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quarta-feira, 6 de maio de 2015

A Terceira Palavra De Jesus Na Cruz


"O texto para a mensagem de hoje encontra-se em João 19:26 e 27: "Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo recebeu Maria em sua casa."


A terceira palavra de Jesus na cruz revela que vida cristã não é somente ir à igreja, ler a Bíblia, fazer oração, e fazer trabalho missionário. Vida cristã é também o cumprimento fiel dos deveres desta vida com a nossa família e com a sociedade.


Cristo cumpriu Seu papel de Filho neste mundo. Ele não foi embora sem assegurar o futuro de Sua mãe. Ele não morreu sem antes ter a certeza de que alguém iria substituí-Lo nas Suas responsabilidades de filho.


O texto bíblico diz que perto da cruz estavam Sua mãe Maria e João, o discípulo que Ele amava. É interessante notar que as duas únicas pessoas, mencionadas por nome na Bíblia, que acompanharam Jesus até o fim, foram a Sua mãe, uma mulher que viveu uma vida de comunhão extraordinária e maravilhosa com o Filho, e João, alguém que sem ter um vínculo familiar, desenvolveu também um companheirismo muito especial com Jesus.


Vamos imaginar um pouco a situação de Maria. Imaginem essa jovenzinha recebendo a visita do anjo anunciando-lhe que ficaria grávida, e que abrigaria em seu ventre o fruto do Espírito Santo. Imaginem seu desespero ao querer que o anjo entendesse que ela não teria como explicar ao mundo essa gravidez estranha. As coisas naquele tempo eram como hoje. Imaginem se hoje alguém aparecesse dizendo que está grávida do Espírito Santo!


Mas Deus tem Seus planos maravilhosos e eles, quase sempre, vão contra tudo aquilo que o homem pensa. Ninguém é capaz de deter as grandes obras de Deus. Você pode até tentar driblar os planos divinos ou caçoar deles, mas Deus os realizará mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, com os homens ou sem eles. No caso de Maria, Deus cumpriu Seu plano.


Jesus cresceu sob o cuidado protetor de Sua mãe. Essa mãe cuidou muito bem de seu Filho e deu o melhor que pôde para ele. Ela sabia que esse Filho teria um fim triste, pois quando ela o levou para o templo pela primeira vez, Simão profetizou Seu fim.


Imagine agora, amigo, Maria olhando para Jesus que estava pendurado numa cruz junto com dois ladrões. Aquelas mãozinhas que a virgem Maria segurou, agora estão pregadas na cruz do Calvário e o sangue pinga lentamente dos furos que os pregos fizeram. Aqueles pezinhos que ela tantas vezes ensinou a andar nos caminhos de Deus, agora estão pregados lá na cruz do Calvário. Aquela fronte que ela beijou carinhosamente tantas vezes, agora estava alí, furada por uma coroa de espinhos. Ali estava a mãe acompanhando seu filho até o fim.


Todos tinham abandonado o Senhor. Seus discípulos tinham ido embora; a multidão caçoava dEle, os soldados riam de sua situação, os sacerdotes o acusavam, mas a mãe permanecia perto da cruz.


Queridos, o amor dos pais é um amor mal-compreendido. Esse amor nada espera. E porque talvez nada espera, nada cobra. É porém, geralmente, mal-compreendido.


Quero neste momento falar principalmente aos jovens.


Há coisas que vocês só entenderão no momento em que alguém colocar em suas mãos um pedacinho de ser humano e lhe disser: Esse é seu filho. Quando você tomar em seus braços esse ser, carne da sua carne, sangue do seu sangue, aí então, talvez, você entenda muita coisa que hoje você não compreende.


Outro dia recebi a visita de uma garotinha de 13 anos que estava querendo fugir de casa. Perguntei-lhe por que queria fazer isso. "-Para onde você irá?" Indaguei. E ela me respondeu: "-Não importa onde irei. Qualquer lugar vai ser melhor do que a minha casa. Meus pais não me compreendem, não acreditam em mim. Todos os pais acreditam em seus filhos, menos os meus. Eles não confiam em mim."


Pedi que ela me explicasse melhor o que estava dizendo. E ela disse que sábado à noite foi a uma festinha de aniversário de uma coleguinha e disse para os pais que chegaria às 11:00 da noite. Acontece que depois da festinha a turminha decidiu fazer outro programa e ir para outro lugar. E ela pensou: Vou? Não vou? E finalmente decidiu. Na idade dos 13, 14 anos, os amigos são mais importantes que qualquer coisa, não é assim que pensam os jovens? O que os amigos pensam a nosso respeito é muito mais importante do que Deus pensa de nós, do que os pais pensam de nós. Vivemos em função dos outros colegas.


Bem, não avisaram ao pai, não avisaram à mãe e todos foram para outro lugar. Ninguém sabia onde eles tinham ido.


O pai ligou às 11 da noite para a casa do aniversariante e alguém lhe disse: "-Ela já saiu." Então, o pai esperou até uma hora, duas horas da manhã e a filha não chegou. Três horas da manhã e a filha não apareceu. Quatro horas da manhã e nada! Quando ela chegou 4:30 da manhã, o pai e a mãe estavam na sala, andando de um lado para o outro, desesperados, sem saber mais o que fazer. E quando a garota abriu a porta, o pai quase gritando disse: "-Isto são horas de chegar? Por que você não me avisou?" A menina não saiu no domingo para outro compromisso que tinha com os amigos.


Agora, ali na minha frente, ela estava dizendo que ia embora, que qualquer lugar era melhor que seu lar porque seus pais não acreditavam nem confiavam nela. Todas as suas amiguinhas chegaram em casa e os pais estavam dormindo tranqüilos, porque "confiam nos filhos"; mas como os pais dela não confiam, estavam acordados até 4:30 da manhã!


Queridos, quer dizer que para que a filha saiba que o pai acredita nela, é preciso que o pai tenha um coração de pedra e esteja dormindo às 4:30 da manhã, enquanto sua filha está fora numa cidade como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, ou outra qualquer cidade do mundo por aí?


Você não acha que às vezes somos injustos com os pais? O pai geralmente sonha para si mesmo, mas quando nasce o filho, para de sonhar para si e começa a sonhar para ele.


Você não acha que às vezes somos injustos com os pais? Os pais deixam muitas vezes de fazer certas coisas que gostam para fazer coisas que os filhos gostam. As vezes passam por dificuldades porque querem dar o melhor para seus filhos: a melhor escola, a melhor roupa, o melhor calçado, o melhor alimento. E, queridos jovens, eles fazem tudo isso com muita alegria porque o sonho do pai é você.


Neste momento eu gostaria de dizer que se você tem um pai vivo, ou uma mãe viva, pegue um papel e uma caneta e escreva uma carta. Talvez a única coisa que seus pais esperam de você, é que você diga: "-Mãe, eu te amo!" Mais nada. Isso compensa tudo. Isso paga qualquer sacrifício. Os pais nunca estão esperando nada. Eles não o educaram para que quando você crescesse os sustentasse. Nenhum pai faz isso. Eles simplesmente serão felizes se você crescer e for feliz. Talvez tudo o que esperam é que você simplesmente diga: "-Pai, eu reconheço e te amo por isso. Obrigado!" E mais nada.


Voltemos os olhos ao Calvário. Ali, perto da cruz estava a mãe de Jesus. Do outro lado, o discípulo amado, o único que ficou perto de


Jesus até o fim.


Porque você acha que ele foi o único discípulo que não abandonou seu Mestre? Jesus teve doze discípulos. Os doze mantiveram comunhão com Jesus, só que onze deles se limitaram a uma comunhão quase formal: eram bons membros de igreja, viviam vidas maravilhosas de obediência, mas, era só!


João era diferente. Ele saía da mediocridade, da monotonia, da rotina. João não se contentava em apenas ser um bom membro de igreja ou cumprir o mínimo indispensável. João ia além. Não estava satisfeito se não encostava a cabeça no coração de Jesus. Ele tentava viver uma experiência pessoal, especial, diferente com o Mestre.


Conheço um pastor que sempre me intrigou. Não por algo ruim, mas por algo muito bom. Cada vez que o vejo me dá a impressão de que estou vendo o Senhor Jesus. Ele nunca foi Presidente de nada, nem sequer é pastor de alguma igreja grande. Nunca fez mestrado nem o enviaram para o estrangeiro. Ele é o típico pastor de uma igreja de interior. Já se aposentou depois de 40 anos de ministério!


