fé cistã e a religião dos homens. Homens como Buda, Maomé, Alan Kardek e outros, fundaram suas religiões. Mas onde estão hoje? Estão mortos. Isto prova que não venceram o salário no pecado. Os seguidores destes homens não tem nada mais do que um livro de regras e doutrinas. Eles estão sós. Se este livro não salvou seus escritores, muito menos salvará seus seguidores. Mas nós não temos uma religião, um livro de regras e doutrinas morto e sem poder. Temos uma pessoa viva que vive em nós e nós Nele. Esta é a esperança da glória (Cl 1:27)

d) A Ressurreição de Jesus é a base de nossa ressurreição.



A ressurreição do corpo só é possível pela ressurreição do Senhor Jesus. Pela sua ressurreição ele glorificou e transfigurou a humanidade Nele. Ele é "as primícias" ( I Co 15:20;23 Cl 1:18 ). Sua vitória sobre a morte garante a nossa própria ressurreição ( Rm 8:11 ITs 4:14 ). Seu corpo de glória é o padrão dos nossos futuros corpos (Fp3:20-21 ICo 15:48:49) .
Glorioso é Jesus !

7) Foi Exaltado



"Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Fp 2:9-11
Que verdade gloriosa ! Como gostamos de ler falar, repetir e até cantar esta palavra !
Os homens do tempo de Jesus, inclusive os sacerdotes, o julgaram como criminoso e o desprezaram. Mas Deus tinha um julgamento totalmente oposto ao dos homens.
Que dia tremendo foi aquele quando Pedro se levantou e disse: "Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo".
Há entretanto uma verdade que deve ser lembrada e bem aclarada: Antes de vir ao mundo, o Verbo tinha toda a glória de Deus; era Deus e não um homem. Agora pois o Verbo encarnado em Jesus, depois do sofrimento da crucificação e da ressurreição física, é recebido nos céus como homem. Como homem Ele é exaltado. Como homem Ele se assenta a direita de Deus Pai e recebe um nome acima de todo nome.
ALELUIA! Há um homem sentado no trono do universo ! Jesus, o Filho do Homem, o cabeça de uma raça redimida.
No entanto, nunca esqueçamos do mistério ( I Tm 3:16 ). Jesus é nosso Deus-homem. Ao ser exaltado ele recebeu de volta toda a glória como Deus ( Jo 17:5 ). Ele tem toda a divindade ( Cl 2:9 ). Ele tinha afirmado que somente Deus poderia ser adorado e cultuado ( Mt 4:10 ), entretanto Ele aceitou essa adoração ( Mt 14:33;15:9 Jo 20:28 Hb 1:6 Ap 5:8-14 ).
Ele é onipresente, está em todo lugar ( Mt 18:20;28:20 ); é onisciente, sabe todas as coisas ( Jo 21:17 Cl 2:2-3 ); é onipotente, trem todo o poder (Ap 1:18). Ele é Deus ( Tt 2:13 Rm 9:5 Cl 2:2 IJo 5;20 ).
Que coisa incompreensíveis acontecem neste grandioso mundo desconhecido que chamamos céu! Nossa mente não pode imaginar que coisas tremendas acontecem do outro lado do véu. Mas basta que a igreja compreenda uma coisa: tudo o que se opera ali, é feito pela autoridade de seu Senhor e nada se faz sem a sua iniciativa.
Majestoso é Jesus ! ( Leia também At 2:33-36 )

8) Voltará!



"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." Mt 24:30
Que bendita esperança! o Senhor glorificado virá e se mostrará ao mundo. Este será sem dúvida o dia mais tremendo que esta terra terá conhecido. Para muitos será um dia de terror e lamentação. Para nós, porém, será um dia de júbilo e alegria incomparável.
O que a bíblia ensina sobre este dia? O Assunto é tão amplo e com tantas implicações, que alguns textos são motivo de discussão, e dão origem a interpretações diferentes. A maior parte do ensino, entretanto, se refere a coisas claras e indiscutíveis. São estes textos claros e sem discussão que queremos apresentar aqui.
Leia cada texto com atenção e alegre-se no Senhor.

a) A vinda do Senhor foi predita ( profetizada )


Pelos profetas ( Zc 14:3-5 )
Por João Batista ( Lc3:3-6 )
Por Jesus Cristo ( Jo 14:2-3 )
Pelos anjos ( At 1:11 )
Pelos apóstolos ( Tg 5:7 I Pe 1:7;13 ITs 4:13-18 )

b) A vinda do Senhor será:


Pessoal ( e corporal ) ( Jo 14:3 At 1:10-11 )
Visível ( Ap 1:7 IJo 3:2-3 )
 Literal ( real ) ( ITs 4:16 )
·Repentina ( de surpresa ) ( Mt 24:42-44 ITs 5:1-3 )

c) O Senhor virá para:


Ressuscitar os mortos em Cristo ( ITs 4:16 ICo 15:22-23 )
Transformar os vivos a imortalidade ( ICo 15:51-53 )
Arrebatá-los para encontrá-lo nos ares ( ITs 4:17 )
Julgar e recompensar os santos ( II Co 5:10 ICo 3:12-15 )
Casar com a noiva ( Ap 19:7-9;21:2 )
Destruir o anti-cristo ( IITs 2:8 )
Julgar as nações ( Mt 25:31-33 )
Julgar a todos ( IITm 4:1 )
Acorrentar Satanás por mil anos ( Ap 20:2-3 )
Estabelecer seu reino milenar. ( Ap 20:4-6 )
"Certamente venho sem demora. Amém. Vem Senhor Jesus."
Ap 22:20.