Um dia, eu estava vivendo um momento muito difícil na minha vida, e precisava conversar com um pastor. Precisava abrir meu coração. E pensei: "-Aonde vou? Falo com quem? Procuro quem?" Há momentos em que um pastor também precisa de um pastor. Chegara o meu momento. A quem procurar?


De repente, por algum motivo, aquele pastor apareceu na minha mente. Conversamos meio dia e realmente não fiquei desapontado. Precisava ouvir o que aquele homem disse para mim, e de repente, depois de conversar, percebi que estava me afogando num copo de água. As palavras dele foram sábias. Evidentemente era um homem que tinha uma vida de comunhão maravilhosa com Deus.


Ao despedir-me dele, apertei sua mão e disse: "-Pastor, sempre notei algo especial em sua vida. Sabe porque eu vim falar com o senhor? Porque o senhor sempre me inspirou algo bonito. Perdoe-me o que vou lhe dizer: Mas cada vez que aperto a sua mão tenho a impressão que estou apertando a mão de Jesus. Eu acho que Jesus olhava do jeito que o senhor olha, que Jesus falava do jeito que o senhor fala. Agora me diga: Qual é o segredo? Por que o senhor é assim? O senhor foi pastor durante 40 anos. Se aposentou e não tem uma palavra de crítica para ninguém, não tem uma palavra de insatisfação, o senhor nunca se sentiu injustiçado. Qual é o segredo?"


E ele me disse: "-Não sei filho, não sei do que você está falando. Eu simplesmente sou assim." Eu continuei: "-Vou fazer-lhe outra pergunta: Quanto tempo o senhor passa cada dia em comunhão direta com Jesus?" Ele respondeu: "-Não sei, talvez 6 ou 7 horas. Por que?"


Ali estava o segredo da vida poderosa daquele homem.


João tinha descoberto esse segredo. Por isso, saiu da monotonia da comunhão distante, encostou a cabeça no coração de Jesus. E quando as provações chegaram, os onze bons membros de igreja foram embora. O único que permaneceu fiel até a morte foi o discípulo amado, aquele que saiu da rotina da vida.


E agora Jesus olha para João e Maria e diz: "-João, eis aí a tua mãe. Maria, eis aí o teu filho." Quero fechar os olhos com a certeza de que você, João, irá cuidar da minha mãe. Quando Jesus disse para João: eis aí a tua mãe, em outras palavras estava dizendo: "-João, por favor, ocupe meu lugar. Eu estou partindo. Faça o que Eu teria que fazer: cuide da minha mãe. Faça as minhas obras, faça a minha vontade. Ande nos meus caminhos, ande como Eu andaria, faça como Eu faria, viva como Eu viveria, tome o Meu lugar."


Querido, esse é o grande encargo de Jesus para nós hoje. "Filho, tome o meu lugar, fale as minhas palavras, realize os meus atos,


viva a minha vida."


Há um pintor que pintou o quadro de Maria, João e Cristo de uma maneira extraordinária. A cruz do Calvário ao fundo. Jesus está ali agonizando, praticamente já sem vida, as sombras da noite começaram a tomar conta do lugar e João, segurando Maria pela mão, leva-a consigo para cumprir o encargo que Jesus lhe deixou. Na outra mão de Maria há algo que ela guarda com muito cuidado. O que é isso? O pintor colocou na outra mão da Maria a coroa de espinhos que furou a fronte de Jesus. Aquele pintor deve ter imaginado aquele quadro, mas é justamente o que Jesus quer fazer por nós.


Queridos, Ele nos deixou uma missão: cuidar de tanta gente desesperada que vive neste mundo. O cumprimento da missão tem


resultados maravilhosos.


Conheço um pastor, colega meu no Peru. Ele tomou a missão em suas mãos e saiu visitando as prisões. Naquela ocasião, numa das prisões no Peru, estava preso um homem que o país inteiro queria ver morto. Tinha entrado uma noite na casa de uma família. Amarrou o marido e os filhos e na presença de todos eles, estuprou a mulher. Depois, matou a mulher, o marido e os filhos.


A polícia prendeu aquela fera humana. Em meu país existe a pena de morte. Quem mata dessa maneira só pode morrer. Esse homem foi condenado à morte. O país todo, a uma só voz gritava: "Esse homem tem que morrer. Ele não merece mais continuar vivendo." Acontece que os advogados deste criminoso apelaram. Apelaram para a Câmara de Deputados, para a Câmara de senadores, apelaram para o Presidente da República. Ninguém atendia à apelação. Os meses iam-se passando. Apelaram até para o Papa, tentando salvar a vida deste marginal. Mas o País todo, como um só homem, clamava: "Esse homem tem que morrer."


Nesse ínterim, meu colega, o pastor Iturrieta, cumprindo o mandato de Jesus: "Quem faz a um pequenino, está fazendo a mim," visitou as prisões e conheceu de perto este homem. Ele não queria saber de Jesus. Ele não queria saber de Deus. Ele não queria saber da Bíblia. Mas o pastor Iturrieta tinha um jeito especial de falar de Jesus e cativou o coração daquele marginal. Em pouco tempo, este homem reconheceu a perversidade de sua vida, reconheceu a imundícia de sua atitude, o horrendo ato que tinha cometido e caiu ajoelhado ao lado do pastor Iturrieta dizendo: "-Pastor, eu não posso mais corrigir o que fiz; eu não posso mais remediar nada. Como fui capaz de fazer algo assim?" De repente, Deus tirou de seus olhos uma venda e ele enxergou a malignidade do seu pecado. Ele se agarrou em Jesus Cristo, acreditou na salvação e entregou a sua vida a Ele.


O pastor Iturrieta pediu licença às autoridades para batizá-lo dentro da prisão. Foi manchete em todos os jornais peruanos. O famoso assassino foi batizado como membro da Igreja Adventista na prisão. Isso levantou polêmicas na televisão, nas rádios e nos jornais. Todo mundo começou a fazer foruns de discussão. Muitos diziam: "-Claro, agora está fazendo isso para tentar ganhar a opinião pública porque sabe que a morte está chegando para ele. Que conversão é essa, depois de tudo o que fez? Agora que não pode fugir, agora que a morte está chegando, isso não é conversão! A igreja não deveria se prestar a esse papel."


Finalmente chegou o dia da execução. Ele foi levado num barquinho a uma ilha. Só o acompanhavam os seis soldados que iam atirar nele. Cinco deles tinham balas de verdade. Um deles, bala de festim. Dessa maneira, cada soldado tinha a possibilidade de não ter sido ele quem matou, para poder ficar com a consciência tranqüila. Outra pessoa que acompanharia o processo de execução, era a autoridade judicial. E finalmente, o assistente espiritual, que neste caso era o pastor da Igreja Adventista. E ele conta a experiência.


Em sua última noite na prisão, aquele homem passou a noite toda cantando. Os outros presos diziam: "-Você não tem medo de morrer?" Ao que ele respondia: "-Não, não tenho medo de morrer. Eu mereço morrer. Eu só sinto porque minha morte não pode devolver a vida às pessoas que eu matei. Mas morro feliz porque de alguma maneira Jesus me encontrou aqui, me transformou e me perdoou. Amanhã vou morrer, mas ressuscitarei quando Cristo voltar. Vou para o momento final levando esperança em meu coração."


Às seis da manhã colocaram-no no barquinho e levaram-no para a ilha. Quando o sol estava saindo, amarraram-no num poste para ser fuzilado. Os soldados se colocaram a postos para atirar. Pediram para ele expressar seu último desejo. E ele disse: "-Tenho dois pedidos: Eu quero morrer sem vendas nos olhos e por favor, deixem-me cantar um hino. Quero morrer depois de cantar." As autoridades permitiram que ele cantasse.


Meu amigo, a morte de Cristo teve um propósito: Dar esperança ao desesperado, dizer a ele que nem tudo está perdido, que hoje é um novo dia para recomeçar, que hoje você pode estender a mão e segurar Seu braço poderoso.


Aquele homem o fez. Você o conhecerá um dia, quando Cristo voltar. Ele lhe contará como fechou os olhos sem medo da morte. Triste pelo que havia feito, mas feliz porque tinha conhecido a Jesus.


Ele cantou as duas primeiras estrofes, mas quando começou a cantar a última, foi fuzilado.


Eu gostaria de convidá-lo a aceitar Jesus como seu Salvador agora. Abra seu coração.

ORAÇÃO

Querido Pai, na cruz do Calvário, Jesus cumpriu Seu papel de filho, ensinando aos cristãos que cristianismo não é somente dedicar-se às coisas espirituais. O verdadeiro cristão cumpre com suas responsabilidades. Ele foi um bom filho até o fim e na cruz, confiou o cuidado de Sua mãe a um discípulo que viveu uma vida maravilhosa de comunhão com Ele. Hoje, Ele nos confia a mesma missão. Nos diz: "Filho, ocupa meu lugar. Fala as minhas palavras, vive a minha vida, faz as minhas obras. Aqui estão as pessoas recebendo a missão e dizendo: "Senhor, estou pronto a cumprir o Teu plano para a minha vida". Obrigado por isso, Pai. Em nome de Jesus. Amém.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A Segunda Palavra de Jesus Na Cruz


"O texto bíblico para a mensagem de hoje. Está em São Lucas 23:39-43: "E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje que estarás comigo no Paraíso."

Olhemos neste momento para a montanha solitária onde estão cravadas três cruzes. Jesus está no meio. Ao Seu lado, dois ladrões. O Mestre está pregando seu último sermão. Seu púlpito é uma cruz. Seu auditório, apenas duas pessoas: dois homens que nunca quiseram saber nada de Jesus, dois ladrões que rejeitaram muitas vezes o apelo divino e como conseqüência de seus erros, estão aí, pendurados na cruz, esperando a morte.

O primeiro ladrão olha para Jesus e diz: "Se tu és o filho de Deus salva-te e salva-nos." Ele sente que precisa de Jesus. Suspeita que Jesus pode fazer alguma coisa por ele. O problema deste homem é que não sente necessidade espiritual; ele é consciente apenas de sua necessidade física. "Estar pendurado aqui é horrível" - pensa. E logo suplica a Jesus: "Tu tens poder, tira-me daqui, livra-me." Ele não está preocupado em salvação. Ele não quer saber nada de vida eterna. Não está consciente de seu pecado, não está arrependido, não confessa. Ele somente quer alívio da difícil situação em que se encontra.

Este primeiro ladrão nos mostra a realidade de todos os tempos. Milhões e milhões de pessoas seguem a Jesus simplesmente por interesses terrenos. Porque Jesus pode curar ou arrumar um bom emprego, ou porque Ele pode tirar o filho da miséria em que está vivendo ou porque pode trazer o marido ou a mulher de volta. Muita gente não percebe as verdadeiras motivações que tem para seguir a Jesus.

Por que você acha que os movimentos religiosos que mais crescem neste mundo são os que prometem a cura imediata das enfermidades ou um emprego imediato, ou um aumento de salário imediato, ou qualquer outro tipo de solução imediata? Por quê? Este homem do relato bíblico nos apresenta as motivações ocultas que muitas vezes trazemos no coração.

Quero lhe fazer uma pergunta: Qual é a sua motivação para seguir a Jesus? O que você pretende? Está com um câncer e os médicos já lhe disseram que não tem remédio e você crê que talvez uma oração deste pastor pode curar seu mal? É essa a motivação que você tem para seguir a Jesus? Há muito tempo que não consegue emprego e você acha que uma oração feita aqui, talvez possa abrir as portas de um novo emprego? É essa sua motivação para seguir a Jesus?

Pense no raciocínio do primeiro homem na cruz: "Se Tu és o filho de Deus, salva-me. Porque se Tu me salvas, se me tiras da cruz, acreditarei que Tu és filho de Deus. Se Tu me curas saberei que Tu és o filho de Deus. Se Tu me dás um novo emprego saberei que Tu és o filho de Deus. Agora, se Tu não me curas, então qual é o mérito de Te seguir? Eu tenho interesse em Ti, Senhor Jesus, se Tu me tiras da cruz. Eu tenho interesse em Ti se Tu resolves meu problema." Gente sincera - você vê? - pessoas sinceras com motivações erradas. Quer dizer que desejar ser curado está errado? Claro que não. Peça a Deus um milagre. Não tenha medo de fazê-lo. Acredite no poder divino, mas não faça disso a motivação para seguir a Jesus.

O outro ladrão está morrendo, pregado na cruz. Gostaria de ver-se livre da situação, mas sua oração não é somente para sair da cruz. Ele entende que embora o seu problema imediato é estar pregado na cruz, há um problema mais profundo: Ele é um pobre ladrão. Ele percebe que em seu coração está a natureza pecaminosa que o empurrou a vida toda para o pecado. Ele não quer somente ser livrado da situação angustiante da cruz; quer ver-se livre da situação miserável do pecado. Por isso, repreende o seu colega e diz: Este não fez mal nenhum. Nós, com justiça, padecemos porque nós fizemos mal.

Aqui está o primeiro passo que você precisa dar se quer resolver seus problemas: reconheça sua situação, reconheça que seu problema não é apenas estar doente, mas viver separado de Deus; reconheça que seu problema não é apenas a falta de emprego. Seu verdadeiro problema é não ter dado a Jesus o primeiro lugar na sua vida.

O segundo ladrão percebe sua situação, ele reconhece o seu pecado, ele não o esconde, não se justifica, não explica, não argumenta, não joga a culpa nos outros. Ele simplesmente reconhece que sua vida passada esteve cheia de erros porque nasceu e viveu em pecado.

O ser humano de nosso tempo não gosta de aceitar a idéia de que nasceu em pecado e carrega a natureza pecaminosa. Quando peca, tenta explicar: Não, em realidade não era isso. Não é assim como eles dizem, é dessa outra forma. Não é bem isso, é assim.

Meu amigo, o pecado não precisa explicação. Se você quer ser curado do pecado, ele só precisa ser reconhecido. Por favor, não jogue a culpa nos outros: Ah, eu pequei porque estava muito sozinho, porque meu marido me abandonou ou porque minha mulher me abandonou ou porque o meu pai não me compreende; eu estou nas drogas porque ninguém gosta de mim; ou eu bebo porque a sociedade é injusta; ou, sou homossexual por isso; ou eu faço isso por aquilo.

Enquanto você estiver tentando explicar, você não deu o primeiro passo. Se você quer ser curado, verdadeiramente curado, transformado, verdadeiramente transformado, só tem que dar um passo: dizer como o ladrão na cruz: Este não fez nada, mas nós sim, nós merecemos porque nós somos ladrões, nós fizemos mal.

Pergunto: você já reconheceu qual é o seu problema? Talvez o seu problema não seja o dinheiro, não seja a saúde, nem o marido, nem a mulher, nem o filho, nem o pai. Talvez seu problema não seja o chefe, nem a inflação.

Talvez todas essas coisas sejam pretextos para esconder seu verdadeiro problema que tem raízes mais profundas.

Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e a aceitar, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente que apesar de dar este primeiro passo, sente que nada muda. Por quê?

Ao longo de minha vida tenho encontrado muita gente que sofre terrivelmente; e de alguma maneira, depois de tanto golpear-se na vida, reconhece que está errada, mas não dá o segundo passo que é clamar por ajuda. Que teria acontecido com o filho pródigo, se lá no chiqueiro dos porcos, tivesse reconhecido: "Eu estou aqui sofrendo porque fugi do meu pai. Sou um pecador perverso e mereço viver e morrer entre os porcos." Mas se tivesse ficado aí sem pedir ajuda seguramente teria morrido entre os porcos! Mas ele além de reconhecer sua situação, disse: Me levantarei e irei a meu pai. Mas assim mesmo os problemas não acabaram; eles só terminaram quando o jovem se levantou e foi.

Em algum momento temos que parar, reconhecer nossa situação e clamar pedindo ajuda. Fale aí em seu coração com Deus. Fale: "Senhor, o meu problema sou eu, o meu temperamento, o meu caráter, não tenho paciência, explodo por qualquer coisa. Não tenho sabido dominar meu temperamento. Este é meu problema. Meu problema não é meu patrão, nem que os outros tenham oportunidades; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado. Este é o meu problema. E eu não tenho forças para sair desta situação sozinho, preciso de Tua ajuda."

Há outro aspecto do texto que gostaria de ressaltar. Aquele segundo ladrão reconheceu Jesus como Rei. Ele disse: "Lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino." Não basta aceitar Jesus como Salvador. É preciso também aceitá-Lo como Rei, porque se você O aceitar apenas como Salvador, você estará aceitando unicamente o perdão. E recebendo apenas o perdão, você continuará dominado pelo pecado. E, compreenda isto, por favor: Quando Jesus o perdoa, não perdoa para você continuar derrotado. Quando Ele o perdoa, também o transforma para viver uma vida vitoriosa. Ele é soberano em nossa vida, vitorioso em nossa experiência.