Veja este vídeo preparado com muito carinho pelo Pastor Ivan Saraiva. E saiba que "A Paixão de Cristo é você", meu querido amigo. Deus te abençoe muito...

 

Astrònomo Diz Que Jesus Pode Ter Nascido em Junho

Pesquisa realizada por um astrônomo australiano sugere que Jesus Cristo teria nascido no dia 17 de junho e não em 25 de dezembro. De acordo com Dave Reneke, a “estrela de Natal” que, segundo a Bíblia, teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, em Belém, não apenas teria aparecido no céu seis meses mais cedo, como também dois anos antes do que se pensava. Estudos anteriores já haviam levantado a hipótese de que o nascimento teria ocorrido entre os anos 3 a.C e 1 d.C. O astrônomo explica que a conclusão é fruto do mapeamento dos corpos celestes da época em que Jesus nasceu. O rastreamento foi possível a partir de um software que permite rever o posicionamento de estrelas e planetas há milhares de anos.

Baseando-se no Evangelho de Mateus, que descreve a aparição de uma “estrela” como sinal do nascimento de Jesus, Reneke identificou a conjunção dos planetas Vênus e Júpiter, que teriam emitido uma forte luz que poderia ter sido confundida com uma estrela. “Vênus e Júpiter chegaram muito perto no ano 2 a.C refletindo muita luz. Não podemos dizer com certeza que essa era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até agora esta é a explicação mais plausível que já vi sobre isso”, disse Reneke à BBC Brasil. “A astronomia é uma ciência tão precisa, que podemos apontar exatamente onde os planetas estavam. E há uma grande probabilidade de que essa conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus no Evangelho.”

O australiano diz que a pesquisa não é uma tentativa de contestar a religião.
“Quando misturamos ciência e religião há sempre a chance de chatear as pessoas. Neste caso, esses resultados podem servir para reforçar a fé, porque mostram que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo.”


Mas, independentemente da ocasião em que Ele nasceu. Se era Dezembro, Junho ou até algum outro mês do ano. O fato é que Ele nasceu por você. E para que você tivesse oportunidade de hoje ter o privilégio de estar com Ele nos altos céus, quando Ele voltar em Glória e Majestade. (Efraim Mello, autor deste blog: efraimmello.blogspot.com.br). Veja o vídeo que foi preparado para o seu dleite espiritual. E lembre-se do nascimento de Cristo e a diferença que isso faz em sua vida e na minha vida. Assista este vídeo preparado pelo Pastor Ivan Saraiva.


 


(Terra)

Nota: Ellen White escreveu que a estrela de Belém, na verdade, era formada por anjos e não se tratava de uma “estrela” real ou cadente. Portanto, por mais que alguns astrônomos se esforcem para identificar que astro era aquele, não poderão fazê-lo. Mas, quanto ao nascimento de Jesus, de certa forma, Reneke tem razão: Ele não nasceu a 25 de dezembro. Nessa época, dificilmente os pastores estariam ao ar livre, à noite, com seus rebanhos, pois faz muito frio naquela região. Embora não seja possível precisar a data do nascimento de Jesus, Mateus 2:1 nos dá uma pista: Jesus nasceu antes da morte de Herodes. Assim, de acordo com os historiadores, o Filho de Deus deve ter nascido nos primeiros meses do ano – nem em dezembro, nem tampouco em junho. É interessante que os cristãos que viveram perto da era apostólica, segundo a Enciclopédia Barsa, comemoravam o Natal ora no dia 6 de janeiro, ora em 25 de março. O dia 25 de dezembro foi fixado no ano 440, mas o primeiro Natal foi celebrado em 325, em Roma. O objetivo era “cristianizar grandes festas pagãs realizadas nesse dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos); que celebrava o natalis invicti solis (nascimento vitorioso do sol)”


(Enciclopédia Barsa).[MB]

O Homem Que é Fraco, Porém Mais Que Vencedor

No capítulo 7 algumas questões poderiam ainda ser levantadas, como por exemplo, no versículo 14: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal; vendido à escravidão do pecado." E mais adiante no versículo 18: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum."

O apóstolo Paulo fala sobre a natureza carnal, a natureza pecaminosa. Alguém poderia levantar a seguinte pergunta: Então, isso quer dizer que nós temos DUAS NATUREZAS? Temos nós a natureza carnal e a natureza espiritual? Muitas pessoas crêem e porque alguns pregadores têm ensinado do púlpito que quando nós somos batizados, nós recebemos uma nova natureza, que nos é implantada. Mas Paulo mostra que isso é impossível. Nós não temos duas naturezas.

O que é que nós temos, então? Nós temos dois princípios, ou duas tendências, numa só natureza. Notamos isso no capítulo 7: 22 e 23: "Porque no tocante ao homem interior (a mente) tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros."

Há um princípio na mente gravado pelo Espírito Santo. Este princípio é o princípio da lei de Deus. É o Espírito Santo que atua na mente e nós passamos a ter prazer na lei de Deus. Mas há um outro princípio nos nossos membros, há uma outra lei, há uma tendência na mesma natureza: esta é a tendência pecaminosa. E estas duas tendências – tendência espiritual e tendência carnal – estão em conflito, estão em guerra. O princípio do pecado e o princípio da lei de Deus, estes dois princípios estão em conflito.
Mas com quem acontece este conflito? Vimos que Rom. 7 se refere ao homem que foi convicto pela lei. Mas no capítulo 8, nós vemos que o cristão também tem este conflito, o homem regenerado também trava esta batalha. E todos nós sabemos disso por experiência. O homem convicto da lei e do pecado, mas que não tem a Cristo, ele tenta vencer, mas sempre fracassa (Rom. 7); o homem cristão, ele luta e se apega a Cristo como o seu Salvador e se torna um vencedor (Rom. 8).