Hoje, o mundo cristão está querendo simplesmente um Salvador; as pessoas parecem não aceitar a Jesus como Rei. O mundo cristão parece querer somente perdão; mas não está disposto a ajustar sua vida à vontade divina, não está querendo reconhecê-Lo como Rei.

Quando Jesus esteve nesta Terra tinha muita gente que O seguia porque curava e fazia milagres. Muita gente seguia o Jesus capaz de multiplicar pães e peixes. Já imaginou se nós tivéssemos um rei capaz de multiplicar pães e peixes, nunca passaríamos fome. Muita gente seguia a Jesus por motivos materiais. Muita gente acreditou no Senhor capaz de ressuscitar Lázaro. Já pensou termos um salvador como Jesus, que ressuscitasse nossos mortos?

Mas o segundo ladrão acreditou em quem? Em um Jesus moribundo, em um Jesus pregado, num Jesus que não fazia milagre nenhum. Suas mãos estavam pregadas, já não podiam curar ninguém. Seus pés estavam pregados, já não podia andar para fazer milagres. Já não podia ensinar porque Seus discípulos O tinham abandonado. Estava na agonia, clamando por um pouco de água. Caçoado, açoitado com uma coroa de espinhos na Sua fronte, agonizante. E aquele ladrão foi capaz de acreditar num Jesus assim, num Jesus que não lhe promete pão, nem peixe, que não lhe promete cura, nada. E o ladrão também não pede nada disso, embora precisasse disso tudo, ele simplesmente pede: Senhor, eu sei que esta vida está acabando para mim, mas eu tenho consciência de uma coisa. Esta vida não é tudo. Há algo além desta vida. O ladrão reconhece que nesta vida não acaba tudo. Quando Cristo voltar começará a verdadeira vida. Por isso ele disse: Lembra-te de mim quando vieres no Teu Reino.

Você já descobriu que esta vida não é tudo? Já entendeu que você não veio a este mundo só para trabalhar, trabalhar, fazer um pouco de dinheiro e gastar? Já entendeu que os 80 anos que vai viver nesta terra não é tudo? Já entendeu que Cristo está voltando e quando Ele voltar virá para estabelecer Seu Reino? Está você pronto para se encontrar com o Seu Rei? Você o aceitou como Salvador e também como Rei? Quais são as motivações que o levam a seguir a Jesus?

Vejam agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: "Em verdade, em verdade te digo. Estarás comigo no paraíso." Percebam queridos, o ladrão somente pede: Lembra-te de mim, nada mais. Mas Jesus lhe diz: Eu te prometo que estarás comigo no paraíso. Nunca mais estarás sozinho, nunca mais abandonado, rejeitado, nunca mais passarás fome, nunca mais um ser querido morrerá. Você estará comigo para sempre, por toda a eternidade.

Você se sente sozinho na vida? Ninguém neste mundo se lembra que você existe? Quer que Jesus se lembre de você? Pois bem, a promessa dEle é muito maior. Ele promete que o levará. Jesus está voltando e naquele dia você nunca mais estará sozinho. Habitará com Ele no Seu Reino celeste. Não haverá mais dor, nem tristeza, nem sofrimento, nem mais angústia, nem mais lágrimas. Você estará para sempre no Reino de Deus.

Está você com um câncer incurável? É possível que você vá descansar em Jesus dentro de poucos meses. Não tenha medo da morte. Olhe para o futuro com fé e descanse em paz. E diga: Senhor Jesus, eu sei que quando acordar e tu estiveres voltando pela segunda vez eu terei um lugar contigo para sempre no Reino dos céus. Não é maravilhosa esta promessa?

É muito fácil prometer cura. Mas Jesus Te promete muito mais do que cura. Ele promete vida eterna. O ladrão só pediu para ser lembrado e Jesus lhe dá a promessa do paraíso. Quando você vai sinceramente a Jesus, levado pelas motivações corretas, com certeza Ele poderá devolver-lhe a saúde; ele poderá dar-lhe um bom emprego; poderá juntar novamente a sua família; Ele tem poder para isso. Mas tudo vai depender das suas motivações. O que é que você está querendo quando segue a Jesus? São suas motivações mesquinhas, egoístas? São seus pedidos de oração somente para que Deus resolva seus problemas agora? ou você está disposto, como o ladrão, a dizer: "Senhor, eu não te peço que me tires da cruz, eu só te peço que te lembres de mim."

Termino a mensagem de hoje dizendo o seguinte: Jesus pregou Seu último sermão lá na cruz e teve dois ouvintes. Um deles buscou a Jesus apenas por motivos egoístas e não conseguiu enxergar a dimensão da bênção espiritual. Fechou seu coração e morreu sem esperança. O outro também queria ser libertado da cruz, mas isso era de menos. Ele enxergou a sua situação miserável de pecador. Ele clamou por perdão. Pediu salvação. Jesus não o tirou da cruz, não o libertou da morte. O ladrão morreu, mas morreu com esperança. E no Reino dos céus você poderá contemplar e conversar com este homem transformado.

Ao longo da história humana sempre houve estes dois tipos de pessoas. Aqueles que dizem "sim" e aqueles que dizem "não". Aqueles que conseguem enxergar o verdadeiro Reino de Deus e aqueles que simplesmente estão pensando em resolver os seus problemas imediatamente e não conseguem enxergar a vida futura. Em que lado está você? Quais são as suas motivações? Um dia quero ir ao Reino dos céus. Quero buscar a casa onde mora o homem que Jesus transformou na cruz. Quero bater à sua porta e dizer: Olá, você poderia me contar a história da cruz? Seguramente que ele dirá: Sim, entra, senta aí. Eu nunca me cansarei de contar aquela história. Aquele dia, na cruz, eu vi o Senhor Jesus agonizante. Sabia que Ele estava sofrendo por mim. Ele não tinha feito nada de mau. Eu sim, minha vida era uma miséria. Ele estava morrendo por mim. E eu consegui enxergar a dimensão do Seu amor. Clamei por Ele e pedi que se lembrasse de mim. E olha, Ele não somente se lembrou, mas me deu a vida eterna." E eu lhe direi: Que maravilha! Você teve a oportunidade de vê-Lo com seus olhos físicos, e de ouvir sua voz. Eu, na Terra, nunca tive a alegria de ver Jesus com os olhos físicos, mas pela fé também enxerguei minha miséria. Também entendi que Ele morreu por mim e O aceitei e Ele me salvou. E serei eternamente grato a Ele porque também me trouxe aqui.

Que grande dia será aquele. Jesus tem um lugar para você naquele Reino. É possível que nesta vida você não consiga tudo aquilo que materialmente você poderia conseguir. Mas Deus tem um lugar preparado para você, se você conseguir enxergar a verdadeira dimensão do amor divino.

Vou pedir a Deus que o ajude a tomar sua decisão.



ORAÇÃO

Querido Pai, louvado seja Teu nome pela salvação. Cria em nós a consciência de nossa verdadeira necessidade e ajuda-nos a correr aos Teus braços em busca da solução real para nossos problemas. Toca a vida de cada pessoa que está diposto a aceitar-Te. Em nome de Jesus. Amém.
 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Primeira Palavra de Jesus na Cruz


"O texto para esta mensagem encontra-se no evangelho segundo São Lucas 23:33 e 34: "Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes".


Esta é a primeira das sete últimas palavras que Jesus proferiu na cruz do Calvário. Imaginem comigo a cena: Três cruzes se projetam no horizonte. No meio está o Senhor Jesus; do lado direito uma ladrão e do lado esquerdo outro ladrão. Jesus morreu do jeito que sempre viveu. Veio a este mundo para buscar os pecadores. Viveu entre eles para poder alcançá-los, perdoá-los e transformá-los. E quando chegou a hora de morrer, morreu crucificado entre eles. E você pode vê-Lo aí, na hora da agonia.



Quando uma pessoa está para morrer, todos querem ouvir o que ele tem a falar. Jesus pronunciou sete palavras. A primeira, a quarta e a última palavras são orações que Ele dirige a Seu Pai. Ele ora, mantendo comunhão com Aquele de quem veio toda a Sua força para poder viver uma vida vitoriosa nesta terra. Ele começou Seu ministério em oração. E termina Seu ministério também em oração.



Meu amigo, ninguém pode sobreviver vitoriosamente nesta vida se não aprender a viver como Jesus. Dependendo constantemente do Pai, colocando a vida aos pés do Pai, recebendo a força do Pai.



Sabem por que Jesus viveu uma vida vitoriosa nesta Terra? Não porque era Deus. Quando Ele veio a esta Terra Ele fez um pacto com Seu Pai: não usaria Seus poderes divinos sem o consentimento do Pai. Então Ele aprendeu a viver uma vida dependente do Pai. Aí estava o segredo de Sua vitória. Sabe por que nós, às vezes, vivemos vidas derrotadas? Porque não aprendemos a depender do Pai como Jesus fazia.



"Pai" - disse Jesus na hora da morte. Tinha uma coroa de espinhos furando o Seu rosto, mas isso não O impedia de enxergar o amor de Seu Pai. Suas mãos estavam pregadas numa cruz, não podiam mais curar pessoas, mas Ele podia orar. Seus pés não podiam mais andar para alcançar o pecador. Mas isso não O impedia de orar. Seus discípulos O tinham abandonado. Ele não podia mais ensinar-lhes. Mas isso não impedia Jesus de orar.



Ah, queridos, às vezes, quando surgem dificuldades em nossa vida, quando perdemos o emprego ou quando um filho nosso sofre um acidente, o primeiro pensamento que nos assalta é o fato de que talvez Deus nos tenha abandonado. Talvez Deus tenha esquecido de nós. Jesus no meio do sofrimento, da dor, da agonia, da morte, perseguido, caçoado, insultado e sangrando, não permitiu que nada O impedisse de saber que Seu Pai O amava e que olhava para Ele.



Estou falando neste momento para alguém que está desempregado há muito tempo? Você é capaz de enxergar o rosto do Pai apesar de estar passando necessidade? Estou falando neste momento a alguém condenado à morte pela ciência médica? Sua enfermidade não tem mais remédio? Pergunto: Você é capaz de enxergar o rosto de Seu Pai apesar da ciência médica dizer que não há mais remédio para você? Os amigos o rejeitaram? Você foi traído pelas pessoas que mais amava? Todo mundo o abandonou? Sente-se solitário? E apesar disso tudo, é capaz de enxergar o rosto do Pai? Jesus o fez na cruz do Calvário. Sem amigos, abandonado pelos Seus discípulos, odiado pela multidão, castigado pelos soldados, acusado falsamente, crucificado injustamente, ferido, em agonia, era capaz de dizer: Pai, eu não Te vejo; está tudo escuro, mas sei que estás presente. Sei que estás aí. Somos capazes de fazer isto?



Pensemos agora num outro aspecto do texto bíblico. Na hora da agonia Jesus clama a Seu Pai, mas não o faz pedindo ajuda. Se você estivesse condenado à morte por alguma enfermidade, com certeza se ajoelharia para orar e pediria que Deus lhe devolvesse a saúde, não é verdade? Se você estivesse desempregado, oraria a Deus pedindo que lhe desse um novo emprego, não o faria? E se você estivesse na prisão, com certeza pediria que Deus lhe devolvesse a liberdade.



Mas aí estava Jesus cravado numa cruz. Sua primeira palavra podia ter sido: "Pai, tira-me daqui, liberta-me, acalma minha dor". Ou como Pedro quando estava se afundando: "Senhor, salva-me". Mas na hora da agonia Jesus não ora por Ele, ora pelos outros. E não é por Seus amigos ou por Seus familiares ou por cidadãos bons. Sabe por quem ora? Pelos Seus inimigos, por aquele que O esbofeteia, por aquele que prega Suas mãos, por aquele que cospe em Seu rosto, por aquele outro que coloca a coroa de espinhos em Sua fronte. Jesus ora pelos Seus inimigos e pede que Deus lhes perdoe.



Ah, meu amigo, na cruz do Calvário, Jesus vive o que pregou. No sermão do monte, Ele diz: "Perdoai os vossos inimigos". E na cruz Ele vive Sua mensagem. Sai da teologia, da beleza das palavras e entra na realidade do perdão, pratica o que pregou.



Pergunto: Você é capaz de orar pelos seus inimigos? Talvez, se você está vivendo bem, com um bom saldo no banco, com boa saúde, com toda a família unida. Nessas circunstâncias talvez você até se anime a orar pelos seus inimigos. Mas condenado à morte por um câncer, sem um centavo no bolso, com a família feita em pedaços e todo mundo contra você, seria capaz de orar pelos seus inimigos?



Estou falando neste momento a alguém que não é capaz de perdoar alguém que lhe fez mal no passado? Vou mencionar agora porque é necessário perdoar, embora perdoar não seja sempre fácil. Na cruz, Jesus estava sofrendo, o sangue levava Sua vida gota a gota. Abandonado, esquecido pelos amigos, caçoado e insultado pelos inimigos, carregando o pecado de toda a humanidade, Ele experimentava um sofrimento mental, físico e espiritual profundo. E se Ele abrigasse em Seu coração mágoa por aquilo que as pessoas estavam lhe fazendo, o seu sofrimento seria maior. Ao perdoar, Ele não somente estava praticando a teoria de Sua pregação, Ele estava também aliviando a Sua dor. Sabem por quê? Porque o perdão beneficia mais a quem perdoa do que aquele que é perdoado. É isto que você tem que colocar em sua mente. Se por algum motivo não é capaz de perdoar alguém que o traiu, que o machucou, fez algo que marcou terrivelmente sua vida. Se você estiver guardando rancor em seu coração, com certeza não tem paz, vive um inferno cada vez que vê aquela pessoa. Seu espírito se envenena. Você pode estar vivendo um momento feliz, mas quando aparece aquela pessoa, estraga tudo.



Mas você sabia que a outra pessoa não está nem ligando para o que você sente? O único que está sofrendo é você. Então, quando você perdoar, ele não ganha nada, mas você expulsa o veneno de sua vida. O veneno da mágoa não machuca nem um pouquinho seu inimigo, mas perturba a sua vida. O seu coração torna-se um depósito de lixo, porque a mágoa, o ódio, o rancor e o ressentimento, tudo isso é lixo. E quando você consegue olhar para o outro sem sentir mais mágoa, nem rancor, você se liberta. O maior beneficiado pelo perdão é a pessoa que oferece o perdão, não a que o recebe.



Uma família me convidou uma noite para jantar, mas na metade da ceia o pai me levou a um canto e disse:" Pastor, está vendo aquela garota bonita? É a minha filha mais velha. Está fora da igreja e não quer saber mais nada de Jesus. Ela nasceu num lar cristão. Levei-a para a igreja quando era nenezinha e a apresentei ao Senhor. Cresceu na igreja, era ativa, mas um dia alguém a acusou injustamente. Ela nunca fez aquilo de que foi acusada. Mas o pastor não entendeu suas explicações e a disciplinaram. O pastor não dialogou com ela, não ouviu o que ela tinha pra dizer. Simplesmente a disciplinaram. Então ela disse: Pai, eu não fiz nada e me disciplinaram. Nunca vou perdoar esse pastor por ter feito isso comigo. Mas agora, já que fui disciplinada, vou fazer o que nunca fiz, pelo menos para que a disciplina seja justa".



"Então - disse aquele pai - minha filha começou a descer, descer, descer e não posso mais ver a minha filha machucando-se na vida. Ela tem feito coisas terríveis, mas eu sei que tudo isso é rancor e mágoa que ela guarda em seu coração. Pastor, por favor, fale com ela."



Tentei conversar, mas ela não quis ouvir muita coisa. Convidei-a para ir à igreja e ela apareceu lá, talvez por cortesia. Na hora do apelo a vi lutando e chorando sem poder responder ao apelo. O rancor e a mágoa eram muito grandes. Mas na sexta-feira, falei sobre o perdão e disse que a pessoa mais beneficiada com o perdão é a pessoa que perdoa, e não a perdoada. Olhando nos olhos dela, afirmei do púlpito: "Aquela pessoa que foi injusta com você não está mais aqui e nem sequer se lembra que você existe, mas de dia e de noite você está machucada e envenenada por aquele sentimento. O dia que você conseguir perdoar, finalmente se verá livre desse sentimento nocivo que não a deixa ser feliz.



E quando fiz o apelo, aquela garota se levantou e veio à frente, chorando. E suas lágrimas tiravam o lixo que guardava no coração. Por fim, podia dizer: Eu perdôo aquele homem. E o perdoou. E pediu para ser batizada novamente. Estava completamente livre da mágoa. O rancor saíra de seu coração. Era feliz.