Às vezes, ocasionalmente, o cristão peca porque, naquele momento, ele não entregou a sua vontade integralmente a Deus, ele foi distraído por alguma atração mundana. Mas quando o cristão peca – esta é uma outra grande questão – será que ele deixa de ser justificado? Será que naquele momento, ele volta à estaca zero? Será que toda a sua experiência cristã acaba quando ele comete um pecado? Será que ele deixa de ser um filho de Deus? Não, ele apenas necessita de perdão.

Há uma diferença palpável entre Justificação e perdão. Na Justificação, ele é colocado no caminho de Deus, no reino de Deus, ele é transplantado do reino das trevas para o reino da luz, e isso aconteceu já no passado quando ele aceitou a Cristo, e acontece uma vez só. Mas o perdão, ele necessita todos os dias, a todo momento. E isso é uma indicação da sua dependência contínua de Deus para ser o homem vitorioso.

Temos nós duas naturezas? O apóstolo Paulo diz que isso é impossível. "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus". (Rom. 6:22). De que somos constituídos? Temos uma só natureza, e esta natureza é transformada. Portanto, o boa nova é de transformação e não de implantação de uma nova natureza. E o apóstolo no cap. 12, versículo 2 nos ensina de que modo somos transformados: "Transformai-vos pela renovação da vossa mente".

Quando a nossa mente é transformada pela Palavra de Deus, então, toda a natureza é subjugada e transformada paulatinamente. Portanto, a nossa mente que antes era carnal, agora é renovada pelo Espírito Santo, a vida espiritual que estava morta é ressuscitada, nós somos renovados para a vida espiritual; e então nos tornamos filhos de Deus.

Mas eu estou ansioso para apresentar o capítulo 8, mesmo que em forma resumida – O homem que é fraco, porém é mais do que vencedor. O capítulo 7 não é um quadro do cristão em desespero; pois à luz do capítulo 8, o cristão é exatamente o contrário daquilo que acontece no capítulo 7. A declaração que ele faz (7:24): "Desventurado homem que sou!" não corresponde ao cristão que diz: "Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor" (Sal. 112:12); "Bem-aventurado o homem que (. . .) não se detém no caminho dos pecadores" (Sal. 1:1). Ele diz: "Bem-aventurado"; ele não diz: "Desgraçado que sou! Não tenho salvação, não sei onde consegui-la". Não, pelo contrário.

Conheci um pastor bem intencionado, mas teologicamente mal orientado que cumprimentava os seus membros dizendo: "Bom dia, amigo e irmão desgraçado!" "Até logo, seu desgraçado!" Então, ele justificava a sua atitude com as palavras de Rom. 7:24, chamando a todos os seus membros de desgraçados. Veja a que ponto pode chegar uma falsa interpretação das Escrituras. O capítulo 7 e 8 são exatamente o oposto e o cristão não pode ter duas experiências contrárias ao mesmo tempo. Um deles está apenas convencido; o outro está convertido. Um está preso; o outro está liberto. Os cristãos não são desgraçados; eles são bem-aventurados.

Mas, passemos então ao capítulo 8:1: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." A palavra "pois" é uma conexão com o capítulo 5:1: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo". Ele continua este grande e magno assunto – a Segurança da Salvação – assunto que foi interrompido nos cap. 6 e 7, para responder a duas objeções, sobre a graça, primeiramente, e depois sobre a lei.

Ele agora afirma a sua proposição segundo o seu costume, segundo o seu método. A proposição é lançada para retomar o pensamento anterior do capítulo 5. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." E ele passa, então, a provar aquilo que está dizendo, apresentando SETE ARGUMENTOS para provar a sua tese de que não há condenação, mas segurança de salvação. Esta é a sua proposição nesse grande clímax: "Não há condenação para os que estão em Cristo!" ou, colocado em forma positiva: "Há segurança de salvação em Cristo Jesus!"

Certa vez um protestante perguntou a um jovem adventista: "Você tem certeza de salvação?" Ele disse: "Bem, eu estou tentando, eu estou me esforçando; e se algum dia, Deus achar que eu tenho merecimento, eu vou me salvar, eu vou entrar no Céu." Disse o protestante: "Mas como? Vocês guardam o sábado, devolvem o dízimo, evitam os lugares mundanos; vocês praticam assistência social, tem escolas, universidades, assistem à igreja, lêem a Bíblia, fazem oração, e ainda não têm certeza de salvação?" Há três erros aqui: 1º erro: Não ter certeza; 2º erro: Julgar que isso poderia ser pelas obras; 3º erro: Jactância do interlucutor.

Mas o apóstolo Paulo nos dá a segurança de que nós podemos ter certeza. Portanto, vamos considerar os Sete Grandes Argumentos da Segurança da Salvação. E ao apresentá-los, ele reúne todos os temas apresentados desde o início da epístola aos Romanos e ajunta-os num grande clímax. Portanto, não se admire, se você encontrar os mesmos assuntos, mas agora colocados em palavras extraordinárias e tão impressionantes, que este se tornou famoso como um dos mais belos capítulos da própria Bíblia.

1) Primeiro argumento: A SALVAÇÃO É CERTA, PORQUE TEMOS O PODER DO ESPÍRITO

Lendo o versículo 2, temos esta declaração, o 1º argumento: "Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte." O que significam estas palavras? Quais são estas duas leis? A lei do Espírito é o princípio através do qual o Espírito de Cristo nos liberta. Aqui temos o poder libertador do Espírito Santo habitando na vida do cristão, a fim de capacitá-lo com poder e libertação. Ele é chamado de "Espírito de vida" porque Ele tem vida em Si mesmo e é também o Criador da vida, juntamente com Cristo. A salvação é garantida, não só pela libertação de Cristo na Cruz, mas também porque o Espírito nos liberta.

Mas qual é a libertação do Espírito Santo? Ele nos liberta da lei do pecado e da morte. O que significa esta "lei do pecado e da morte"? Alguns dizem que é a lei de Deus, a lei dos Dez mandamentos, porque é a lei que está relacionada ao pecado, porque "o pecado é a transgressão da lei", e porque ela condena ao pecado e gera a morte. E ainda se argumenta que Paulo está falando de justificação, e não de santificação. Entretanto, segundo o contexto do capítulo anterior, Paulo ainda tem em mente as últimas palavras de 7:25: "Com a mente, sou escravo da lei de Deus; mas segundo a carne, da lei do pecado." Paulo aqui faz um nítida distinção entre a lei de Deus e a lei do pecado; uma está na sua mente; a outra está na sua carne, ou nos seus membros (7:23). Em outras palavras, ele se refere à lei ou princípio da corrupção, ou tendência pecaminosa, ou "pendor da carne" que "dá para a morte" (8:6).

Embora Paulo use a palavra "porque", ele não está dando uma razão, mas uma prova da justificação. Ele não está dizendo: "Você foi justificado porque você foi santificado!" Não, porque você foi justificado por causa da sua fé na Cruz de Cristo. Em verdade, ele está dizendo: "Não há mais condenação, você está justificado, 'porque' agora você tem o Espírito Santo que opera a santificação, e serve de uma prova a mais para a segurança da salvação." De fato, sem justificação, não há santificação; mas a prova de que alguém foi justificado é "porque" ele foi santificado. A diferença é muito sutil, mas verdadeira.

A prova da Justificação é a Santificação. Um homem pode dizer que está justificado; mas como podemos saber se isto é verdade? Pela santificação operada pelo Espírito Santo. Foi o que Tiago enfatizou: Como você pode saber se a minha fé é verdadeira? Pelas obras. "Mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé." (Tia. 2:18).

Você já está justificado? Como você pode saber? Isso acontece pela fé. Você crê em Cristo e Deus o justifica. Mas o que acontece na sua vida, logo após a justificação e o perdão? Se a Cruz de Cristo o libertou da condenação judicial, agora, o Espírito Se revela experimentalmente, porque é Ele que o livra da "lei do pecado e da morte" que é a tendência da carne pecaminosa. Paulo confirma isso dizendo logo a seguir que o Espírito o livra do "pendor (inclinação, tendência) da carne" (8:6). Esta é a "lei do pecado e da morte" (7:25;8:2), da qual somos livres, e portanto, santificados, dia a dia.

Separamos justificação de santificação, didaticamente; mas estas realidades se encontram tão estreitamente ligadas que é impossível separá-las na vida do cristão: o judicial se revela imediatamente no experimental. No exato momento em que o homem aceita a Cristo, ele se torna um cristão, e o Espírito Santo passa a operar na sua vida imediatamente. A justificação é seguida pela santificação. A prova de que você foi justificado está no fato de que você foi igualmente santificado, separado, e liberto não só da pena do pecado, mas do seu poder. Você recebeu não só a justiça imputada na Justificação, mas também a justiça comunicada na Santificação. Então, o Espírito Santo Se manifesta para a libertação experimental, dando-nos poder para vencermos a tendência carnal. E isso nos dá segurança de salvação, porque é uma prova de que fomos aceitos por Deus.

De que modo isso foi feito? Por que podemos afirmar esta realidade? Versículo 3: "Porquanto" – ele dá agora uma razão, recapitulando e repetindo – "o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado."

Você compreende estas palavras? Estas são palavras difíceis; mas podem ser compreendidas. Ele está repetindo tudo que disse no capítulo 7. É impossível a lei santificar, é impossível a lei justificar. A lei porque estava "enferma" ou seja, impossibilitada "pela carne", era impossível que a lei nos ajudasse, nos salvasse, nos justificasse, nos santificasse, e muito menos, nos glorificasse.

Mas isso que era impossível à lei, Deus tornou possível; de que maneira? Enviando a Jesus Cristo "em semelhança de carne pecaminosa". Jesus Cristo foi enviado, assumiu a natureza humana, a fim de que pudesse morrer por nós, e em nosso lugar.

Mas há uma expressão difícil aqui. Diz ele: "e no tocante ao pecado". A outra versão (RC) diz: "pelo pecado condenou" Deus "o pecado na carne". Mas como? Parece confuso. O que significa isso: Deus "pelo pecado condenou o pecado"? Isso é um problema de tradução. A minha tradução (RA) diz: "no tocante ao pecado". É uma maneira de traduzir um pouco melhor, mas ainda não pode satisfazer o nosso desejo de compreensão.

Examinando o texto grego, vemos que esta expressão "pelo pecado" é um termo da Septuaginta, que era o Antigo Testamento traduzido do hebraico para o grego, a versão que o apóstolo Paulo usava; daí, ele retirou esta expressão que ele repete em muitos lugares nas suas epístolas, especialmente em Hebreus (10), onde ele repete esta expressão "pelo pecado" que significa "a oferta pelo pecado". Este era um hebraísmo já conhecido entre os eruditos judeus. Então agora as coisas se esclarecem.