Pergunto: Você já perdoou? Estou falando a alguém que não consegue perdoar o marido que a traiu, a mulher que o traiu, o pai que nunca o reconheceu como filho? Já perdoou o filho que jogou na lama o seu nome? O amigo que o traiu? É porventura o seu coração um depósito de lixo que só prejudica você?



O último pensamento do texto que quero analisar hoje é o resultado final da oração de Jesus. Ele orou pelos piores seres humanos que existiam, aqueles que O estavam matando e que não queriam saber nada com Ele. Você pensa que a oração de Jesus não foi respondida? Acompanhe-me esta noite a Jerusalém, 40 dias depois da morte de Jesus.



Pedro está pregando, e aqueles homens que crucificaram Jesus e que desde o ponto de vista humano nunca O aceitaram como Salvador, são tocados pelo Espírito Santo. A oração de Jesus na cruz por Seus inimigos é respondida. Ele orou por Seus inimigos e eles agora são transformados. Imagine aquele que colocou a coroa de espinhos na fronte de Jesus. Imagine-o correndo em direção a Pedro e dizendo:" Eu cravei a coroa na fronte de Jesus. Há perdão para mim?" E Pedro diz:" Arrependei-vos e batizai-vos e vossos pecados serão perdoados". Aquele que pregou as mãos de Jesus corre para Pedro e diz: Eu preguei as Suas mãos. Há perdão para mim? E Pedro diz: Se você está arrependido, há perdão. Aquele que cuspiu no rosto, corre e diz: Eu cuspi em Seu rosto. Há perdão para mim? E Pedro diz: Há sim, se você acreditar no poder salvador dEle. E naquele dia foram batizados 3 mil.



Quarenta dias antes estavam cuspindo em Seu rosto, pregando Suas mãos e Seus pés, insultando-O e xingando-O. Mas Jesus orou por eles e Deus respondeu à oração. Quarenta dias depois aqueles homens foram alcançados pelo evangelho salvador.



Estou pregando para alguém cujo marido ou esposa não quer saber nada de Jesus? Alguém cujo filho está se distanciando de Jesus? Tem você um amigo por quem já orou, orou, e ele continua indiferente com relação a Jesus? Continue orando. Ore pelos piores, ore por aqueles que na sua opinião não têm mais remédio. Se Deus respondeu à oração de Jesus, responderá a sua também e lhe entregará esse marido, essa mulher, esse filho, esse pai, esse amigo para Cristo. Ele o fará. Não perca o ânimo. Continue orando, continue suplicando, continue pedindo. Ele responderá a sua oração.



Minha mãe orou durante 34 anos pedindo que Deus transformasse o coração de meu Pai. (Mãe do Pastor Alejandro Búllon). Trinta e quatro anos orando por um homem que não queria saber nada de Jesus. E um dia, meu pai me escreveu um bilhete dizendo: "Filho, finalmente aceitei Jesus." E eu tive a alegria de batizar meu próprio pai.



Pergunto: Quanto tempo você está orando por seu filho? Quanto tempo você está orando para que Deus transforme o coração do seu marido? A minha mãe orou 34 anos. Há quanto tempo você está orando para que Deus transforme o coração daquele amigo?



Poderia você neste momento vir comigo à cruz do Calvário e dizer: "Senhor, foi por mim que entraste na agonia. Lá na cruz oraste por mim. Fui eu que te crucifiquei. Lá na cruz oraste por meu pai, por meu filho, por meu marido, por minha esposa. E se 40 dias depois 3 mil pessoas se entregaram a Ti, por que não podes transformar o coração daquela pessoa por quem estou orando?"



E se você sentir que na cruz do Calvário Jesus orou por você, se você quiser reconhecer a Jesus como seu Salvador, se quiser entregar-lhe a vida e aceitar a Palavra de Deus e o plano que Deus tem para a sua vida; se quiser unir-se um dia à Igreja de Deus nesta terra através do santo batismo, se quando Cristo voltar você quiser estar presente vou lhe pedir tome sua decisão agora.


ORAÇÃO


Querido Pai, há muita gente que abriu o coração a Ti esta manhã. Há muita gente que quer perdoar, que está orando por alguma pessoa especial e que precisa da Tua ajuda e de Teu poder. Por favor, vem e responde cada oração. Em nome de Jesus. Amém.



 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

#APaixãodeCristoÉVocê: A VOLTA DE JESUS


"Pr. Williams Costa Jr.: - Uma das maiores emoções da vida é rever amigos, parentes, pessoas queridas. A saudade é algo que machuca e é resultado da separação entre pessoas queridas. Na Palavra de Deus encontramos promessas maravilhosas de reencontro com nosso Salvador, Aquele que nos criou, que nos mantém e que deu a vida para nos salvar. Pastor Bullón, como podemos ter certeza de que Jesus Cristo vai voltar?

Pr. Alejandro Bullón: - Na palavra de Deus encontramos a grande e maravilhosa promessa da volta de Jesus, registrada no Evangelho de São João. Diz assim: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também." (S. João 14:1-3) Esta é uma promessa contundente. Hoje as pessoas se perguntam: Como é que o mundo vai acabar? Alguns acham que vai acabar pela explosão demográfica, ou seja, a produção de alimentos não será suficiente para tantas pessoas; acham que os homens vão comer-se uns aos outros e assim o mundo acabará. Outros acham que será a Terceira Guerra Mundial ou uma bomba atômica; há ainda quem ache que um meteorito gigante vai bater contra a Terra, enfim, cada um inventa sua teoria. Eu prefiro ficar com a Palavra de Deus que me diz que Jesus vai vir a este mundo para pôr um ponto final na história de dor, e sofrimento do ser humano e vem buscar Seus filhos para morar com Ele eternamente.

Pr. Costa Jr.: - Quando isso irá acontecer? Quando é que Jesus vai voltar?

Pr. Bullón: - Interessante que a Bíblia tem resposta para tudo. Aqui no Evangelho segundo São Mateus no capítulo 24 diz uma coisa muito bonita, veja: "Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas cousas, sabeis que está próximo, às portas." (S. Mateus 24:32 e 33) "Quando virdes todas essas coisas", que coisas? E aí, todo capítulo 24 de São Mateus fala de algumas coisas que estão acontecendo em nossos dias: violência, desamor, egoísmo, marginalidade, delinqüência, o mercantilismo da religião, profetas falsos que aparecem por aqui e por lá, guerras, rumores de guerras, terremotos, pestilência, fome.

Pr. Costa Jr.: - Quer dizer que todos estes fatos terminam sendo sinais de que Ele deve estar chegando?

Pr. Bullón: - Pelo menos Jesus diz assim: "- Quando vocês vêem que a figueira está mudando de folha, sabem que o verão está chegando; e quando vocês virem todos estes sinais, devem saber que Minha volta está próxima."

Pr. Costa Jr.: - A Palavra de Deus explica como Ele virá. Mas algumas pessoas contestam o modo de Sua vinda porque a lei da gravidade que diz todo corpo lançado no espaço é atraído para a Terra. A Bíblia diz que Jesus vai voltar no Céu, como se explica isso?

Pr. Bullón: - Primeiro eu vou ler o que a Bíblia diz em relação à volta de Cristo: "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas caírão ... Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória." (Mateus 24:29 e 30) Agora, algum incrédulo pode dizer: "Como é este negócio?! Como Ele virá? E a lei da gravidade, e isto, e aquilo?" Acontece que a volta de Cristo é um ato miraculoso. A Bíblia diz que quando Jesus esteve nesta terra, uma noite andou sobre as águas do mar. Isto é contra a lei da física que diz que se alguém fizer isso, afunda, mas Ele andou. Milagre não se compreende; não está limitado por leis físicas. Milagres têm que ser aceitos.

Pr. Costa Jr.: - É um fato sobrenatural.

Pr. Bullón: - Extrapola tudo que é natural. A volta de Cristo é um ato miraculoso, sobrenatural, não tem explicação humana, mas se Ele foi capaz de estabelecer as leis da física, se Ele foi capaz de quebrar essas leis andando sobre as águas do mar, não será capaz de vir nas nuvens do céu? Por que não?

Pr. Costa Jr.: - Outra pergunta freqüente dos telespectadores é o que vai acontecer quando Jesus voltar? Sendo este um evento miraculoso, que eventos fantásticos ocorrerão paralelos à volta de Jesus? O que realmente vai acontecer aqui na terra?