Isso significa que Deus enviou a Jesus Cristo "como oferta pelo pecado" (versões LBLA, e NBLH), e por causa disso, Deus condenou os nossos pecados em Cristo – a ira de Deus caiu sobre Ele na Cruz do Calvário – para que fosse possível. O que é que foi possível? Qual o objetivo de todo esse sacrifício?

Versículo 4: "a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Qual o objetivo de tudo isso? A fim de que o homem pudesse praticar a "justiça da lei". Em outras palavras, Jesus Cristo morreu na Cruz, a fim de que o homem fosse salvo da penalidade da lei, e, logo a seguir, pudesse ver cumprida a justiça da mesma lei em sua própria vida, de tal modo que se antes ele andava segundo a carne, agora ele anda segundo o Espírito Santo.

Paulo está ampliando o que ele disse no v. 2. Desse modo, o v. 3 fala de Justificação pela morte de Cristo e o v. 4 fala de Santificação como um resultado da justificação alcançada pela morte do Salvador. Elas estão intimamente tão relacionadas que uma não pode existir sem a outra. Com efeito, não pode haver justificação sem santificação; e se não há santificação, tampouco aconteceu a justificação.

Portanto, não há mais condenação, porque nós fomos libertos das tendências pecaminosas pelo poder do Espírito Santo para não mais andarmos segundo as paixões pecaminosas da carne. E como um outro resultado, temos vida espiritual: "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida". (8:6).

Não há mais condenação, a salvação é segura. Certa vez os fariseus, homens arrogantes, encapsulados dentro de sua própria vaidade religiosa, cheios de justiça própria, eles encontraram uma desgraçada mulher em flagrante adultério. E eles, então, levaram aquela mulher para Jesus. Arrastaram-na atropeladamente diante da presença de Cristo. E ali estava uma mulher humilhada, tiranizada, coberta do opróbrio, a imagem vívida do desespero.

E eles, arrogantes, apresentaram diante de Jesus um dilema, apresentando a seguinte questão: "Esta mulher foi encontrada em flagrante adultério e a legislação ordena o apedrejamento sumário. Tu, Senhor, o que dizes?" (João 8:4,5). A narrativa nos conta que Jesus Se encurvou sobre o solo arenoso para escrever os pecados que iam no coração daqueles homens. E quando viram que os seus pecados eram ali radiografados, condenados saíram.

Mas – eu imagino – Jesus Cristo disse: "Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!"; posso imaginar aquela mulher que se encurvou, tremeu, o coração pulsou descompassadamente, esperando uma saraivada de pedras. Passaram-se os segundos, passaram-se os minutos, e ela ousou levantar a cabeça para ver os seus acusadores. Então, Jesus lhe disse: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? (...) Nem Eu tampouco (...) Vai e não peques mais.” Justiça imputada: "Eu não te condeno!", e justiça comunicada: "Vai, e não peques mais".

2) Segundo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA E SEGURA, PORQUE SOMOS FILHOS DE DEUS.

Versículo 14: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." E agora não temos mais aquele espírito de escravidão. Segundo Paulo, nós estávamos atemorizados, escravizados pelo pecado e atemorizados. Agora nós temos a adoção de filhos, agora nós clamamos: "Aba, Pai" (v. 15) com o coração cheio da alegria da salvação.

E agora um pequeno parênteses para dizer que o apóstolo Paulo no cap. 8 apresenta o seu grande clímax. Eu disse que quando ele escreve, ele faz como numa grande sinfonia musical em que muitos temas são lançados no início, depois ele desenvolve esses temas e então ele reúne a tudo e os apresenta num grande clímax. E o capítulo 8 é o grande clímax da certeza e segurança da salvação; e ele agora está apresentando o clímax. E ele diz que você é um filho de Deus; você não é mais escravo, você foi libertado, porque agora você é um filho de Deus, um filho do Rei do universo.

Cristo é o Filho legítimo de Deus, e, portanto, Ele possui a natureza divina; mas nós somos filhos adotados na família celestial. Mas filhos adotivos tem um grande significado, porque eles foram escolhidos dentre outros filhos que não foram escolhidos. Ele nos escolheu dentre outros filhos que andam na sua carne. Mas nós somos guiados pelo próprio Espírito Santo (v.14), o qual "testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (v. 16). Esta é a segurança da salvação. A convicção do Espírito de que somos filhos de Deus assegura a nossa certeza.

O problema dos cristãos quando pecam – e todos somos pecadores – o problema é que os cristãos estão esquecidos do seu novo "status". Qual é o "status"? O "status" de filho de Deus. Mas o cristão quando peca disse o apóstolo Pedro (2Ped. 1:9), ele está esquecido da libertação dos seus pecados. Não mais é um escravo, agora é um filho.

Há diferença, notou? O escravo e o filho. Disse Cristo: "O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:35, 36). Filhos de Deus, e se somos filhos, também somos herdeiros, "herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (v. 17), herdeiros das mansões eternas. Por que deveríamos duvidar de nossa salvação? Nossa filiação com Deus é uma garantia de que isto é um fato incontestável.

3) Terceiro argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE TEMOS A ESPERANÇA DA GLÓRIA

Verso 18: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós." Paulo tira este argumento do anterior. Ele já dissera no v. 17: "se somos filhos, ... seremos glorificados." Agora, ele amplia esse pensamento, apresentando a grande esperança dos cristãos. Os ímpios não tem certeza, porque não tem esperança. Paulo disse no cap. 5:2, que nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus, ou seja, queremos ver a Deus em Sua glória. Mas agora, ele amplia essa ideia, e declara a grande esperança cristã de sermos nós mesmos glorificados.

A própria criação, diz Paulo, está expectante, aguardando "a revelação dos filhos de Deus", porque a criação tem a esperança de ser "redimida do cativeiro da corrupção" (21). No presente, a criação sofre, "geme e suporta angústias até agora". Paulo já antecipara o sofrimento dos filhos de Deus (v. 17), mas então, ele declara que juntamente com a criação, nós gememos também, "em nosso íntimo". Esta é a realidade de cada cristão: todos temos uma natureza pecaminosa, e, embora tenhamos as primícias do Espírito" (v. 23), temos os frutos do Espírito (Gál. 5:22-23), temos o poder libertador do Espírito Santo, sentimos as insinuações do pecado em nossa carne.

E como um resultado, temos de enfrentar um grande embate, um conflito interior porque há duas tendências, há dois princípios lutando dentro de nós, num conflito angustiante, num processo de toda a nossa vida aqui nesse mundo. Entretanto, esta angústia e este sofrimento faz-nos ainda mais ansiosos e mais expectantes, "aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo", a transformação do que é mortal, para experimentar a imortalidade e santidade pelos séculos infindos.

Nós ainda estamos em um mundo de sofrimento e de muita dor. Pode ser que você mesmo esteja passando por uma fase difícil em sua vida agora. Pode ser que você esteja afligido por tantas lutas e angústias. Pode ser que você esteja lutando com um pecado que o persegue, em muitas tentações. Você se sente assediado, tenazmente, pelo pecado? Sente que você é fraco? Mas você não deve desanimar, porque a mensagem de Paulo é de que somos de fato fracos, mas podemos ser vencedores. Há uma grande esperança de glória à nossa frente. E a grande consolação do apóstolo é de que não há comparação: o eterno peso da glória é infinitamente maior do que sequer podemos imaginar, para que fiquemos abatidos com sofrimentos do tempo presente (v.18).

4) Quarto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE O ESPÍRITO INTERCEDE POR NÓS

Veja aqui o verso 26: "Também o Espírito Santo, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis."

O Espírito Santo intercede por nós. Observe que no início do processo da salvação o Espírito Santo nos convencia de que éramos pecadores. Disse Cristo que o Espírito da verdade "convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). Mas este Espírito que antes nos condenava, mostrava o nosso pecado, dizia que nós estávamos perdidos, que nós iríamos para o inferno se nós continuássemos assim nessa situação de perdidos, este mesmo Espírito agora intercede por nós. Espírito de amor que fez este trabalho num processo para alcançar-nos, para salvar-nos, este Espírito que tem amor por nós.

Muitas vezes fico pensando quando alguns cristãos começam a pensar sobre o Espírito Santo, já ficam um pouco sem jeito, às vezes ficam um pouco preocupados porque Ele está relacionado com o pecado imperdoável, e então, dizem: "Será que eu já cometi este pecado contra o Espírito Santo?" Mas enquanto você tiver no seu coração o desejo de alcançar o Céu e de se salvar, o Espírito Santo ainda está atuando na sua consciência.

Mas você não deve temer o Espírito, porque Ele é uma das razões fundamentais através de Quem nós temos a certeza de salvação. O Espírito intercede por nós. Ele sabe, conhece a nossa fraqueza, sabe que às vezes em muitos aspectos nós falhamos, mas Ele Se achega a Deus e apresenta-nos diante de dEle, intercedendo por nós, e nos defende diante do Pai.

Não somos deixados a sós. Temos lutas, tentações, provas, privações, pecado, tentações; o Espírito Santo Se aproxima de nós, traz o amor de Deus, derrama o amor de Deus sobre nós. Ele nos vivifica, Ele nos anima, Ele nos fortalece, dando-nos o amor, a alegria da salvação.

O apóstolo Paulo agora chega a um dos grandes, magnos argumentos pelo qual você pode ter a certeza da salvação. Sabe qual é?

5) Quinto argumento. A SALVAÇÃO É SEGURA PORQUE DEUS NOS PREDESTINOU

Versículo 28: "Sabemos" – isso é certo e seguro, nós sabemos, não estamos na ignorância – "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." V. 30: "E aos que predestinou, a esses também chamou."

É a predestinação. Deus tem o propósito de nos salvar. Será que falhará o Seu propósito? Pelo Seu propósito de nos salvar, Ele nos chamou, e então nos predestinou para a salvação.

Mas o que significa realmente a PREDESTINAÇÃO BÍBLICA?

Muitas pessoas ensinam, especialmente os calvinistas que há uma predestinação absoluta: Deus toma certas pessoas para a perdição e toma outras pessoas para a salvação, de modo que se você estiver naquele grupo de perdidos, você não pode se salvar mesmo que queira vir aqui à igreja, mesmo que se esforce por guardar a lei de Deus, mesmo que você guarde o sábado, entregue os dízimos, você aceite a Jesus como seu Salvador – não importa – fatalmente você vai se perder. Enquanto que no outro grupo de pessoas predestinadas, se ele está predestinado para a salvação, não importa se ele é um grande pecador, e se ele continua nisso – não importa – finalmente Deus vai salvá-lo. Isto está completamente equivocado. A Bíblia não ensina a predestinação absoluta.