Pr. Bullón: - Acontecerão pelo menos três coisas: aqueles que viveram, nesta Terra, uma vida de comunhão com Jesus, (e eu, querido amigo, gostaria que você estivesse entre eles) farão o que diz Isaías 25:9: "Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos: na sua salvação exultaremos e nos alegraremos." Esta será a exclamação daqueles que hoje, vivem uma vida de comunhão com Deus. Quando Jesus voltar, levantarão os braços e dirão: "Glória a Deus, finalmente chegou o grande dia! Na terra, falávamos com Ele através da oração, acreditávamos Nele pela fé, mas agora podemos vê-Lo, está vindo, podemos abraçá-Lo". Que experiência maravilhosa! Por outro lado, o livro do Apocalipse retrata a situação daqueles que não quiseram aceitar a Jesus. Diz o seguinte: "As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assentada no trono, e da ira do Cordeiro."(Apocalipse 6:13-16) É um quadro completamente diferente. Enquanto uns abrem os braços para receberem a Jesus com alegria, outros escondem-se desesperados porque não podem suportar Sua presença. Não acreditaram Nele, perseguiram-No, caçoaram da fé, da religião e agora vêem que tudo é realidade: Jesus está voltando e eles têm medo de encontrarem-se com Ele.

Pr. Costa Jr.: - Essa sua descrição refere-se às pessoas vivas que tiveram ou não comunhão com Jesus. Mas e os mortos? O que vai acontecer com eles?

Pr. Bullón: - Isto é interessante. Não quero responder, mas sim, ver na Bíblia o que acontecerá com os que estiverem mortos, mas que em vida, acreditaram em Jesus, tiveram comunhão com Ele, mas infelizmente, morreram antes da Sua volta. Paulo diz em I Tessalonicenses 4:16: "Porquanto o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro".

Pr. Costa Jr.: - Que promessa!

Pr. Bullón: - Querido, eu tenho esperança de ver meu pai quando Cristo voltar. Dois meses antes de morrer, ele finalmente aceitou a Jesus. Eu tive a alegria de batizá-lo. Quando tive que retornar ao Brasil, tanto ele quanto eu sabíamos que ele iria morrer. Ao despedir-nos ele me abraçou e disse: "Filho, vá tranqüilo. Se alguma coisa acontecer quando você estiver longe, não precisa voltar. Quando Cristo retornar, porém, quero ver você." Essa é a esperança que eu tenho. Se você perdeu um ser querido, seu pai, sua mãe, um amigo, um filho e você acredita em Jesus, nem tudo está perdido. Seu filho não anda vagando por aí em forma de espírito, ele descansa em Cristo. E quando Cristo voltar, e o arcanjo fizer soar a trombeta, Jesus devolverá seu filho em seus braços e você poderá abraçá-lo e viver com ele eternamente.

Pr. Costa Jr.: - Amém. Que promessa! Normalmente quando vamos receber alguém que amamos, fazemos preparativos. Limpamos a casa, trocamos os lençóis, preparamos a comida e tudo com muito carinho. O amigo Jesus está voltando. Eu lhe pergunto, que preparação precisamos fazer para nos encontrarmos com esse Amigo?

Pr. Bullón: - Jesus dá a resposta em Mateus 24:42: "Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor." Sabe, nós como seres humanos não sabemos o dia e a hora da volta de Cristo, só Deus sabe. Portando, ao nos aproximarmos do ano 2000, não adianta fazer conjeturas. Deus não revelou o dia nem a hora de Sua volta. Agora, Ele nos alertou quanto a todos esses sinais que estão acontecendo, como: desequilíbrio ecológico, desamor, egoísmo, imoralidade, perversões, pestilências, mortes, exploração, luta do capital com o trabalho, para que saibamos de uma coisa: "Eu já estou para vir. Agora, como você não sabe o dia e a hora", diz Jesus, "deve vigiar e estar permanentemente preparado." Mesmo porquê, se Cristo não voltar agora, podemos morrer a qualquer momento. E se morrermos hoje, só ressuscitaremos quando Cristo voltar. Por isso temos que estar preparados. Mas preparados como? Vivendo uma vida de comunhão com Cristo. Mentalizando Jesus na vida: andando, trabalhando, viajando, comendo, vestindo, jogando bola. Em tudo que você fizer, Jesus tem que estar presente. Cristianismo, não é apenas ir à igreja, é viver uma vida de permanente companheirismo com Jesus. Quem viver esta experiência, não deve ter medo da volta de Jesus, porque ela será o encontro com esse Amigo maravilhoso.

Pr. Costa Jr.: - Quando eu era pequeno, às vezes meu pai viajava. Se eu fazia alguma coisa errada, sabia que provavelmente seria punido com algum castigo quando ele voltasse. Encontramos na vida, muitas pessoas que olham para o futuro com medo porque Jesus está voltando. Sabem que têm feito coisas erradas e quando ouvem falar que Jesus está vindo, ao invés de sentirem alegria, sentem medo. Pastor, o que fazer com o fato de sentir medo por Jesus estar voltando? O que o senhor diria a essas pessoas?

Pr. Bullón: - Sabe por que uma pessoa sente medo da volta de Jesus? Porque sente medo Dele aqui na terra também. O problema é que muitas vezes as religiões ensinam a ter medo de Deus: "Ah!" dizem, "Deus é o Santíssimo que está lá no trono, e nós somos indignos, miseráveis, pecadores". Só faltam dizer que temos que rastejar como vermes para chegar até Ele. Mas não é assim. Paulo disse: "Aproximemo-nos pois confiadamente do trono de nosso Pai"(Hebreus 4:16). Ele é meu Pai, Deus não é apenas meu Deus. Claro que é meu Deus, Criador, Rei, é Soberano na minha vida, mas acima de tudo Ele é meu Pai. E de um Pai querido, a gente não tem medo. Quando estamos tristes, ligamos para o Pai, quando temos vontade de chorar, choramos no ombro do Pai. Pelo menos, eu tenho tentado ser este tipo de pai para os meus filhos, e me sentiria muito triste se tivessem medo de mim. Deus sentete-Se triste quando Seus filhos, nesta terra, têm medo Dele. "Ah, tenho que me portar bem, senão Deus me castiga. Tenho que andar direito senão o juízo divino cai sobre mim!" Não! esse modo de servir a Cristo não faz sentido, porque o cristianismo, é um relacionamento de amor com Cristo. Então, quem vive uma experiência de amor com Jesus, não precisa temer Sua volta, porque ela será nada mais que o grande encontro corporal com esse Cristo maravilhoso que hoje vemos pela fé.

Pr. Costa Jr - Pastor, será que a esperança da volta de Jesus pode ser realidade para qualquer pessoa?

Pr. Bullón: - Depende do tipo de cristianismo que se vive. Se você, meu querido, vive um tipo de cristianismo institucional, que é aquele que, apenas pelo fato de pertencer a uma igreja e de freqüentá-la toda semana, você acha que é cristão, então a volta de Cristo não tem muita esperança pra você. Porque toda a sua fé está construída na igreja, na religião, na doutrina. Porém, se você acredita que está na igreja como resultado de uma coisa bonita que acontece todo dia em sua vida, como acordar de manhã e a primeira coisa que faz é pensar em Jesus, tomar banho com Jesus, tomar café da manhã com Jesus, sair para trabalhar com Jesus e à noite, voltar cansado, mas com Jesus, assim, em sua vida, Cristo não é um nome, não é uma teoria, Cristo é uma pessoa que vive diariamente ao seu lado. Então, se você fecha os olhos e diz: "Senhor, eu tenho saudades de Ti! Hoje eu posso ver-Te pelos olhos da fé, eu posso falar Contigo através da oração, mas não posso tocar-Te ou sentir-Te", finalmente quando Cristo voltar, aí sim, Ele lhe dará as boas vindas ao reino dos Céus, preparará uma mesa maravilhosa onde você sentará; Ele lhe dará a mão e lhe abraçará. Você poderá então, chorar todas as mágoas desta terra, pois, finalmente, o beijo do Pai, apagará todas as lembranças tristes de sua vida.

Pr. Costa Jr.: - É uma esperança maravilhosa! Peço a Deus que você se agarre na certeza desse encontro. Que seu coração se encha de esperança, porque Jesus está voltando para levar você para morar com Ele eternamente no lar celestial.