O que é que a Bíblia ensina? Eu disse que o apóstolo Paulo já tratou desse tema, e estamos apenas recapitulando. E qual é o ponto que ele menciona? Ele disse o seguinte: só há duas classes de pessoas neste mundo – uma classe de pessoas que estão "em Adão" e outra classe de pessoas que está "em Cristo". Quando nós estamos "unidos a Adão", nós estamos correndo para a perdição; mas quando nós, no meio do caminho, nos voltamos e nos "unimos a Jesus Cristo", nós estamos predestinados para a salvação.

Por isso é certo, é segura a salvação porque Deus nos predestinou em Cristo, em Cristo nos escolheu, em Cristo nos justificou, em Cristo nos santifica; finalmente, em Cristo nos glorificará. E há um aspecto que o versículo 30 nos apresenta em que Ele já nos glorificou. Portanto, o ensino de Paulo é de que todos os homens que estão "em Cristo" são predestinados para a salvação. Ninguém é predestinado para a perdição. Se alguém se perder, isto será porque decidiu permanecer no seu estado de pecado e perdição, por livre e espontânea vontade.

6) Sexto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, É CERTA PORQUE DEUS ARRISCOU TUDO POR NÓS

Versículos 32-34: "Aquele que não poupou o seu próprio filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará: É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à destra de Deus e também intercede por nós."

Deus já arriscou tudo por nós. Este é um dos maiores argumentos. E sempre o maior argumento está em torno da Cruz. O maior argumento se fundamenta, se baseia no fato de que Deus enviou a Jesus Cristo para morrer por nós.

Portanto, quando você está sendo acusado pela consciência, tiranizado pelo remorso, olhe para a Cruz. Esta é a garantia absoluta de que Ele levará ao fim todas as coisas que Ele já começou. É inconcebível que este Deus que é Eterno, é Imutável, é Todo-Poderoso, é inconcebível que este Deus devesse entregar o Seu próprio filho para a morte, e então permitir que alguma coisa abalasse os fundamentos da salvação. Não só temos o caráter, a palavra e o plano de Deus – temos também a Cruz.

Se Jesus já foi entregue por nós, e se isso foi a coisa mais difícil, e se isso provocou um grande sofrimento para Deus, se como sabemos Ele relutou ao entregar o Seu Único Filho para morrer por nós, se isto, de fato, foi a coisa mais penosa para o nosso grande Deus – a dádiva de Seu próprio Filho – como conseqüentemente, Ele não nos dará graciosamente as coisas que lhe são milhões de vezes mais fáceis? Porque daqui, o que parte da Cruz, é tudo mais fácil, é tudo garantido, é tudo certo, é tudo absoluto.

7) Sétimo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA POR CAUSA DO AMOR INALIENÁVEL DE DEUS

O amor de Deus que está em Cristo é exorbitado, infinito e inalienável. Vs. 35 e 37. Aqui está o argumento: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? ...Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou."

Aqui está o homem que é fraco. O versículo 26 disse que nós temos tanta fraqueza que nem sabemos orar como convém. Nós somos fracos – somos fracos em oração, somos fracos em conhecimento, somos fracos em poder, somos fracos em muitos aspectos especialmente na nossa natureza pecaminosa. Mas embora fracos, aqui está o homem que é fraco, mas é mais do que vitorioso, é mais do que vencedor.

A palavra vitória é uma palavra pequena para descrever aquilo que acontece com os cristãos, genuinamente cristãos, aqueles que são justificados e têm o Espírito Santo. Não existe no universo infinito uma só circunstância invencível, uma só situação que não possamos vencer em Cristo Jesus.

Por quê? O que ele diz? Nada poderá nos separar do amor de Deus, ninguém nos poderá separar do amor de Deus, nenhuma situação, porque somos mais do que vencedores através de Jesus Cristo, quem nos amou. É a máxima garantia. Não só a grandeza, a sabedoria, a onipotência, a imutabilidade de Deus; temos também o Seu amor através do qual podemos vencer todas as circunstâncias do Universo. Temos o amor de Deus: um amor incomparável, exorbitado, eterno e inalienável.

Pense nas piores coisas que houver nessa existência de pecado. Pense na pior coisa que pode haver: a morte. Não há nenhuma circunstância que nos separe do amor de Deus. Versículo 38: "Porque eu estou bem certo" – aqui é o grande clímax: Por que a nossa salvação está garantida? Por que podemos nos gloriar na segurança da salvação? Paulo está para dizer agora o máximo de tudo o que ele já disse até aqui: Vs. 38 e 39: "Porque eu estou bem certo – isso é seguro, isso é infalível – de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Depois da Segunda Guerra Mundial uma jovem professora adventista foi para a Europa a fim de lecionar para um número de 40 meninos. Eram meninos, eram crianças cheias de vida, de muita energia, que davam muito trabalho para a professora, muita desordem. Mas ela notou que havia um menino na sua classe que era diferente, bem diferente.

Ah, ele gostava de brincar. Ele era um menino também alegre e cheio de vida. Mas quando havia lá uma briga, ele não estava nela, apenas como pacificador. E quando a professora precisava de alguém para limpar a sala, ele dizia: "– Professora, eu posso ajudar?" E quando ela dava as tarefas, ele era o primeiro a entregá-las, não porque ele era o mais inteligente, mas por causa de sua boa vontade extraordinária.