 

 

ORAÇÃO

Querido Pai, hoje vimos que a volta de Cristo é um fato. Ela acontecerá queiramos ou não, estejamos preparados ou não, Jesus voltará a esta Terra porque a Sua Palavra o disse. Eu Te suplico que respondas a oração de milhares de pessoas que neste momento abriram seu coração e disseram: "Oh, Senhor Jesus, eu quero me preparar para estar Contigo naquele dia." Especialmente aquelas pessoas que estão tristes porque perderam um ente querido, que neste momento, no coração deles, brilhe a esperança de que nem tudo está perdido. Quando Jesus voltar, devolverá a esses pais, seus filhos queridos que já descansam. Mas também quero Te suplicar agora, uma bênção muito, muito especial a todos que desejam renovar sua amizade Contigo e viver uma vida de comunhão. Ajude-os Pai, a desfrutar a alegria da Tua presença. Em nome de Jesus, amém.

 
 
 
 
 




quarta-feira, 8 de abril de 2015

#APaixãoDeCristoÉVocê: Ele ressuscitou por você

Por que Jesus morreu na cruz?
Se você respondeu “para me salvar!”, sua resposta está incompleta.
Em 1 João 4:9-10 temos a resposta: “Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos VIVER POR MEIO DELE.”
“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4:10).
Ele morreu para que pudéssemos viver por meio dEle!
Naquele domingo de Páscoa, a ressurreição de Jesus foi a confirmação do que Ele havia profetizado, pregado, vivido e realizado (como vimos no primeiro tema). Sua ressurreição relembrava que:
Sua morte na Cruz foi um ato de vitória.
Deus o Pai ficou satisfeito com o resultado do Seu penoso trabalho.
Aos doze anos ficou três dias longe dos pais, símbolo dos 3 dias que passou na tumba.
O santuário (Ele mesmo) seria destruído e reedificado em três dias.
As três ressurreições registradas na Bíblia foram realizadas por Jesus.
A morte, o pior inimigo, não poderia detê-lo.
Por isso, as Suas palavras são as mais poderosas que o mundo pode ouvir. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” (Jo 11:25, 26). Estudaremos sobre a ressurreição de Jesus e faremos um paralelo com as três ressurreições relatadas nos evangelhos.
I. ELE DEU VIDA
Jesus resolveu o principal problema da humanidade relacionado com a vida. A religião e os arranjos podem embelezar um cadáver e torná-lo mais apresentável, porém, jamais poderão dar-lhe a vida. Só Deus tem esse poder.
“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef 2:1-7).
O Senhor Jesus levantou muita gente dentre os mortos (Mt 11:5), mas nos evangelhos só existe o registro da ressurreição de três pessoas:
A filha de Jairo (Lc 8:40-56) tinha cerca de 12 anos.
O filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17), um jovem.
E Lázaro, um amigo especial de Jesus (Jo 11), alguém mais velho.
Estas três pessoas nos ensinam que a morte não respeita a idade. Sendo a morte uma figura do pecado, essas três pessoas nos ensinam que o pecado matou toda a raça humana. As crianças pecaram, os jovens pecaram, os adultos pecaram. “Pois todos carecem da glória de Deus” (Rm 3:23).
II. ELE RESSUSCITOU
Na manhã daquele domingo da ressurreição de Jesus, o universo viveu sua maior expectativa:
“Onde está, sacerdotes e príncipes, o poder de vossa guarda? — Bravos soldados que nunca se atemorizaram diante do poder humano, são agora como cativos aprisionados sem espada nem lança. O rosto que contemplam não é o de um guerreiro mortal; é a face do mais poderoso das hostes do Senhor. Este mensageiro é o que ocupa a posição da qual caiu Satanás. Fora aquele que nas colinas de Belém proclamara o nascimento de Cristo. A terra treme à sua aproximação, fogem as hostes das trevas, e enquanto ele rola a pedra, dir-se-ia que o Céu baixara a Terra. Os soldados o veem removendo a pedra como se fora um seixo, e ouvem-no exclamar: Filho de Deus, ressurge! Teu Pai Te chama. Veem Jesus sair do sepulcro, e ouvem-nO proclamar sobre o túmulo aberto: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Ao ressurgir Ele em majestade e glória, a hoste angélica se prostra perante o Redentor, em adoração, saudando-O com hinos de louvor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 552).
Voltando as três ressurreições que Jesus realizara, o elemento “tempo” se acha envolvido quando Jesus chega:
A filha de Jairo acabara de morrer.
O jovem na procissão fúnebre estava morto pelo menos um dia – costume judeu para o sepultamento em 24 horas.
E Lázaro, estava no túmulo há quatro dias.
Verificamos aqui diferentes estágios e até graus de decomposição.
A filha de Jairo não estava nada decomposta.
A decomposição estava iniciando no jovem.
Marta advertiu: Lázaro cheira mal; estava morto há quatro dias.
Embora todos os pecadores perdidos, sejam jovens ou velhos, estejam espiritualmente mortos, nem todos se encontram no mesmo estado de “decomposição” espiritual. Alguns são como o filho pródigo que cheiram a chiqueiro, enquanto outros são fariseus, respeitavelmente limpos por fora, mas cheios de corrupção por dentro (Mt 23:25-28).
“Durante Seu ministério, Jesus ressuscitara mortos. Fizera reviver o filho da viúva de Naim, a filha do principal, e Lázaro. Estes não foram revestidos de imortalidade. Ressurgidos, estavam ainda sujeitos à morte. Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo, saíram para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 555).
III. VIVER POR JESUS
“Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os ressuscitara dos mortos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 555).
A vida espiritual é um dom de Deus, da mesma forma que a vida física (Ef 2:8). Você e eu podemos cultivar a vida física, mas não podemos dar vida a um morto. Só Deus tem esse poder. “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em Si mesmo” (Jo 5:26).
Como Jesus concede esse dom da vida? Mediante Sua Palavra e o Pai, (Jo 5:24).
Em cada uma das narrativas, Jesus disse a pessoa morta:
“Menina levanta-te” (Lc 7:14).
“Jovem Eu te mando: levanta-te” (Lc 8:54).
“Lazaro vem para fora” (Jo 11:43).
“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4:12).
Ele morreu para que pudéssemos viver por meio dEle.
Devemos notar que cada uma dessas três pessoas que Jesus levantou dentre os mortos deu evidências confiáveis que estava realmente viva.
A Menina – “levantou-se”, “andou” e “alimentou-se”. A evidência da sua nova vida em Cristo notou-se pelo andar e pelo apetite. De maneira semelhante, os que recebem nova vida em Jesus deveriam testemunhar do milagre andando na direção dos perdidos; testemunhando mesmo em sua alimentação e estilo de vida que tiveram um encontro com Jesus.
O Jovem deu evidência de estar vivo, sentando-se e falando. Imagino que abriu a sua boca para engrandecer Aquele que lhe dera de novo a vida. “Porque a boca fala o que está cheio o coração” (Mt 12:24). Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. A vida agora passa a ser um testemunho “vivo”. As conversas não são mais egocêntricas, mas cristocêntricas.
Lázaro “despojou-se das mortalhas” e colocou as “vestes da graça” (Cl 3:9-10). É tempo de tirar de nossa vida pecados parasita e tudo aquilo que o Espírito Santo está te falando neste momento para tirar; tudo o que te impede de viver plenamente. Você realmente viverá mais leve e em paz junto à sua família.
Somente aquele que É “a ressurreição e a vida” é capaz de “fazer novas todas as coisas” (Ap 21:5) em sua vida”.
CONCLUSÃO
Em Apocalipse 1:18 encontramos algo impressionante: “e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre. E tenho as chaves da morte e do inferno”
.Ele ganhou autonomia sobre a morte. A última palavra é dEle, pois não teve pecado.
Vencer a morte é o sonho da ciência.
Cristo, tendo a chave da “morte” não teria a chave de todas as demais coisas do mundo e de sua vida?
Errado. Jesus tem uma chave a menos!
Em Laodiceia Ele está do lado de fora. Se tivesse a chave entraria…
ELE ESTÁ BATENDO PARA ENTRAR…
“Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3:20).
Você gostaria de entregar a chave que Lhe falta?
A chave da sua vida que é momentânea e incerta?
Ele ressuscitou por você para que você tenha vida eterna e abundante.


Assista este vídeo preparado com muito carinho pelo Pastor Ivan Saraiva.





Porque não VIVER POR MEIO DELE, HOJE, E PARA SEMPRE?