E um dia, ela chamou o seu aluno favorito, chamado Joãozinho. Disse: "– Joãozinho, você pode ficar até o final da aula? Preciso falar com você." "– Pois não, professora" – ele disse. Então, quando terminou a aula, ele se apresentou e disse: "– O que é professora? Eu estou às suas ordens." E a professora disse: "– Joãozinho, eu tenho notado que você é diferente dos outros meninos que aqui estão. E eu tenho pensado que você tem um pai e uma mãe maravilhosos que ensinam tantas coisas boas para você ser assim um menino tão especial. E eu tenho o desejo no meu coração de conhecer a sua mamãe. Você me leva para a sua casa para conhecer a sua mamãe?"

Ela notou que o menino ficou um pouco perturbado, um pouco sentido com essas palavras. E ele ficou cabisbaixo, em silêncio. E ela ficou um pouco preocupada. "– Será que ele é muito pobre, e ele está agora envergonhado de que eu vá para ver os seus pais?" Então ela continuou o assunto e disse: "– Joãozinho, se eu não posso ir até a sua casa, quem sabe você traz a sua mãe para cá?"

E então ela notou uma lágrima correndo dos seus olhos pelo rosto, na sua face. Mas ela continuou o assunto, e disse: "– Joãozinho, desculpe-me. Se a sua mãe não pode vir, quem sabe ela está doente. Traga o seu pai, eu gostaria de conhecer o seu pai." O menino agora chorando copiosamente, disse: "– Professora, eu sinto muito. Mas eu não posso trazer nem o meu pai e nem a minha mãe, porque ambos morreram; por isso que eu não posso trazê-los."

A professora sentiu por ter entrado no assunto, mas como já havia tocado nele, animou o menino a contar a sua história. E ele disse com lágrimas, continuou contando que ele morava em um palácio. Morava num palácio porque era filho de um pai que era um rei. Mas um dia a guerra com todas as coisas horríveis que traz, também entrou no seu pequeno país. E lá os soldados estrangeiros entraram no palácio e aprisionaram o seu papai e a sua mamãe.

Ele viu quando os soldados o mandaram marchar para a entrada. Viu os soldados apontando suas armas para o papai e para a sua mamãe. E ele correu atrás, sem saber o que fazer, sem saber o que ia acontecer. Eles andaram certa distância quando o seu pai falou uma coisa com o capitão, o comandante daquele batalhão, daquele exército, daqueles soldados; e então o seu pai, ele o ouviu dizer: "– Capitão, eu sei o que vai acontecer comigo, mas eu gostaria de despedir-me do meu filho. Deixe-me despedir-me do meu filho. Me dá apenas cinco minutos." E o capitão, mesmo que fosse um homem tão grosseiro, tão duro pelo rigor da guerra, então permitiu esses cinco minutos.

"– Então, disse Joãozinho, minha mãe quando ouviu a permissão do capitão, veio correndo e chorando e me abraçou. E daí, professora, o meu pai chegou, se colocou diante de mim na posição de sentido. E eu me coloquei na posição de sentido, como ele me ensinara. E ele fez continência para mim e eu continência para ele. E então, ele se ajoelhou diante de mim e disse: '– Joãozinho, nós sabemos o que vai acontecer conosco, comigo e com a sua mãe. Mas possivelmente eles não terão algum interesse numa criança. Mas Joãozinho, você precisa ser homem, você precisa ser forte. Eu gostaria que você se lembrasse de que o seu pai é um rei, e nunca se esquecesse que você é filho de um rei. Você deve sempre se comportar como filho de um rei.'
"– Professora, os soldados então deram um sinal para o meu pai voltar à fila. Ele continuou a sua marcha, e eu correndo atrás para ver o que ia acontecer.
"– Professora, eu vi que o capitão mandou que eles parassem. Vi que os soldados levantaram as suas armas. Professora, eu ouvi os tiros.
"– Professora, eu vi quando meu pai caiu, e a minha mãe caiu.
"– Professora, eu sofri muito, mas achei muitas pessoas que me ajudaram.
"– Professora, a senhora não sabe por que eu sou diferente? Eu sou diferente porque eu sou filho de um rei. Eu quero sempre me comportar como filho de um rei."

Há alguém aqui que gostaria de confirmar o seu voto a Deus de que é filho de um Rei? Não somente um rei de um pequeno país lá na Europa, mas do Rei dos reis, o Senhor dos senhores.

Você gostaria de dizer: "– Senhor, eu creio na Tua salvação. Eu tenho certeza porque não é pelo que eu faço, mas pelo que Jesus Cristo fez por mim. E eu quero me entregar novamente, entregar os meus membros, o meu corpo, os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés como instrumentos de justiça para servir a Deus."

A mensagem de Romanos ficará para sempre em sua memória, de que há segurança nesta salvação. Nunca mais você esquecerá que só em Cristo há segurança. Como disse o grande pregador Moody: "Quando eu olho para mim mesmo, eu não sei como posso me salvar; mas quando olho para Jesus, eu não sei como posso me perder."

Que tempo já faz que falaste com Deus
Contando os segredos da alma?
Que tempo já faz que oraste ao Senhor
E de joelhos ouviste Sua voz?

Que tempo já faz que ajoelhaste a sós
E oraste ao teu Deus lá do Céu?
Que tempo já faz que o teu coração
Se apega aos pecados teus?
- [HASD Nº 425 – Que Tempo Já Faz?]

Você gostaria de se entregar inteiramente a Jesus Cristo neste momento? Se você está sentindo o Espírito Santo a lhe chamar, então diga a Deus: "Senhor, eu tenho certeza da Tua salvação. Eu creio plenamente em Jesus, meu Salvador; e quero me comportar como um filho de Deus, o filho do Rei dos reis."

PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.